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ABB inaugura expansão da fábrica de Sorocaba

por Paulo Fernandes Maciel
Fábrica da ABB

ABB aposta em energia e expande fábrica

A  ABB inaugura hoje uma extensão da sua fábrica de Sorocaba, em uma aposta no crescimento da demanda por novas tecnologias para distribuição elétrica e soluções no segmento de consumo “inteligente” de energia no país.

Fábrica da ABB

A privatização das distribuidoras da Eletrobras reforçou essa expectativa por uma onda de modernização nas redes de distribuição em todo o país.

 

Cidades inteligentes e Mobilidade elétrica

“Basicamente todas as tecnologias necessárias para novas infraestruturas, cidades inteligentes, mobilidade elétrica e integração de renováveis, como solar e eólica, serão produzidas na nova unidade.”

Disse Rafael Paniagua, presidente da ABB no Brasil. Também serão fabricadas soluções digitais voltadas para indústrias no contexto do consumo de energia, incluindo média e baixa tensão.
A decisão do investimento de R$ 20 milhões na unidade foi tomada no primeiro trimestre do ano passado, refletindo a aposta da ABB na recuperação da economia do país e do consumo de energia. Também serão produzidos equipamentos para exportação para a América do Sul.

Paolo Pescali, diretor de produtos de eletrificação para as Américas da ABB, vê grandes oportunidades no mercado local com a retomada da atividade econômica.

“Temos grandes oportunidades de crescimento, vemos projetos já no Peru e no Chile”, afirmou.

Logomarca da ABB

Unidade ajudará atender demanda

As oportunidades nos mercados da região são um dos três pilares que justificaram o investimento na expansão da fábrica.

A ABB também vê oportunidades com a necessidade de modernização das distribuidoras de energia, e na retomada da indústria do país.

“Sabemos que o futuro vai precisar de energia elétrica inteligente, com soluções mais sofisticadas e digitais”, disse Paniagua.

Segundo ele, a expansão da unidade de Sorocaba vai ajudar a atender essa demanda.

Para o presidente da companhia no país, a indústria deve movimentar o mercado de soluções em eletrificação com uma demanda de eficiência cada vez maior.

Com o crescimento de fontes intermitentes na rede, por exemplo, é cada vez mais necessário investir em soluções que permitam a estabilidade da rede, evitando perdas e perda de qualidade no serviço prestado.

A mobilidade elétrica, com introdução gradual de carros elétricos no mercado brasileiro, também exige novas tecnologias.

 

Retomada de investimentos

As concessionárias de distribuição também devem apostar nas novas tecnologias.

“Nós esperamos uma retomada de investimentos das distribuidoras depois das privatizações das distribuidoras da Eletrobras.

Vemos investimentos interessantes no Norte e Nordeste”, disse.
Por enquanto, ainda é cedo para ver uma demanda das concessionárias já privatizadas.

“Mas estaremos prontos, esperamos que em 2019 comecem a olhar novas tecnologias, novos investimentos para reforçar as redes.

Estamos prontos para isso”, disse o presidente da ABB no Brasil.

O executivo destacou que essas distribuidoras tiveram investimentos muito aquém do necessário nos últimos anos, o que abre um espaço ainda maior para interesse em novas tecnologias e inovação.

Banner da ABB

A Indústrias em geral se beneficiarão

Indústrias com consumo intensivo de energia, como siderúrgicas, mineradoras, papel e celulose, e alimentos e bebidas, também são mercados em potencial identificados pela empresa.

“Vemos oportunidades como esta tanto no Brasil quando em outros países com indústria em forte desenvolvimento, como Peru, Chile, Colômbia e a Argentina”, disse Paniagua.

 

Independência

“Felizmente, temos atuação diversificada em diferentes setores para não ter dependência de nenhum específico”, comentou. Isso protege a companhia, de certa forma, das incertezas políticas no Brasil. Segmentos como óleo e gás e papel e celulose, por exemplo, dependem muito mais das condições internacionais do mercado do que das políticas locais.

O segmento de energia tem ajudado a impulsionar o desempenho da ABB no Brasil, apesar do período entre 2015 e 2017 em que o país ficou sem leilões voltados para a contratação de novos projetos de geração renovável.

“Estamos convencidos que agora é novamente o momento das energias renováveis, tanto em escala centralizada quanto distribuída”, disse Paniagua.

 

Sobre a ABB

A ABB fornece desde componentes de turbinas eólicas, geradores, até equipamentos para conexão na rede. Em solar, a companhia tem uma posição principalmente em geração distribuída.
A companhia também aposta no segmento de transmissão. “Os últimos leilões foram bem sucedidos e ainda teremos outro grande pela frente neste ano”, disse.

 

Fornte: Valor Econômico

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