Alerta aos gamers: cibercriminosos usam falsos mods e chats online para roubar dados no Brasil
Fingindo ser jogadores comuns, cibercriminosos ganham a confiança das vítimas em jogos online usando falsos mods e chats onlinee depois compartilham links maliciosos para invadirem o sistema de gamers desavisados
Como um dos grupos mais ativos da internet, os Gamers vêm ganhando cada vez mais espaço, com campeonatos internacionais, times de grande porte e o reconhecimento do e-sport como modalidade real. Porém, mesmo sendo muito antenados no mundo digital, os jogadores ainda podem acabar sendo vítimas de cibercriminosos.
Com diversos jogos sendo lançados, desenvolvedores independentes e uma comunidade engajada, a curiosidade com o novo, muitas vezes, antecipa a preocupação com os perigos do online. Explorando, mais uma vez, a confiabilidade do usuário, os hackers encontraram um novo alvo: os jogadores online.
A juventude dos gamers é aproveitada no uso dos falsos mods e chats online.
Por meio de chats online, pessoas de todo o mundo interagem e encontram grupos para jogar e se divertirem juntas. Acreditando que todos ali têm o mesmo propósito ou até por uma questão de imaturidade, já que muitos são bem jovens, esse espaço tornou-se o alvo perfeito para cibercriminosos usarem usam falsos mods e chats online.

O Brasil é, atualmente, um dos países com maior índice de ataques digitais do mundo, liderando diversos rankings de ameaças na América Latina. “Com alto índice de aperfeiçoamento às estratégias de segurança, somos um dos principais pólos mundiais de desenvolvimento e exportação desse tipo de crime”, destaca Mirella Kurata, Fundadora e CEO da DMK3, integradora digital e especialista em cibersegurança. “Por isso, as ameaças atuais costumam combinar automação com técnicas de engenharia social, transformando o comportamento humano na principal vulnerabilidade”, completa.
Gamers disfarçados
Disfarçados de “gamers comuns”, os hackers conquistam a confiança de outros jogadores em conversas e partidas online de jogos populares, como Valorant, LOL ou Minecraft. Depois de algumas interações, eles enviam, via chat, links convidando a vítima para supostos jogos, servidores, plataformas ou modificadores, que, na verdade, servem para aplicar golpes. E é aí que o problema começa, pois trata-se de um phishing e o usuário é atacado por um malware.
“Em termos simples, o phishing consiste no uso de conteúdos muito parecidos ou até idênticos às comunicações legítimas, que permitem a entrada do invasor no sistema. Já um malware é um tipo de software malicioso criado para invadir, danificar ou obter acesso indevido a sistemas e dados, podendo atuar de diferentes formas, indo desde o roubo de informações até o bloqueio de arquivos e a espionagem digital”, explica a CEO da DMK3.
Case relatado
Segundo o relato de uma vítima, que preferiu não se identificar, para a DMK3, no dia 30 de junho de 2026, ele estava em um servidor focado em jogos, onde várias pessoas se enturmam e se conhecem para jogar. Foi então que um grupo o chamou, convidando-o para jogar Minecraft pelo Discord, usando mods (modificações de jogo). Ao aceitar, os cibercriminosos lhe enviaram o link de um site para um programa de instalação automática. De acordo com seus conhecimentos, o site parecia o oficial, sem nada de estranho. Pouco depois de executar a ação, enquanto usava o computador, a vítima percebeu atividades e funcionamento incomuns do sistema, como tocar áudios sem que desse play e sobrecarga do processamento. Entendendo que havia algo de errado, ele já iniciou ações de cibersegurança.
Em poucos minutos, os cibercriminosos entraram em contato avisando sobre a invasão, que tinham roubado dados, fotos, arquivos e estavam buscando acesso de várias contas. Na ocasião, a intenção era a solicitação de resgate, porém, como alguém do mundo do TI, a vítima conseguiu agir a tempo e resolver a situação, mas o susto e preocupação foram inevitáveis.
“O tempo de resposta é determinante e esse caso foi uma prova disso. Por sorte, o usuário era alguém com conhecimentos, mas uma pessoa comum ou até uma criança talvez não tivesse a mesma sorte”, destaca Mirella. “Cada incidente deve servir de aprendizado. Hoje, prevenir o cibercrime exige uma combinação de tecnologias, processos e educação, além de muita atenção e cuidado”, completa.
Para ajudar nesses casos, a especialista de segurança digital da DMK3 recomenda:
Evite abrir anexos, atalhos ou links de desconhecidos;
Use ferramentas de proteção e mantenha sistemas, navegadores e antivírus sempre atualizados;
Ative a autenticação em múltiplos fatores de todas as contas possíveis;
Evite usar redes Wi-Fi públicas;
Certifique-se de que os sites são seguros, verificando os selos de segurança, geralmente localizados no final da página web. Já em caso de infecção, a orientação é:
Desconecte o dispositivo da internet;
Faça uma varredura completa com antivírus;
Altere suas senhas de acesso (começando por e-mail e contas financeiras);
Comunique seus contatos;
Registre um boletim de ocorrência digital, principalmente se houver indícios de vazamento de dados ou prejuízo financeiro. “Com cada vez mais interconexões digitais, a cibersegurança individual já deve ser uma preocupação geral. Afinal, um usuário que tem suas contas pessoais atacadas pode acabar sendo a porta de entrada para uma invasão ao sistema de outras pessoas ou até de uma empresa”, conclui.
Sobre a DMK3
A DMK3 é uma integradora de soluções especializada em tecnologia que, há 10 anos, reúne e combina diversas tecnologias, produtos e serviços para oferecer soluções completas e personalizadas conforme as necessidades dos clientes. Com uma equipe experiente, a organização realiza análises estratégicas para alinhar a TI às áreas de negócios, desenvolvendo planos de investimento personalizados. Comprometida com a eficiência operacional, a integração e a inovação, a DMK3 atua como uma parceira estratégica para empresas que buscam utilizar a tecnologia de forma inteligente para impulsionar seus resultados.