Blueshift e Microsoft desenvolvem um dos primeiros projetos de grande porte com o Fabric aplicado ao automobilismo
Parceria entre as empresas Blueshift e Microsoft resulta em plataforma de telemetria e análise de dados para a Porsche Cup Brasil, já testada em circuitos como Nürburgring e Le Mans
Em corridas onde milissegundos definem o vencedor, a informação que sai do motor precisa ser tão rápida quanto o piloto. A Porsche Cup Brasil tornou-se palco de um dos primeiros projetos mundiais de grande porte a aplicar o Microsoft Fabric, plataforma de inteligência de dados da gigante norte-americana, no automobilismo. Desenvolvida em parceria com a consultoria de tecnologia Blueshift Brasil, a solução capta, processa e envia os dados de telemetria dos veículos para os boxes em tempo real.
A arquitetura do projeto conecta a Unidade de Controle Eletrônico (ECU) dos carros à nuvem por meio de redes 4G e 5G. Em frações de segundo, indicadores vitais como temperatura do motor, pressão do óleo, arrefecimento e tensão da bateria são exibidos nas telas dos engenheiros de pista.

A parceria Blueshift e Microsoft na implementação
A implementação, no entanto, exigiu das Blueshift e Microsoft contornar desafios técnicos inéditos, já que o desenvolvimento começou quando o software da Microsoft ainda estava em fase de testes (preview). “Enfrentávamos desafios de performance e a documentação disponível na época era escassa. Trabalhamos lado a lado com os engenheiros da Microsoft para fazer o sistema evoluir. O carro sempre gerou esses dados, mas eles ficavam restritos ao veículo. Nosso papel foi retirá-los de lá para que a equipe pudesse agir de forma preventiva, antes de uma falha mecânica crítica”, afirma Willian Ribeiro, arquiteto de soluções da Blueshift e responsável pelo projeto.
Programação nos boxes e o desafio do sinal
A validação da tecnologia ocorreu em tempo real, acompanhando o calendário do campeonato. Além da complexidade no tratamento do volume de dados, a equipe enfrentou a oscilação de cobertura de internet nos autódromos. A estabilidade do modelo permitiu que a tecnologia fosse levada para o exterior. A solução passou por testes severos no circuito de Nürburgring, na Alemanha, conhecido pelos mais de 20 quilômetros de extensão e oscilação de sinal, e foi utilizada posteriormente na pista de Le Mans, na França.

O próximo passo: modelos preditivos
Com a transmissão de dados consolidados em tempo real, o projeto entra agora em uma nova fase: a integração de inteligência artificial para análise preditiva. A meta é implementar algoritmos capazes de identificar padrões anômalos no comportamento do veículo, antecipar quebras e emitir alertas automáticos para os boxes antes mesmo que o problema se materialize.
Apesar do avanço automotivo, a tecnologia é vista como uma ferramenta de apoio, e não de substituição humana. “O conhecimento técnico do engenheiro continua sendo insubstituível. A inteligência artificial entra para reduzir o tempo de análise e filtrar o que é urgente, permitindo que a equipe foque no que faz de melhor: tomar a decisão estratégica sob pressão com assertividade e rapidez”, conclui o especialista.
Sobre a BlueShift
A BlueShift é líder em prover soluções tecnológicas que transformam negócios. Desde 2012, a empresa oferece serviços inovadores em inteligência artificial, big data, análise de dados e muito mais, ajudando seus clientes a alcançarem novos níveis de competitividade. Atuando em diversos setores, a BlueShift desenvolve tecnologias que moldam o futuro dos negócios. Com forte foco na excelência, entrega soluções personalizadas que atendem às demandas dinâmicas do mercado. A BlueShift acredita no poder da tecnologia para ampliar a inteligência humana e criar novas realidades.