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Reforma Tributária ajuste-se: Não perca tempo; faltam 5 dias

por Paulo Fernandes Maciel

Reforma Tributária ajuste-se pois faltam APENAS 5 dias para empresas do Simples decidirem como recolher IBS e CBS

Prazo para empresas avaliarem o modelo de recolhimento de IBS e CBS termina no dia 30; especialista lista pontos que podem evitar problemas na adaptação

A Reforma Tributária começa a sair do papel e chegar à rotina das empresas. Para os negócios enquadrados no Simples Nacional, 30 de setembro é uma data que merece atenção. Até lá, as empresas que desejarem recolher o IBS e a CBS pelo regime regular no primeiro semestre de 2027 precisam fazer essa opção. Quem não fizer a escolha permanecerá com os dois tributos dentro do regime unificado no período.

Para Ladmir Carvalho, presidente e cofundador da Alterdata, o empresário não deve esperar a mudança começar para descobrir quais processos precisam ser adaptados. “Quando falamos em Reforma Tributária, é comum que o empresário pense primeiro no imposto que vai pagar. Mas existe uma mudança operacional acontecendo ao mesmo tempo. A empresa precisa olhar para seus processos, seus números e seus sistemas para entender o que pode mudar na prática. A preparação é tão importante quanto a escolha do regime”, afirma.

Reforma Tributária ajuste-se

Para não deixar a adaptação para a última hora no pedido pela lei da Reforma Tributária ajuste-se, o primeiro passo é entender o que precisa ser revisado dentro da empresa. Confira os principais pontos:

Revise os cadastros da empresa

Informações fiscais e cadastrais precisam estar organizadas e atualizadas. Dados incorretos ou incompletos podem dificultar a adaptação dos sistemas e aumentar o risco de erros durante a transição.

Olhe para a formação dos preços

A empresa sabe exatamente quanto custa cada produto ou serviço? E qual é a margem de cada venda?

Com a mudança no sistema tributário, revisar a composição dos preços se torna ainda mais importante. O empresário deve evitar fazer alterações apenas com base em uma estimativa de aumento ou redução da carga tributária.

Mapeie seus clientes

Quem compra da empresa também importa nessa análise.

É diferente vender principalmente para o consumidor final e fornecer produtos ou serviços para outras empresas. A dinâmica de créditos tributários pode interferir na relação entre os integrantes da cadeia, tornando esse mapeamento relevante antes da decisão.

Faça um pente-fino nos fornecedores

Assim como os clientes, os fornecedores também devem entrar na análise. A empresa conhece o regime tributário de seus principais parceiros? Sabe como as mudanças podem repercutir na cadeia de fornecimento?

Segundo Ladmir, olhar apenas para o próprio CNPJ pode ser insuficiente.

“A tributação não acontece de forma isolada. Uma empresa faz parte de uma cadeia. Por isso, é importante entender não apenas o próprio negócio, mas também como clientes e fornecedores podem ser afetados pelas novas regras”, explica.

Confira se o sistema de gestão está preparado

Esse é um ponto que costuma ser deixado para depois, mas pode gerar problemas quando a mudança chegar.

A empresa deve verificar com seu fornecedor de tecnologia se o sistema utilizado acompanha as novas regras, especialmente em relação à emissão de documentos fiscais, cálculos, cadastros e demais processos impactados pela Reforma Tributária.

Separe os dados que serão necessários para tomar a decisão

Antes de conversar com o contador, vale reunir informações como faturamento, margem dos produtos ou serviços, perfil dos clientes, principais fornecedores e custos da operação.

Quanto mais organizada estiver a informação, mais precisa tende a ser a simulação dos cenários.

Converse com o contador antes de escolher

A decisão sobre o modelo de recolhimento deve considerar as características específicas de cada negócio. Por isso, a análise deve ser feita com o contador ou profissional responsável pela área tributária, portanto não perca tempo em relação ao decidido na Reforma Tributária ajuste-se pois o prazo termina dia 30 agora, menos de 5 dias portanto.

Para Ladmir, a tecnologia pode ajudar justamente nessa etapa de preparação.

“O empresário não precisa entender sozinho toda a complexidade da Reforma Tributária. O papel da tecnologia é tornar os processos mais organizados e dar informações que ajudem o contador e o gestor a enxergar o impacto das mudanças no negócio”, afirma.

Reforma Tributária ajuste-se

Onde realizar a opção?

A formalização deve ser feita pelos canais oficiais da Receita Federal e do Simples Nacional. Para empresas que desejam optar pelo regime regular de IBS e CBS, o serviço está disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O Portal do Simples Nacional também reúne os serviços relacionados ao regime e à opção pelo modelo de recolhimento.

Além disso, o empresário pode solicitar ao contador uma simulação de impacto de caixa comparando a guia única (DAS) com o regime híbrido antes da data limite.

A recomendação é não deixar a análise para os últimos dias.A decisão sobre a forma de recolhimento pode influenciar fluxo de caixa, relacionamento comercial, aproveitamento de créditos e estratégia de negócios, por isso a avaliação deve considerar as características de cada empresa.

O que acontece depois de 30 de setembro?

Para as empresas que já estão no Simples Nacional, não é necessário fazer uma nova opção para permanecer no regime. O prazo de setembro está relacionado à escolha pelo recolhimento de IBS e CBS no regime regular para o primeiro semestre de 2027.

A opção feita em setembro terá efeitos entre janeiro e junho de 2027. Para o segundo semestre, haverá uma nova janela de escolha entre 1º e 31 de março de 2027.

“É importante separar duas coisas: uma é decidir como recolher IBS e CBS; outra é preparar a empresa para a nova realidade tributária. Mesmo quem permanecer no modelo unificado precisa acompanhar as mudanças e verificar se seus processos estão adequados. A preparação não termina no dia 30 de setembro”, conclui Ladmir.

Sobre a Alterdata

Desde 1989 no mercado de software, a Alterdata desenvolve soluções próprias para empresas de diferentes segmentos e já ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, 600 mil sistemas vendidos e 65 mil clientes. A empresa acredita que bons produtos são fundamentais, mas que um ótimo atendimento é essencial, por isso mantém como filosofia o investimento contínuo em soluções, relacionamento e qualidade no atendimento às suas equipes e aos seus clientes.

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