TRACKFY WAKECAP leva rastreamento em tempo real para a Mineração aumentando a produtividade
Tecnologia da TRACKFY WAKECAP que aumentou a produtividade e elevou a segurança em outros segmentos industriais agora encara os desafios de grandes projetos na mineração
Antes de chegar neste segmento, a TRACKFY WAKECAP já havia demonstrado, em diferentes indústrias, que rastrear pessoas em tempo real reduz o tempo ocioso e acelera a resposta a emergências. Agora, a mesma tecnologia avança para um dos ambientes mais desafiadores da indústria: a mineração, onde dar visibilidade a grandes projetos de CAPEX, no qual frentes distribuídas e áreas de alto risco é uma condição essencial para garantir segurança e eficiência.
Esse avanço ganhou escala recentemente, com o fechamento de um contrato com um dos maiores players do setor para uma carteira de projetos CAPEX que começa monitorando 1.000 colaboradores em tempo real, com previsão de multiplicar esse contingente nos meses seguintes em novas frentes operacionais na mesma região.
Desenvolvedora de soluções em IoT (Internet das Coisas) e análise de dados aplicada à operação de plantas industriais, a empresa passa a atuar em um cenário de grande complexidade operacional. “O projeto cobre uma área de 227.400 m² e tem como objetivo estruturar uma base de dados capaz de integrar, em uma única visão, indicadores de produtividade, segurança e avanço físico da obra, alinhados ao modelo de gestão de projetos do cliente”, explica Tulio Cerviño, CEO Latam e VP Global de Operações Industriais da TRACKFY WAKECAP.

Limite geográfico/humano
A mineração sempre operou no limite geográfico, tecnológico e humano. Em 2026, o setor brasileiro entra sob pressão dupla: manter o ritmo de expansão e, ao mesmo tempo, reduzir perdas operacionais em um ambiente cada vez mais complexo. O setor fechou 2025 com R$ 298,8 bilhões em faturamento, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração, e projeta US$ 76,9 bilhões em investimentos até 2030. A escala permanece elevada, mas o foco começa a migrar para eficiência, controle e previsibilidade.
Parte desse movimento passa pela digitalização das operações, especialmente em áreas onde ainda há baixa visibilidade sobre o que ocorre em tempo real. “Mesmo em cenários com grandes distâncias e desafios operacionais superiores aos normalmente encontrados no Brasil, a solução tem se destacado pela capacidade de garantir monitoramento contínuo, confiável e resiliente, um fator crítico em ambientes de mineração”, destaca Cerviño.
Esse desafio, além de operacional, é também humano. Dados do International Council on Mining and Metals indicam que acidentes seguem pressionando o setor globalmente. Em 2025, apenas nos Estados Unidos, foram registradas 33 mortes, alta de 27% em relação ao ano anterior. Casos recentes reforçam esse padrão: o colapso subterrâneo na mina El Teniente, no Chile, deixou seis mortos, enquanto um deslizamento em áreas de mineração no Congo, em 2026, resultou em centenas de vítimas. Em comum, esses episódios evidenciam a dificuldade histórica do setor em monitorar, em tempo real, pessoas, risco e operação.
Em operações de mineração, interrupções não planejadas seguem entre os principais fatores de impacto financeiro. Além das paradas, há perdas menos visíveis, associadas a deslocamentos improdutivos, baixa rastreabilidade e decisões baseadas em dados incompletos. “É justamente nesse ponto que os primeiros resultados do projeto começam a aparecer: em apenas 19 dias de implantação, já foi possível observar ganhos relevantes em visibilidade e controle operacional, indicando um retorno rápido e alto valor agregado da solução”, conta.
Confirmação de headcount
Na prática, a digitalização da força de trabalho altera a lógica da operação. O rastreamento em tempo real permite a confirmação imediata de headcount em situações de emergência, além de gerar alertas automáticos quando trabalhadores acessam áreas restritas ou de alto risco, reduzindo a dependência de supervisão manual. Ao mesmo tempo, os registros digitais substituem processos em papel, eliminando falhas e criando uma base confiável para análise e tomada de decisão.
“Observamos que muitos desses eventos estão associados à falta de monitoramento contínuo e à dificuldade de rastrear, em tempo real, a movimentação de pessoas dentro da operação. Sem esse nível de controle, a resposta a incidentes tende a ser mais lenta, e a prevenção, limitada”, destaca.
Nascida nô ambito da construção, a TRACKFY | WAKECAP aprendeu, de forma prática a importância de rastrear equipes em ambientes dinâmicos e de alto risco. Agora, leva essa experiência para a mineração, onde geografia, escala e risco elevam o nível de exigência. Além da camada de segurança, o projeto também amplia a visibilidade sobre produtividade, com monitoramento contínuo do tempo em campo versus tempo efetivo em atividade, permitindo identificar padrões de deslocamento, períodos improdutivos e gargalos no fluxo de pessoas, um tipo de ineficiência comum em operações com múltiplos turnos e, muitas vezes, invisível sem dados estruturados.
A proposta da TRACKFY WAKECAP
Esse tipo de diagnóstico não é novo e ganhou dimensão pública após grandes tragédias no setor. O ponto em comum em todas as análises e investigações apontaram falhas na gestão de risco, na integração de dados e na capacidade de transformar sinais em ação em tempo real.
É justamente essa lacuna que tecnologias baseadas em IoT começam a preencher. Sensores, dispositivos vestíveis e plataformas digitais permitem acompanhar a movimentação de trabalhadores e o seu efetivo uso nas áreas operacionais. No caso da TRACKFY | WAKECAP, a infraestrutura foi desenvolvida para ambientes extremos, com hardware preparado para poeira, umidade e grandes extensões, aliado a uma plataforma em nuvem que centraliza dados de operação, segurança e construção em uma única interface.
“A proposta da TRACKFY WAKECAP é ampliar a visibilidade da operação, reduzindo a dependência de registros manuais e comunicação indireta”, explica o executivo.
A adoção desse tipo de tecnologia também está diretamente ligada à eficiência. Segundo a McKinsey & Company, iniciativas de digitalização podem gerar ganhos de produtividade entre 10% e 20% em operações industriais. Isso ocorre pela redução de tempo ocioso, melhor alocação de equipes e maior previsibilidade da operação.
Mas o impacto vai além da produtividade. Incidentes, mesmo quando não fatais, geram interrupções, custos adicionais, danos reputacionais e aumento de prêmios de seguro. Desse modo, segurança e eficiência deixam de ser agendas separadas e passam a caminhar juntas.
No caso da TRACKFY | WAKECAP, a proposta é justamente atuar nessa interseção. “Quando você transforma a movimentação em dado estruturado, a operação deixa de ser reativa e passa a ser orientada por informação em tempo real”, afirma o CEO.
“A expectativa é que, com o uso contínuo da solução, a base de dados e os analytics gerados permitam ao cliente aprimorar a tomada de decisão e, principalmente, construir escala operacional com mais controle e previsibilidade em diferentes projetos no Brasil”, resume.
Além da produtividade e da segurança, a digitalização também responde a demandas ambientais. A necessidade de maior controle sobre atividades em áreas sensíveis e de rastreabilidade das operações tem ampliado o uso de tecnologia no setor.
“O monitoramento contínuo permite registrar circulação, permanência e intervenções, contribuindo para processos de conformidade e auditoria”, explica.
A incorporação de tecnologias como IoT e inteligência artificial ainda ocorre de forma gradual no Brasil, mas a tendência é de consolidação, acompanhando o avanço da chamada mineração 4.0. “A mineração sempre foi intensiva em capital. Agora, passa a ser também intensiva em informação, e isso muda a forma de operar e de tomar decisão”, afirma o CEO da TRACKFY | WAKECAP.
Sobre a TRACKFY | WAKECAP: https://www.trackfyapp.com.br/
https://sites.almg.gov.br/cpi-barragem