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As criptomoedas poderão substituir o dinheiro formal

Será que as criptomoedas podem substituir o dinheiro tradicional?

 O boom das criptomoedas fez delas uma ferramenta imprescindível para muitos investidores, mas agora o debate está aberto sobre se será possível que em alguma altura estas criptomoedas possam substituir o dinheiro tradicional como moeda fiduciária.

Dólar e criptomoedas

Pode isto acontecer?

Quais são os argumentos a favor e em contra desta possibilidade?

Quais as potenciais consequências para as transações financeiras e econômicas no mundo?

 

Economistas avaliam

Todas estas questões fazem parte das discussões dos economistas e os especialistas que tentam ainda avaliar o impacto das criptomoedas no mundo.

Após 1971, não houve no mundo uma moeda ou um sistema monetário sustentado por matérias primas, como era o caso do ouro.

Quando o presidente norte-americano Richard Nixon decidiu que o dólar devia separar-se do ouro, iniciou-se uma nova etapa na que as moedas passaram a depender da confiança dos usuários e investidores.

Diversas criptomoedas

O controle do Estado

Que aconteceu nestes últimos 50 anos?

Que muitas moedas foram vítimas de especulações e ataques planeados contra elas por outros estados com interesses divergentes.

Como consequência, a totalidade dos estados do mundo aplicaram políticas monetárias de controle estrito das suas moedas.

Isso é precisamente o que o bitcoin e o resto de criptomoedas pode mudar:

O controle passa dos estados aos investidores, aos usuários sem que existam fronteiras físicas ou políticas.

 

Uma das vantagens das que falam os que defendem que as criptomoedas podem substituir o dinheiro baseia-se precisamente nisso.

Como não estão sujeitas ao controle dos governos, a sua cotação não responde a interesses políticos nem depende da geopolítica, que por exemplo influencia o preço das matérias primas.

Os usuários e investidores de bitcoin, ethereum, ripple, litecoin, etc. não dependem de instituições oficiais que alteram de forma arbitrária esses valores.

bitcoin o destaque das criptomoedas

A economia descentralizada

Se alguém investe numa criptomoeda ou num par de criptomoedas -por exemplo, ethbtc, não deixa seu dinheiro em mãos de um estado, um governo, um banco central ou um líder político instável.

Investir em pares de criptomoedas é uma operação cada vez mais popular.

No caso do par ethbtc, os usuários estão a comprar ethereum com bitcoins ou a vender ethereum para adquirir bitcoin, como acontece com qualquer par de moedas tradicionais.

Além disso, utilizar uma criptomoeda para comprar outra criptomoeda pode resultar mais rentável do que utilizar dinheiro.

Se no exemplo do nosso par ethbtc, o valor do bitcoin cresce um 10% mas o do eth não cresce em relação a uma moeda tradicional -como o dólar ou o euro, o investidor poderá comprar 10% mais ethereum se utiliza bitcoin do que se utiliza uma dessas divisas tradicionais.

 

A ocorrência demanda de tempo

Mas estas opiniões são confrontadas por outros economistas que acham que as criptomoedas não poderão substituir o dinheiro, pelo menos a curto prazo.

Porquê? Em primeiro lugar, porque ainda não tiveram tempo suficiente de provar a sua solvência.

Até agora, tudo quanto sabemos delas, dizem os especialistas, é que estão na moda e sua cotação é muito volátil.

Essa característica do bitcoin fez ganhar muito dinheiro aos primeiros intrépidos que apostaram nas criptomoedas mas é o oposto à estabilidade que distingue às moedas tradicionais.

 

As reações dos governos

Além da volatilidade, está por ver como vão agir os governos e instituições internacionais que até agora estudaram em silêncio o nascimento e evolução das criptomoedas.

É possível lutar contra a lavagem de dinheiro?

Há garantias de que as criptomoedas não financiem atividades ilegais?

Se acharem mecanismos para que a resposta seja sim, é possível pensar nas criptomoedas como algo com futuro a longo prazo.

 

Evolução natural da economia

Só o tempo vai dizer qual o lugar que o mundo e a economia têm reservado para as criptomoedas.

A única certeza hoje é que, cada dia que passa, cada vez mais pessoas se decidem a investir nelas.

É, para muitos, a mais recente revolução democrática iniciada no mundo das finanças.

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