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Vantagens da migração para a nuvem no setor financeiro

por Paulo Fernandes Maciel

5 vantagens da migração para a nuvem no setor financeiro

Nos últimos anos, a transformação digital no setor financeiro ganhou força, especialmente depois da pandemia de COVID-19, levando instituições a acelerarem seus investimentos na computação em nuvem. O avanço dos sistemas financeiros abertos (Open Finance) e o aumento da demanda por segurança digital possibilitou que a migração para nuvem no setor financeiro ocupasse um papel cada vez mais importante para garantir eficiência operacional e inovação às empresas.

Em decorrência das adaptações exigidas pela nova realidade durante a pandemia, a evolução do setor financeiro foi impulsionada por atualizações regulatórias, otimização do sistema de prevenção a fraude, além da modernização de meios de pagamento, incentivada por demandas geradas a partir de desafios locais. A rápida digitalização dos meios de pagamento e a ascensão de novos modelos de negócios financeiros elevaram a necessidade de infraestruturas mais preparadas para atender às expectativas de consumidores cada vez mais conectados.

Dados da Capgemini

Como reflexo desse fenômeno, a adoção da tecnologia em nuvem no setor financeiro saltou de 37% em 2020 para 91% em agosto de 2023, segundo dados da Capgemini, representando um crescimento de 54 pontos percentuais em apenas três anos.

Esse avanço também reflete uma alteração no cenário competitivo do mercado financeiro. Nos últimos anos, o crescimento exponencial das fintechs elevou o padrão de agilidade, levando instituições tradicionais a acelerar seus processos de modernização. Diferente das fintechs, que nasceram em ambientes tecnológicos e já preparados para processos de inovação, muitos bancos tradicionais ainda trabalham para adaptar o escopo da infraestrutura usual à disponibilidade dos serviços e a conformidade regulatória.

Apesar disso, o setor financeiro como um todo se destaca em inovações tecnológicas, principalmente pela necessidade de lidar com grandes volumes de dados, conformidade regulatória e operações em tempo real.

Como parte da estratégia para fortalecer a transformação digital e aumentar a competitividade com um ambiente digital seguro, as instituições financeiras latino-americanas vêm ampliando seus investimentos em nuvem, segundo a pesquisa Cloud Adoption para as Instituições Financeiras – Latam 2024,, da EY Brasil.

No Brasil, iniciativas como o PIX aceleraram ainda mais esse movimento ao aumentar exponencialmente o número de transações digitais e exigir ambientes tecnológicos cada vez mais habilitados para responder rapidamente às oscilações do mercado.

nuvem no setor financeiro
Gabriel Leme – CXP Brasil, consultoria em tecnologia da informação.

Confira as 5 vantagens da migração para nuvem no setor financeiro

A computação em nuvem promove uma mudança em como empresas armazenam, processam e acessam informações. Como uma alternativa para que elas não dependam exclusivamente de servidores físicos instalados em suas próprias estruturas, as organizações passaram a utilizar recursos tecnológicos disponibilizados de forma remota por provedores especializados, com acesso via internet, que proporcionam cinco importantes vantagens para instituições financeiras.

  1. Elasticidade: no setor financeiro, a migração para a nuvem envolve a transferência gradual de aplicações, bases de dados e sistemas para esses ambientes digitais, permitindo maior flexibilidade e eficiência na gestão da infraestrutura tecnológica. Essa característica permite que os bancos e instituições ajustem sua capacidade de processamento conforme a demanda.

A computação em nuvem pode reduzir os custos de operação entre 10% e 20% e acelerar o lançamento de produtos financeiros em até 50%, como apontam dados do levantamento “O valor da nuvem para o setor bancário”, da Accenture.

Essa tecnologia é essencial principalmente em períodos de pico, como aumento de transações via PIX, consultas simultâneas em aplicativos, fechamento contábil e demais operações online. Ao reduzir a necessidade de manter diversas estruturas ativas durante períodos de baixa utilização, esse modelo torna as operações mais eficientes e sustentáveis financeiramente, garantindo maior estabilidade em serviços digitais com operações em tempo real.

  1. Ampla variedade de serviços: ao invés de desenvolver a infraestrutura do zero, essa oferta dos provedores em nuvem permite às instituições financeiras acessar soluções prontas voltadas para integração, segurança, automação e inteligência artificial. Esse portfólio já disponível acelera projetos de transformação digital e reduz o tempo necessário para implementação de novos serviços financeiros, viabilizando respostas mais rápidas às exigências de regulação e mudanças de comportamento dos consumidores.

Impulsionada pelo avanço do Open Finance, a integração por interface de programação de aplicações (APIs) também fortalece esse cenário ao permitir maior conexão entre bancos, seguradoras e plataformas de investimento.

  1. Dados em larga escala: com o processo de expansão do uso da Inteligência Artificial (IA) no setor financeiro, a migração para nuvem ganhou destaque, permitindo acesso a um alto volume de dados. Ao utilizar esse serviço, as instituições conseguem aplicar IA para prevenção de fraudes, análise de crédito, personalização de ofertas, automações operacionais e gestão de riscos.

Esses recursos otimizam a tomada de decisão e potencializam a eficiência operacional, aprimorando a competitividade das instituições financeiras para proporcionar experiências mais personalizadas aos clientes.

  1. Alta disponibilidade: após a pandemia de COVID-19 esse fator se tornou uma exigência para os grandes provedores de nuvem, quando as instituições financeiras precisaram ampliar rapidamente suas operações digitais para garantir a continuidade operacional em grande escala. Sendo assim, a migração para nuvem permitiu a construção de ambientes resilientes, reduzindo riscos de indisponibilidade e interrupção dos serviços.

Atualmente, plataformas em nuvem oferecem recursos avançados de criptografia, monitoramento, backup, recuperação de dados e gestão de identidade, o que fortalece as estratégias de conformidade exigidas pela LGPD, além de maior segurança diante do aumento das ameaças cibernéticas.

  1. Oportunidade para inovar: empresas que ainda utilizam os modelos tradicionais de infraestrutura, com ciclos mais longos de aquisição, tendem a perder competitividade no mercado. A migração para a nuvem permite que as instituições financeiras testem, lancem e escalem novos produtos digitais com mais velocidade, possibilitando a disponibilização de recursos sob demanda e o crescimento de iniciativas voltadas à inovação.

Estes recursos favorecem, principalmente, os projetos ligados a Open Finance, aplicativos financeiros, pagamentos de diferentes naturezas e novos modelos de atendimento. Contar com uma consultoria especializada em implementação de ferramentas digitais é essencial para garantir uma adoção eficaz e assertiva, mantendo aderência às necessidades específicas de cada negócio.

Concluindo

Com o direcionamento correto, a migração para a nuvem atua como um habilitador para o crescimento sustentável no setor, além de uma ferramenta de operações, representando uma mudança estrutural na forma como instituições financeiras constroem competitividade e se preparam para os desafios futuros do mercado.

Artigo: de Gabriel Leme

Gabriel Leme é Gerente de Práticas da CXP Brasil, consultoria em tecnologia da informação.

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