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A prevenção de acidentes e o fator humano

por admin

A prevenção de acidentes de trabalho nas empresas tem objetivo de preservar a saúde e integridade física dos funcionários, bem como, proteger a empresa com de possíveis penalizações por acidentes.

Implantar um programa de prevenção de acidentes na empresa envolve custo que pode inviabilizar o negócio, por isso que ainda o número de ocorrências ainda é alto no Brasil. Hoje, de acordo com dados da Previdência Oficial, entre 2014 e 2018 foi registrado no Brasil 1,8 milhão de afastamentos por acidente de trabalho e 6,2 mil óbitos.

Segundo presidente da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidente –  de uma empresa multinacional de grande porte, Adonias Gomes Pereira, grande parte dos acidentes que acontecem no meio industrial hoje poderia ser evitado se a lei for seguida e se a empresa tomar a decisão certa. “Empresas como, por exemplo, às gigantes da área do petróleo onde a exposição ao risco é muito grande devido ao tempo continuo de permanência em locais de altas temperaturas e pressões, mesmo que controlados, às vezes um descuido de atenção pode levar a um acidente grave, gerando perdas irreparáveis de patrimônios, equipamentos, impactos no meio ambiente e comunidade e até mesmo a vidas”.

O estudo desenvolvido pela empresa americana DuPont mostra como isso seria possível dentro de uma corporação. A empresa relata que a maioria das pessoas não conta ou se lembra de grande parte de suas decisões diárias, muitas delas podendo estar relacionadas a riscos (para si mesmo ou para outros). Adonias que teve acesso ao curso que a empresa oferece lembra que as decisões devem ser tomadas todos os dias nas atividades cotidianas como ir às compras, dirigir, trabalhar ou simplesmente caminhar em uma rua movimentada. “Para maioria dessas situações, apenas uma pequena fração das decisões são tomadas conscientemente’, alerta.

Segundo artigo publicado, em 2012, pelo portal americano Inc, é estimado que as pessoas tomem até 35.000 decisões por dia, algumas delas deliberadas e conscientes, mas o artigo publicado pela Oxford University Press diz que grande maioria das decisões é feita em diferentes níveis de subconsciência.

“Sabendo que há tantas decisões sendo tomadas em um dia em que muitas delas são feitas subconscientemente, a pergunta lógica a se fazer é: o que está guiando grande parte de nossas ações que nem se quer conseguimos lembrar?” alerta, Adonias.  O pesquisador Christopher J. Anderson encontrou uma explicação simples que aponta as emoções e sugere que sentimentos oferecem um modelo de guia para as decisões que é circular de modo que emoções primeiramente “moldam” decisões, ajudam em sua implementação e então fornecem um feedback quase imediato.

 “Pedir ou dizer aos colegas de trabalho para agirem com segurança pode desencadear uma mudança temporária, mas para desencadear uma mudança duradoura precisamos ir além dos dados e das estatísticas, precisamos nos conectar com as pessoas em um nível emocional. Essa é a essência da liderança persuasiva”, explana o presidente da CIPA.

Adonias, que É presidente da CIPA(Comissão Interna de Prevenção de Acidente) por 2 anos relata testemunhos com resultados fantásticos quando você cria a conexão forma emotiva, em um nível pessoal. “Fazer elogios e dar palavras de reforço a comportamentos corretos são a melhor forma. As pessoas com quem você trabalha precisam saber que você se importa”, considera o especialista.

“Use sua coragem para se comprometer com a mudança, use o caráter para viver de acordo com seus princípios frente às adversidades e use a capacidade para inspirar seus colegas e suas equipes com sua visão.Seja exemplo, pois você só conseguirá mudar os outros se antes mudar a si mesmo. Com esse modelo de atuação, e com isso gerando um ambiente de trabalho seguro mesmo em cenários imprevisíveis” finaliza Adonias.

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