Home Segurança Tribunal de Justiça do Estado de SP investe em cibersegurança para proteção de 21 milhões de processos  

Tribunal de Justiça do Estado de SP investe em cibersegurança para proteção de 21 milhões de processos  

por Agência Canal Veiculação
Projeto de segurança de ambiente virtualizado é o maior do mundo.

Projeto de segurança de ambiente virtualizado é o maior do mundo.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) é responsável hoje por 26% dos processos em tramitação no Brasil e, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é a maior corte do mundo, com cerca de 21 milhões de ações em andamento. Tamanho volume de informações exige uma infraestrutura bastante robusta: são nove mil servidores virtuais, mil servidores físicos e mais três mil desktops virtuais que suportam os serviços de 2,5 mil magistrados e de 45 mil funcionários distribuídos em 678 localidades interligadas em rede.

Com o intuito de aumentar os níveis de proteção contra violações de dados em seu data center híbrido, o TJ-SP iniciou um projeto com a Arcon, empresa líder em cibersegurança no Brasil, em busca de tecnologias aderentes a este desafio.

A tecnologia vencedora deste projeto foi o “Deep Security”, que fornece segurança avançada para servidores físicos, virtuais e em nuvem, protegendo as aplicações e os dados contra violações e interrupções dos trabalhos sem necessidade de patches emergenciais. “A virtualização e a computação em nuvem transformaram o data center e a segurança tem que acompanhar essa mudança”, explica Cesar Cândido, Senior Sales Manager da Trend Micro. Ele destaca, ainda, que o projeto é considerado um dos maiores do mundo para a Trend Micro pela quantidade de servidores envolvidos.

Tamanho projeto vem acompanhado por grandes expectativas. Jorge Eloy, gerente de negócios da Arcon, pontua que a solução permitirá ao Tribunal identificar e tratar novas ameaças. “É o que chamamos de Zero Day, que são falhas de segurança ainda sem patchs dos fabricantes, ou seja, um vetor de ataque contra o qual não existe correção conhecida”.

Todo esse cuidado e investimento em cibersegurança se justificam. Segundo Edivaldo Antônio Sartor, diretor de TI do TJ-SP, “o Tribunal é conhecido pelo pioneirismo em projetos de modernização e processo eletrônico, buscando sempre a inovação. Tudo isso reflete diretamente na melhoria do serviço prestado ao cidadão”.

O projeto atende o que determina a Estratégia Nacional de Tecnologia da Informação e Comunicação do Poder Judiciário (Resolução 211/2015), que tem como objetivo promover a acessibilidade, usabilidade, celeridade, inovação, responsabilidade social e ambiental e transparência no âmbito do Poder Judiciário.

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