A corrida para fortalecer as capacidades internas de cibersegurança está acelerando a criação de Centros de Operações de Segurança (SOC). De acordo com um estudo global da Kaspersky, 70% das organizações no Brasil que planejam implementar um, esperam tê-lo operando em um prazo de 6 a 12 meses, enquanto o orçamento médio previsto para colocá-lo em funcionamento gira em torno de US$ 2 milhões em nível mundial. No entanto, colocar esses projetos em prática continua apresentando desafios importantes: 35% das empresas nacionais apontam os altos custos de investimento como um dos principais obstáculos.
Os resultados fazem parte de uma pesquisa global da Kaspersky¹ com profissionais e líderes seniores de segurança de TI de organizações que ainda não contam com um SOC, mas planejam estabelecer um em breve. Os resultados mostram que, embora muitas organizações compartilhem o objetivo de fortalecer suas operações de segurança, as condições para isso variam significativamente conforme seu porte, nível de maturidade, infraestrutura e estratégia.
Orçamento para a implementação de um SOC
Globalmente, as organizações preveem um orçamento médio próximo de US$ 2 milhões para estabelecer um SOC. No entanto, as expectativas de investimento apresentam diferenças importantes. Mais da metade das organizações (55%) planeja destinar menos de US$ 1 milhão, enquanto cerca de um quarto (24%) prevê investimentos superiores a US$ 2,5 milhões.
O orçamento também está estreitamente relacionado ao porte da organização e ao nível de terceirização previsto para as funções do SOC. Enquanto as organizações menores costumam projetar investimentos mais moderados, as de grande porte tendem a considerar projetos mais robustos devido à extensão de sua infraestrutura e às suas maiores necessidades operacionais.
Prazos de implementação
O orçamento não é a única variável. O tempo necessário para transformar um SOC em uma capacidade operacional também representa um elemento fundamental para as organizações. Como mencionado no início, no Brasil, a maioria das organizações espera colocar seu SOC em funcionamento em menos de um ano. No entanto, os prazos de implementação podem se estender significativamente: localmente, 14% das empresas preveem projetos de até dois anos.
Apesar de operarem infraestruturas mais complexas, as organizações de maior porte apresentam maior tendência a priorizar uma implementação acelerada. Na prática, isso pode implicar colocar o SOC em funcionamento inicialmente para os ativos e segmentos mais críticos e, posteriormente, ampliar sua cobertura por etapas.
Custo, mensuração e complexidade: as principais barreiras
A pesquisa da Kaspersky mostra que não existe um único desafio para construir um SOC. Pelo contrário, as organizações precisam enfrentar simultaneamente barreiras orçamentárias, tecnológicas e relacionadas a talentos.
Além do orçamento, as organizações enfrentam outros desafios importantes ao colocar um SOC em funcionamento. Entre eles estão a dificuldade para medir sua eficácia, gerenciar soluções de segurança complexas e integrar múltiplos sistemas e tecnologias. Das organizações brasileiras, 18% afirmam ter dificuldades para avaliar sua eficácia, uma tarefa que pode envolver múltiplos indicadores, desde métricas financeiras, como o retorno sobre o investimento (ROI), até indicadores operacionais, como o tempo médio de detecção (MTTD) e o tempo médio de resposta (MTTR), assim como objetivos relacionados ao cumprimento de padrões e requisitos de segurança.
A complexidade tecnológica também ocupa um lugar importante. Para 14%, o gerenciamento de soluções de segurança complexas é um desafio, enquanto 24% apontam dificuldades para integrar diferentes sistemas e tecnologias. Os talentos especializados representam outro ponto crítico: das organizações, 14% reconhecem a falta de experiência entre seus profissionais atuais, e 23% apontam dificuldades para encontrar esse conhecimento especializado no mercado de trabalho.
Esses resultados mostram que construir um SOC não depende apenas da aquisição de tecnologia. Sua eficácia exige combinar investimento, processos, integração tecnológica e profissionais capazes de transformar as informações geradas pelas ferramentas de segurança em decisões e ações concretas.
“Construir um SOC não consiste apenas em adicionar ferramentas ou aumentar o orçamento. O verdadeiro desafio está em definir o que é apenas um evento e o que deve ser tratado como um possível incidente de segurança, considerando os riscos e o contexto da organização. Quando tudo é tratado como incidente, o excesso de alertas pode fazer com que ameaças reais passem despercebidas. Por isso, é importante contar com uma consultoria que vá além da implementação das ferramentas e ajude a definir o que monitorar e quais situações priorizar. Com esse roteiro bem definido, é mais fácil tomar decisões de investimento acertadas, alocar os recursos adequados e sustentar a operação ao longo do tempo“, afirma Roberto Rebouças, gerente-geral da Kaspersky no Brasil.
Para construir e operar um SOC de maneira eficaz, a Kaspersky recomenda:
- Definir objetivos, escopo e prioridades desde o início: antes de investir, estabelecer quais ativos e processos o SOC cobrirá, quais riscos busca reduzir e como seu desempenho será medido.
- Estabelecer métricas claras para avaliar a eficácia do SOC: definir indicadores como tempos de detecção e resposta, número de incidentes contidos e nível de conformidade permite identificar lacunas, ajustar processos e demonstrar o impacto real da operação de segurança.
- Centralizar a detecção e a resposta: contar com soluções como Kaspersky SIEM e Kaspersky Next para integrar informações de segurança, detectar ameaças e responder com maior rapidez.
- Complementar as capacidades internas quando necessário: se a organização não contar com talentos especializados suficientes, recorrer a serviços como Kaspersky Managed Detection and Response (MDR) ou Incident Response para fortalecer a operação do SOC.
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Fonte: https://www.kaspersky.com.br/about/press-releases/