Shell Eco-marathon Brasil: a inspeção técnica define os carros liberados para a pista
No primeiro dia da competição, veículos enfrentam mais de 100 itens de verificação antes de ir em busca da eficiência energética; na inspeção técnica as equipes podem corrigir falhas e voltar à inspeção até conquistar a aprovação
Antes de buscar a melhor marca de eficiência energética na pista, os estudantes das 47 equipes presentes na Shell Eco-marathon Brasil 2026 precisam vencer um primeiro desafio: provar que os veículos estão seguros e dentro das regras determinadas. Nesta terça-feira (25), primeiro dos três dias de evento, as equipes enfrentaram as inspeções técnicas e de segurança que antecedem a entrada na pista. A décima edição da competição acontece entre os dias 25 e 27 de agosto, no Píer Mauá, no Rio de Janeiro, e reúne mais de 500 estudantes de quatro países latino-americanos: Brasil, Peru, México e Colômbia.
120 itens testados na inspeção técnica
Cada veículo passa por cerca de 120 itens de verificação, em um processo minucioso de inspeção que pode levar aproximadamente duas horas. Entre os pontos analisados estão o funcionamento dos freios, a estabilidade e a estrutura do veículo, os sistemas elétricos, a instalação correta de fusíveis, eventuais elementos que possam oferecer risco ao piloto, entre outros. Além da segurança, os inspetores verificam se os projetos estão de acordo com o regulamento da competição.

Não passar em uma das etapas, porém, não significa o fim da competição. As equipes podem retornar aos boxes, identificar o problema, fazer os ajustes necessários e apresentar novamente o veículo aos inspetores. A rotina de testar, diagnosticar e corrigir faz parte do próprio desafio de engenharia da Shell Eco-marathon Brasil. Para Norman Koch, gerente geral global da Shell Eco-marathon, a inspeção aproxima os estudantes de situações que encontrarão também fora da universidade.
“É aqui que a realidade se impõe para as equipes. Elas precisam identificar problemas, fazer os ajustes necessários e trabalhar com o tempo e os recursos que têm. Esse processo faz parte do aprendizado e é muito parecido com os desafios que encontrarão na vida profissional”, afirma Koch.
A Drop Team, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), é um exemplo de como a preparação para essa etapa começa muito antes da chegada ao Rio. Atual detentora do recorde nacional, de 716 km/l, alcançado em 2023, a equipe foi aprovada na inspeção técnica logo no primeiro dia de atividades. Segundo Marcelo Santos, capitão da equipe, o resultado é fruto de um trabalho contínuo para manter o veículo dentro das exigências da competição.
“A gente tenta sempre vir o mais certo possível. Construímos o carro dentro das normas e, mesmo com as alterações que fazemos durante o ano, buscamos mantê-lo preparado para passar pela inspeção o mais rápido possível. Agora queremos melhorar nossa marca. É para isso que estamos aqui de novo: sempre melhorar, sempre nos tornar mais eficientes”, afirma Santos.

Da oficina para a pista
A inspeção coloca à prova projetos com diferentes soluções para um mesmo desafio: ir mais longe, gastando a menor quantidade de energia. As equipes competem com veículos movidos a bateria elétrica, motores a combustão interna e célula a combustível de hidrogênio, divididos entre as categorias Protótipo e Conceito Urbano. Os protótipos são focados em maximizar a eficiência, com veículos geralmente baixos e leves, nos quais aerodinâmica e resistência ao movimento são levadas ao limite. Já os conceitos urbanos combinam eficiência energética com características mais próximas às de um automóvel urbano, como quatro rodas, portas, iluminação e espaço para bagagem.
Com a aprovação na inspeção, as equipes liberadas passam a concentrar seus esforços na pista, onde poderão colocar em prática meses de desenvolvimento e buscar sua melhor marca de eficiência energética. Nesta quarta-feira (26), começam as tentativas oficiais. Depois de superar o primeiro desafio nos boxes, será na pista que as equipes colocarão seus projetos à prova em busca da melhor marca da edição de dez anos da Shell Eco-marathon Brasil.
Sobre a Shell Eco-marathon
A Shell Eco-marathon é uma competição global que reúne estudantes universitários para projetar, construir e operar veículos com alta eficiência energética. Há mais de 40 anos, o programa incentiva soluções energéticas mais limpas, promovendo colaboração e inovação com foco na redução de emissões de carbono.
A competição conta com três categorias de energia: combustão interna (gasolina e etanol), bateria elétrica e hidrogênio, cada uma dividida em duas classes de veículos: protótipo e conceito urbano. Os veículos passam por inspeção técnica e percorrem um circuito buscando o menor consumo de energia possível. Vence a equipe que alcançar a maior distância com a menor quantidade de energia.
A edição de 2026 da Shell Eco-marathon Brasil acontece de 25 a 27 de agosto, no Armazém 4 do Píer Mauá, no Rio de Janeiro. Neste ano, a competição reúne 47 equipes e mais de 500 estudantes do Brasil, Colômbia, México e Peru.
Para saber mais sobre a competição, clique aqui.
Sobre a Shell
Desde 1913 no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
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