Palco do RecargaPay no RIW focou o fim do “crescimento a qualquer custo” e produtividade remota são as novas regras do jogo
O manual tradicional de empreendedorismo, marcado pela busca por escala a qualquer preço e “queima de caixa”, ficou no passado
Em debates promovidos no Palco RecargaPay no RIW 2026 , os executivos debateram como a resiliência financeira, a adaptação às dores reais do cliente e a cultura do trabalho 100% flexível se tornaram os verdadeiros motores de inovação sustentável
O manual tradicional de empreendedorismo, marcado pela busca por escala a qualquer preço e “queima de caixa”, ficou no passado. Essa foi a principal tônica do segundo dia de debates no Palco do RecargaPay durante o Rio Innovation Week (RIW), nesta quinta-feira (06). Em painéis mediados por jornalistas do Estadão, líderes do ecossistema de inovação abriram os bastidores de suas operações para mostrar como sustentabilidade financeira e trabalho remoto são as novas vantagens competitivas do mercado.

Crescimento Sustentável: Rasgando o Antigo Playbook
No painel “Against the Playbook” no Palco do RecargaPay empresas que crescem com seu modelo próprio de negócios”, Gustavo Victorica (COO e Co-Founder do RecargaPay) e Raquel Teixeira (Líder de Private Latam na E&Y) discutiram a evolução nas exigências de investidores e consumidores. Com a mediação de Erick Bretas, o debate deixou claro que o “dinheiro ficou mais inteligente” e não financia mais apenas boas histórias, mas sim soluções reais.
“O resultado antes era lido como crescimento, hoje é sustentabilidade e consistência”, pontuou Victorica, relembrando os 15 anos de trajetória do RecargaPay. A empresa, que começou focada em recargas de celular, soube ser resiliente e ouvir o cliente para escalar organicamente até se tornar um banco digital completo. “Velocidade e escalabilidade não deixam de ser importantes, mas o que precisamos rasgar do manual é o conceito de crescer a qualquer custo.”
Raquel Teixeira corroborou a visão, enfatizando que a disciplina financeira passou a ser a regra para todos os setores. Mesmo com o advento da Inteligência Artificial — que reduz custos iniciais de operação — o sucesso de um negócio continua atrelado à capacidade de resolver problemas reais. “A IA não vai substituir um humano e suas relações. Ela vai ajudar a economizar custos, mas não gerar receitas sozinha”, alertou a executiva da E&Y.
Trabalho Remoto como Acelerador de Entregas
Mais tarde, a quebra de paradigmas na gestão de equipes tomou o palco com o painel “Contra a ordem mundial: aumentando produtividade no trabalho remoto”. Mediado por Lucas Agrela, o debate reuniu Miguel Perdigão (Chief of Staff e GM de Produtos Financeiros do RecargaPay), André Chiarini (CEO da SPARE Partners) e Christian Brech (Country Manager da Buk).
Indo na contramão de empresas que forçam o retorno presencial, Perdigão abriu as portas da fintech para provar que a flexibilidade não é inimiga da alta performance. Ele demonstrou, com casos práticos, como o RecargaPay mantém níveis de produtividade recordes operando de maneira 100% remota.
O grande destaque foi a prova de que a complexidade técnica não exige presença física: produtos robustos e essenciais para a companhia, como o recente crédito Consignado e o novo cartão de crédito Titan, foram integralmente idealizados, construídos e lançados por equipes distribuídas. A mensagem deixada pelos especialistas foi unânime: com a cultura certa, ferramentas adequadas e foco na entrega, o trabalho remoto deixa de ser um benefício pontual para se tornar um pilar estratégico de inovação contínua.