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Marília Mendonça Supera Marca de 4,1 Bilhões de Visualizações

por Paulo Fernandes Maciel
Marília Mendonça

Marília Mendonça, de 22 anos, considerada outra representante da geração “feminejo”, o sertanejo protagonizado por mulheres.

Marília Mendonça

Marília Mendonça Supera marca de 4,1 bilhões de visualizações

“Marília Mendonça é muito Brasil, é aquela música brega, sertaneja, romântica e que fala a verdade”, é como define-se a cantora e compositora Marília Mendonça.

Com quase três anos de carreira, ela é a artista mais vista no YouTube no Brasil.

Ela possui cerca de 3,6 bilhões de visualizações só em seu canal desde seu primeiro vídeo, publicado em maio de 2013.

Atualmente, tem média de 7,1 milhões de visualizações a cada 48 horas.

Dona dos hits “Infiel”, “Eu Sei de Cor” e “Meu Cupido é Gari”, ela encabeça o feminejo, cena de mulheres que ganhou projeção na música sertaneja, território quase exclusivamente masculino e machista.

Confira o vídeo de Marília Mendonça cantando Infiel – Vídeo Oficial do DVD:

 

Marília Mendonça e Parcerias

Na festa de Barretosm, Marília Mendonça dividiu o palco com a dupla Maiara e Maraisa.

As três são responsáveis pelo projeto “Festa das Patroas”, que já levaram a várias cidades do Brasil.

As irmãs baianas Simone e Simaria, autoras de sucessos como “Regime fechado” e “Quando o mel é bom”, completam o time de cantoras e duplas femininas no palco principal da festa.

Confira a entrevista de Marília Mendonça, Maiara e Maraísa sobre a Festa das Patroas no programa The Noite:

 

Movimento Feminejo

É fato que o sertanejo seja um dos ritmos musicais mais comercializados no Brasil (se não o mais comercializado).

Mas o feminejo é uma novidade estrondosa, que lota cada vez mais shows no Brasil inteiro.

Porque nem sempre as mulheres puderam falar – ou cantar – abertamente sobre assuntos até então apenas “permitidos” aos homens.

Como sexo, bebida e a famigerada sofrência, por exemplo.

Com exceção às Irmãs Galvão, Inhana (dos anos 40/50), Roberta Miranda, e algumas menos reverenciadas, esse gênero musical, tido como caipira, não dava muito espaço para as mulheres.

Nomes que a maioria dos que nasceram após os anos 2000 não se recordam ou nem chegaram a conhecer.

Mas foi com elas que o sucesso começou, mesmo falando e cantando apenas de amor, tema liberado para elas antigamente, por ser mais “ameno”.

O que chama atenção atualmente é que as mulheres possuem mais liberdade para cantar e falar sobre as mesmas coisas que antes eram cantadas apenas por homens.

“Motel”, “chorar no bar”, “beber até cair”, “dar o troco” e afins.

Hoje são assuntos abordados sem incômodo algum pelas mesmas mulheres que falamos no início:

Marília Mendonça, Maiara e Maraisa, Simone e Simaria e Naiara Azevedo, entre outras.

Existem outras duplas que também estão ganhando espaço, como Day e Lara, que você ainda vai escutar.

Marília Mendonça

 

Empoderamento Feminino em Ascensão

Como todo movimento e bandeira levantados, é claro que existem letras e motivos questionáveis e que ressaltam assuntos que o feminismo tenta combater.

Exemplo: a eterna ideia de que ex de atual é inimiga e de que a mulher é culpada quando um homem trai morar em um motel devolver 50 reais, etc.

Elas entenderam muito bem e exaltam o empoderamento feminino, em alguns casos até com uma pitada de ironia.

Quebrando o paradigma que imperava na música de que o homem faz o que quer, faz tudo porque é o bom e não acontece nada.

 

Identificação com o Público

 

Não dá para exigir que um estilo musical agrade a todos.

E o próprio adjetivo sofrência é questionável.

Ainda mais nesse mercado onde o dinheiro dita as regras.

É uma mudança muito significativa em um gênero musical que domina o Brasil há um bom tempo.

Um bom exemplo é a própria Marília Mendonça, que até já deu depoimentos dizendo que vai ao palco para cantar.

E não para desfilar, quando perguntada sobre seu estilo simples.

Justo, e ela não deixa de ser maravilhosa por isso.

Marília é dona de uma voz única, reconhecível de longe.

E obviamente não precisa atender a um padrão imposto pela sociedade para fazer sucesso.

Sua voz é mais que isso.

A maioria das representantes do feminejo não faz questão de ser “um mulherão”.

Elas são e fazem questão de serem do tipo “pessoa comum”.

Isso gera uma identificação muito positiva com o público feminino em geral e acima de tudo com as adolescentes que enxergam nelas que é possível destacar-se sem ter que seguir padrões impostos pela sociedade.

 

“Sou gordinha e ela trouxe uma coisa que ninguém tinha trazido antes: se assume e não está nem aí”.

“Geralmente, elas [artistas] entram para o mundo da música e emagrecem”,

diz a professora Tamiris de Freitas, de 27 anos, sobre gostar de Marília Mendonça.

Ela foi com seus amigos à Festa do Peão para curtir o show da cantora.

 “É com isso que me identifico, sou assim, sou de bem com a vida e pronto, acabou.”

 

Fonte: Folha de São Paulo

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