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Desempregados como criá-los e dominá-los contentes

Como fabricar 14 mi que já viraram 12,3 de desempregados e 20 mi de “pendurados”

Enquanto assistíamos desempregados, boquiabertos e “contentes” o surgimento e performance estonteante dos tigres asiáticos (Hong Kong, Cingapura, Coreia do Sul e Taiwan) nas décadas de 70 e 80.

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Aplaudíamos ou assistíamos (impassíveis) no Brasil o crescimento do “sindicalismo grevista duro”.

Que teve como mérito ir sorrateiramente matando a nossa Indústria de Base (fábricas que fazem coisas para fazer fábricas).

 

Os heróis

Personagens respeitáveis, ganharam protagonismo, Vitentinho, Paulinho da Força, Jaques Wagner, Alindo Chinaglia, Paschoal Tomeu e Lula etc…

Foi lindo e extremamente aplaudido, divulgado laureado pelos detentores da informação.

Quinzena sim quinzena não a Anchieta, Dutra (em SP e no Rio) Anhanguera, Fernão Dias e marginais eram fechadas (em reinvidicações justificáveis), isso por longos anos.

 

A migração frustrada

Ocorreu a migração das indústrias para outros centros (interior/ nordeste) no vão intuito de fugir do peso do grevismo e altos salários.

Indústrias planejadas com plantas menores “modernizadas” captando menos trabalhadores.

Ledo engano, cada planta interiorizada fazia brotar 3 ou 4 sindicatos para (assediá-la) na cidade ou região.
Um país com 5.760 municípios conseguiu a proeza de possuir 18.7 mil sindicatos (quase 4 para cada cidade).desempregados

Indústrias morrendo e cidades apodrecendo

Enquanto as indústrias agonizavam, o agronegócio se modernizava, enfiando nas cidades milhares campônios despreparados funcionalmente.

Ascenderam aos milhões a cata de subemprego e de biscates (pintar 1 casa aqui, catar umas latas alí, fazer um carrinho de lanches cá, cortar 1 cabelo lá etc…).

Oficializamos o biscate, dando lhe o nome de empreendedorismo, para arrecadar impostos ainda que mínimos desses heroicos lutadores sem qualificação profissional.

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Dados divulgados pelo Gartner, (portanto não do Data falha, não divulgados na RED globo, e nem no IBOPE (I nstrumento B oçal O rquestrador de P essimismo E xplicito) dão conta que 80% dos empreendedores não passam do primeiro ano, 50% dos restantes do segundo ano e só de 3 a 5 % superam a crise dos 7 anos.

 

A favelização dos grandes centros foi inevitável.

Não faltam exemplos de criadores de desempregados mas citarei 3 ou 4 fora o grevismo duro claro.

Essa máquina do vídeo cria 200 homens desempregados diretamente e alguns indiretamente.

O projeto Puma Klabin em operação (ver projeto puma https://youtu.be/JaPlywws_Cg) se fosse inaugurado na década de 80 empregaria entre 8 a 10 mil profissionais.

não tenho dados (da empresa) mas creio que na “planta” a empresa deve utilizar 10 a 15 % desse efetivo.

 

A colheita de árvores

A Coleta de árvores da Papel Simão utiliza:

1 operador da máquina acima;

1 operador da carregadeira; um trator com haste articulada que tem na ponta uma garra tipo pé de galinha;

(Para os PHDs de condomínio GALINHA), “três pontos definem um plano” o pé da galinha possui 2 dedos a 180 graus e um que os tangencia perpendicularmente.

A máquina pega a madeira e carrega o caminhão… mais;

2 técnicos em manutenção (1 master outro em treinamento);

E por fim 1 analista com notebook ou tablet analisando planilhando e outros “andos” da operação.
Tem mais 1 engenheiro (a) florestal que brifa pela manhã, a operação diária e rotineiramente vem conferir dados.

 

5 substituem 300

5 Ou 6 profissionais desempregam 200 efetivos, mais 10 motoristas para trazerem os 200 lenhadores;

As 5 ou 6 mulheres cozinheiras marmiteiras para serví-los;

Os 2 médicos e 5 ou 8 enfermeiras a serviço desses 200 na cidade para coisas básicas  (picadas de cobras, aracnídeos e outros insetos, fora acidentes de trabalho e ou doenças profissionais)
Na ponta do lápis se colocarmos os funcionários do comércio geral da cidade a disposição desses (machadeiros) ela máquina cria  mais de 300 desempregados.

 

O agro endurece o jogo

Uma semeadeira desemprega quantos?

Se mudar o implemento ela (o trator) vira um pulverizador ou um irrigador, etc…

Uma fazenda mediana de 400 ha utilizaria uma linha de 50 ou 100 homens na frente picando a terra (cavando);

E uma linha igual atrás jogando semente e puxando a terra com o outro pé tapando a cova.

Operação de plantio que usava pessoas que (carinhosamente chamados no passado TATÚ E PONTO E VÍRGULA) com todo respeito aos clauticantes (mancos).

Como o plantio tem que ser rápido, essa equipe fazia isso em 1 semana nesse padrão de fazenda.

A máquina faz em 1 dia e nos outros 4 ou 5 é alugada ou cedida em trabalho consorciado.

5 fazendas (nesse porte) 200 homens por fazenda (5 dias) = 1000 homens sem trabalho por 1 semana.

 

Colheitadeiras caso à parte

A colheitadeira é um pouco diferente e se considerarmos a de algodão ai a cosa diferencia, visto que ela colhe descaroça e enfarda os flocos.

Confira no vídeo:

 

O corte de cana

Já foi o tempo que se falava em boias frias, colhendo cana no Planalto Paulista.
Os cafezais do sul de Minas já usam drones na pulverização;

Acabaram se os sujeitos com máscaras e bombas no lombo para passar defensivos agrícolas (agroquímicos) na plantação.

 

Não é serviço para anjos

Sobre os cafezais ainda, a colheita é por colheitadeira ou por mãos mecânicas vibratórias.

A imagem lúdica Dysneiana que uma torradora de café (que nem de brasileiros é mais) exibia recentemente nos seus  nos merchans;

Onde anjinhos de louros cabelos encaracolados colhendo café, é idiotísticamente risível.

As mãos sedosas daqueles não durariam 15 minutos na lida;

Ou, suas roupas (vestidos) jamais permaneceriam alvas como leite de vaca holandesa premiada;

Aos “Doutos PHDs de condomínio…” Vaca = feminino de Touro;

Boi é um touro castrado, sem apetite sexual… incapaz de ser “marido” ou macho de uma fêmea, é um ser literalmente aboiolado.

Sua única serventia é engordar (dando prejuízo), só passa a dar lucro na venda para o abate, e com o seu óbito ao virar proteína.

Vaca e Touro pelo contrário é um casal que dá lucro durante vida, ela com o leite e ele com o sêmen vendido a bom preço para se produzir mais proteína bovina.

 

O interior padece

Esse montante de mão de obra os desempregados, fica gravitando nos seus lugres de origem.

Ledo engano de quem acha que os desempregados estão só nos grandes centros;

No interior é que a coisa pega… desemprego subemprego bolsismo etc.

Isso mesmo sem trabalho ficam nos seus lugares de origem “fazendo filhos” para auferirem mais benefícios.

A conta não fecha mais filhos, mais benefícios, mais desemprego.

Fomos bem sucedidos nesse quesito.
Assistimos a China acordar seu gigantismo, e definimos… por que pagar caro o que produzimos se o de lá é bom e barato?

 

O problema do desemprego no Brasil é cultural… implantamos essa cultura.

Não vou falar da questão filosófica do método educacional que optamos (deseducador Paulo Freire).

Isso é para outra pauta esta é só sobre desempregados.

Não conseguiremos mudar um cenário construído por 40 anos em 4;

Ainda adoramos a música do Caimy (tardes de Itapuã) “enquanto o sol inaugura 1 dia novinho em folha deitar na rede de vime com uma cachaça de rolha… é bom passar 1 tarde…”

Ou o célebre Vai vadiar que todos adoram, e porque não dizer daquela de “menor valor”, não me amarra dinheiro não beleza pura dinheiro não a carne dura…

Além de vários outros hits, tudo isso somado com a lei de Gerson (“leve vantagem você também”) ficamos felizes enquanto construíamos esse mosaico.

 

O novo sempre vem

Só para constar todos os anos 5.000.000 de pessoas chegam à idade de trabalho no Brasil, [Fonte forças Armadas (base alistamento militar)] Se todos esses entrantes fossem formados tecnicamente em profissões produtivas;

Quantos anos levaríamos para reduzir o déficit de emprego, amortizando os 12.3 mi desempregados de hoje e ainda absorvê-los?

Não defendo o governo de plantão, culpo sim os que nos colocaram nessa roubada de Sarney para cá.

Nossos políticos nossas escolhas!

Não possuo político, bandido, partido ou sistema político administrativo de estimação sou apenas um brasileiro forçado a ser conivente (voz dissonante fraca) com tudo o ocorrido.

O redator

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