Home Artigos Chief of Staff não serão substituídos por agentes de IA

Chief of Staff não serão substituídos por agentes de IA

por Paulo Fernandes Maciel

4 motivos pelos quais agentes de IA não irão ‘substituir’ o Chief of Staff

Adoção acelerada de inteligências artificiais otimiza o dia a dia do CoS (Chief of Staff), principalmente nas demandas operacionais, ajudando esse C-Level -que é o elo entre os times e liderança,- a exercer funções cada vez mais estratégicas nas organizações;

Com agentes de inteligência artificial cada vez mais presentes no dia a dia corporativo, o CoS passa a desempenhar um papel indispensável na integração entre tecnologia, capital humano e estratégia nas empresas. A avaliação é da The Chief of Staff Association (CSA), entidade internacional que representa profissionais em 75 países e acompanha de perto a evolução do papel nas organizações.

A adoção acelerada de agentes de IA nas empresas está redefinindo as rotinas executivas, automatizando processos, organizando informações e apoiando tomadas de decisão. Nesse cenário, longe de substituir funções estratégicas como a de um CoS, a tecnologia amplia o escopo de atuação desses C-Levels, que assumem protagonismo ainda maior na orquestração entre dados, pessoas e prioridades do negócio.

Chief of Staff

“A inteligência Artificial já é uma realidade no ambiente executivo. O diferencial competitivo não está apenas na adoção das ferramentas tecnológicas, mas em como elas são integradas à estratégia, à cultura e aos objetivos da corporação. E esse é justamente o espaço de atuação do CoS”, afirma Carolina Laboissière, Diretora Regional da The Chief of Staff Association para o Brasil e América do Sul.

Segundo a representante da CSA, à medida que agentes de IA ganham espaço em atividades analíticas e operacionais, cresce a demanda por profissionais capazes de traduzir informações em ação, garantir alinhamento entre áreas e apoiar a liderança na execução das prioridades estratégicas, atribuições centrais do Chief of Staff.

“O Chief of Staff não compete com a IA; ele potencializa o uso da tecnologia. É o profissional que garante que os insights gerados pelos agentes de IA sejam conectados e orquestrados conforme o contexto do negócio, as pessoas e as decisões que realmente movem a organização”, destaca Carolina.

A associação observa que empresas mais avançadas no uso de inteligência artificial tendem a valorizar ainda mais funções de coordenação estratégica, governança e alinhamento executivo. “Quanto mais tecnologia entra na rotina executiva, maior é a necessidade de alguém que conecte estratégia, execução e liderança. A IA acelera processos, mas o Chief of Staff direciona decisões”, avalia.

Pensando nisso, Carolina listou 4 motivos pelos quais a IA não irá se tornar o “novo” CoS:

IA executa tarefas; o CoS define prioridades
Agentes de IA são altamente eficientes para organizar informações, automatizar fluxos e apoiar análises. No entanto, cabe ao Chief of Staff definir o que é prioritário, alinhar expectativas entre áreas e garantir que a liderança esteja focada no que realmente gera impacto para o negócio.

Tecnologia gera dados, mas decisões exigem contexto humano
Embora a IA entregue insights valiosos, ela não compreende nuances políticas, culturais e humanas das organizações. “Ele justamente na leitura desse contexto, conectando dados à realidade da empresa, às pessoas envolvidas e aos objetivos estratégicos da liderança”, comenta Carolina.

IA não substitui a função de articulação entre times e liderança
Um dos papéis centrais do CoS é atuar como elo entre executivos, áreas e projetos estratégicos. Essa função exige escuta ativa, influência, negociação e construção de consenso, competências essencialmente humanas, que não podem ser automatizadas.

Quanto mais IA, maior a necessidade de governança e coordenação estratégica

À medida que o uso de agentes de IA se expande nas empresas, cresce também a complexidade da gestão dessas ferramentas. “O Chief of Staff assume um papel fundamental na governança do uso da tecnologia, garantindo alinhamento estratégico, ética, foco em resultados e integração com a cultura organizacional. É uma função de alto escalão e que envolve muito relacionamento e jogo de cintura, por isso, o fator humano é indispensável. Sendo assim, a IA não consegue desempenhar tudo que um CoS representa, executa e faz acontecer dentro de uma empresa”, conclui.

Sobre a CSA

A CSA (The Chief of Staff Association) (www.csa.org) –  Fundada em 2020, é a maior associação internacional para CoS de grandes corporações, governo e outras entidades, representando membros que ocupam posições de influência em mais de 75 países. Seus CoS associados atuam em diversos setores, em algumas das empresas mais proeminentes do mundo – entre elas: Google, Deloitte, Salesforce, Governo dos EUA, entre outras.

Imagem destacada: Crédito: Canva

Você também pode gostar

Deixe um Comentário

Ao navegar neste site, você aceita os cookies que usamos para melhorar sua experiência. Aceito Mais informações