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Exportações recordes de soja amenizam queda de preços no Brasil mas milho decepciona

Exportações recordes de soja amenizam o efeito da queda de preços das comódites no Brasil.

Milho  e soja

O bom desempenho das exportações brasileiras de soja tem contribuído para limitar as quedas nos preços internos da oleaginosa.

No primeiro trimestre, saíram dos portos nacionais 13,4 milhões de toneladas do grão, aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2016 e o maior volume para o intervalo, conforme dados da Secex.
Segundo pesquisas do Cepea, no mercado doméstico, a pressão continua vindo dos recordes de produção e excedente;

Além dos prêmios de exportação e da taxa de câmbio, que cederam nas últimas semanas em intensidade maior que os valores externos.

Na sexta-feira, 7, o Indicador Paranaguá ESALQ/BM&FBovespa, referente ao grão depositado no corredor de exportação e negociado na modalidade spot (pronta entrega), fechou a R$ 64,43/saca de 60 kg, baixa de 3,46% em relação à sexta anterior.

Na média ponderada dos valores no Paraná, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ,;

A baixa foi de 2,85% no mesmo período, a R$ 59,98/sc de 60 kg na sexta.

Milho

Enquanto as notícias sobre a soja são boas, não podemos dizer o mesmo quanto às exportações de milho.

Em março, o Brasil exportou 243,0 mil toneladas de milho, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
O volume diário foi de 10,57 mil toneladas, 61,0% menos que a média de fevereiro deste ano.

Na comparação com março do ano passado, as exportações nacionais diminuíram 88,5% este ano.
No acumulado do primeiro trimestre de 2017 o país exportou 2,18 milhões de toneladas, frente as 11,86 milhões de toneladas em 2016.

Queda de 81,6%.
O preço médio da tonelada de milho exportada ficou em US$176,95 em março.
A menor competitividade do milho brasileiro no mercado internacional impacta diretamente nos volumes embarcados.
Para uma comparação, o milho norte-americano está cotado entre US$145,00 e US$150,00 por tonelada.
As exportações patinando, junto com as expectativas de maior produção na temporada atual (2016/2017);

E estoques maiores colaboram com as quedas de preços do cereal no mercado brasileiro.

Aliado a isso o Ministro da Agricultura Blairo Maggi, vê com grande preocupação as mega fusões, entre as gigantes agro e agroquímicas.

Segundo ele uma cartelização ou um monopólio poderá exercer muita pressão nos custos de insumos.

Uma vez que a maioria dos produtos defensivos e químicos em geral são importados ou de empresas que estão se fundindo;

A concorrência ficará menor e os preços poderão impactar muito ao pequeno e médio produtor.

 

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