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Automação acessível impulsiona adoção de robôs colaborativos

por Paulo Fernandes Maciel

Automação acessível impulsiona adoção de robôs colaborativos na indústria brasileira

Especialistas apontam que cobots vêm ampliando o acesso à automação acessível ao permitir projetos com menor complexidade, implantação mais rápida e retorno acelerado sobre o investimento.

A busca por produtividade, a escassez de mão de obra especializada e a necessidade de maior flexibilidade operacional estão impulsionando uma mudança importante no cenário da automação industrial. Cada vez mais empresas têm adotado robôs colaborativos, ou cobots, sendo agora a automação acessível funciona como alternativa para automatizar operações específicas a sem a necessidade de grandes projetos ou mudanças estruturais significativas.

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Durante décadas, a robótica industrial esteve associada a grandes linhas de produção e investimentos elevados, cenário que contribuiu para a percepção de que a automação seria uma realidade restrita a grandes empresas. Embora os robôs industriais continuem sendo fundamentais em aplicações que exigem alta velocidade, elevada repetibilidade e movimentação de cargas pesadas, a evolução das tecnologias colaborativas deixou a automação acessível abrindo novas possibilidades para operações de menor complexidade.

Os cobots foram desenvolvidos para atender demandas diferentes das encontradas em células robotizadas tradicionais. Sua proposta não é substituir os robôs industriais, mas ampliar o acesso à automação em aplicações onde fatores como simplicidade de implementação, flexibilidade e retorno sobre o investimento possuem peso decisivo na tomada de decisão.

Esse movimento vem ganhando espaço em setores como alimentos e bebidas, farmacêutico, embalagens, metalmecânico, eletrônico e logística. Nesses segmentos, tarefas como abastecimento de máquinas, pick and place, montagem leve, embalagem, inspeção de qualidade e manipulação de peças podem ser automatizadas de forma relativamente rápida, sem exigir alterações significativas na infraestrutura produtiva.

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Automação acessível acelera processos

Um dos fatores que explicam o crescimento dos cobots é justamente a possibilidade de automatizar processos que, até pouco tempo atrás, permaneciam manuais. Em muitos casos, a comparação não ocorre entre um robô industrial tradicional e um robô colaborativo, mas entre automatizar ou continuar executando determinada atividade manualmente. Essa mudança de perspectiva tem contribuído para acelerar o retorno sobre investimento em projetos de automação. Ao reduzir barreiras de entrada e simplificar a implementação, os cobots permitem que empresas obtenham ganhos de produtividade, qualidade e padronização de processos sem a necessidade de investimentos compatíveis com grandes células robotizadas.

Outro aspecto que tem impulsionado a adoção dessa tecnologia é a crescente necessidade de flexibilidade. Com mercados cada vez mais dinâmicos, lotes menores e maior personalização dos produtos, muitas empresas passaram a buscar soluções capazes de acompanhar mudanças frequentes de processo. Nesse contexto, a facilidade de reprogramação e adaptação dos cobots se torna uma vantagem competitiva relevante.

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Mais do que uma evolução tecnológica, a expansão dos cobots mostra uma mudança de mentalidade dentro das fábricas. Em vez de concentrar esforços apenas em grandes projetos, muitas empresas passaram a enxergar valor na automação de operações específicas, capazes de gerar ganhos rápidos de produtividade e eficiência.

Para Marco Santos, especialista do time RBTX da igus do Brasil, a principal mudança não está apenas na tecnologia disponível, mas na forma como as empresas passaram a enxergar a automação.

O papel dos cobots

“Durante muito tempo, muitas indústrias acreditaram que automatizar significava realizar grandes investimentos e projetos complexos. O que estamos observando hoje é um movimento diferente. Cada vez mais empresas estão identificando oportunidades em processos específicos e buscando soluções que entreguem retorno rápido, flexibilidade e facilidade de implementação. Os cobots têm um papel importante nesse cenário porque permitem que a automação seja acessível a um número muito maior de empresas”, afirma.

Segundo especialistas da igus, essa transformação também está impulsionando o crescimento de plataformas que simplificam o acesso às tecnologias de automação. Um exemplo é a RBTX, ecossistema que reúne diferentes soluções, componentes e aplicações em um único ambiente, permitindo que empresas avaliem alternativas de automação de forma mais rápida e transparente.

À medida que a indústria busca aumentar sua competitividade em um cenário cada vez mais dinâmico, a tendência é que a automação deixe de ser vista como um grande projeto isolado e passe a fazer parte da evolução contínua das operações. Nesse contexto, tecnologias colaborativas e modelos que democratizam o acesso à automação acessível devem desempenhar um papel cada vez mais relevante na transformação digital da indústria brasileira.

Afinal, para muitas empresas, a jornada rumo à Indústria 4.0 não começa com uma grande linha robotizada, mas com a decisão de automatizar, de forma simples e inteligente, uma única operação.

Sobre a igus®

A igus® GmbH desenvolve e produz plásticos para movimentação. Esses polímeros autolubrificantes e de alto desempenho melhoram a tecnologia e reduzem os custos em qualquer aplicação que envolva movimentação. A igus® é líder mundial do mercado em sistemas de fornecimento de energia, cabos altamente flexíveis, buchas autolubrificantes e buchas lineares, bem como tecnologia de fuso de avanço feito de tribo-polímeros.

A empresa familiar com sede em Colônia, na Alemanha, está representada em 31 países e emprega 5.000 pessoas em todo o mundo. Em 2023, a igus® gerou um volume de negócios de 1.136 bilhões de euros. A pesquisa realizada nos maiores laboratórios de testes do setor proporciona constantemente inovações e mais segurança aos clientes. A igus® possui 243.000 peças disponíveis em estoque e a vida útil pode ser prevista online.

Nos últimos anos, a empresa se expandiu, criando start-ups internas em áreas como rolamentos de esferas, redutores de robôs, impressão 3D, a plataforma RBTX para Robótica de Baixo Custo e plásticos inteligentes para a Indústria 4.0.

Entre os investimentos ambientais mais importantes estão a plataforma “chainge”; de reciclagem de plásticos técnicos e a propriedade parcial de uma empresa que produz óleo a partir de resíduos plásticos.

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