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Ciberataques cresceram no Brasil durante o mês de julho

por Paulo Fernandes Maciel

Ciberataques cresceram no Brasil 45% em julho, para 4.151 ocorrências por organização a cada semana

Relatório mensal da Check Point aponta que volume de ciberataques cresceram no país e segue acima da média global; Governo, Energia e Utilities e Serviços Financeiros estão entre os setores mais visados

Em julho de 2026, cada organização no Brasil sofreu, em média, 4.151 ataques cibernéticos por semana, um crescimento de 45% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o relatório mensal da Check Point Research (CPR), divisão de inteligência em ameaças da Check Point Software. O volume registrado no país ficou significativamente acima da média global, de 2.336 ataques por organização semanais, que cresceu 16% na comparação anual e 3% em relação a junho.

No Brasil, o setor governamental permaneceu como o mais atacado, seguido por Energia e Serviços Públicos (Utilities) e Serviços Financeiros, que também registraram aumento de posição entre os segmentos mais visados no país.

Globalmente, julho foi marcado pela continuidade do crescimento do volume de ataques, por uma aceleração expressiva dos incidentes de ransomware e pelo aumento dos riscos relacionados ao uso corporativo de ferramentas de inteligência artificial generativa (GenAI).

“Os dados de julho mostram que o risco cibernético com ciberataques cresceram e está se acumulando em várias frentes ao mesmo tempo”, afirma Omer Dembinsky, gerente de Pesquisa de Dados da Check Point Research. “O volume de ataques continua aumentando, o ransomware acelerou de forma significativa e a exposição relacionada à IA generativa já faz parte da rotina das empresas. As organizações precisam de uma abordagem preventiva de segurança, baseada em IA, que proteja redes, usuários, dados e fluxos de trabalho de IA antes que os ataques provoquem impactos.”

América Latina permanece como região mais atacada

A América Latina permaneceu como a região mais atacada do mundo em julho, com média de 3.561 ataques por organização por semana, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2025. A Ásia-Pacífico ficou na segunda posição, com 3.316 ataques, seguida pela África, com 3.237, apesar de uma queda de 5% na comparação anual.

A Europa apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre as regiões analisadas, com aumento de 18%, alcançando média de 2.051 ataques por organização a cada semana. Na América do Norte, o volume chegou a 1.613 ataques, alta de 9%.

Educação continua sendo o setor mais atacado no mundo

Globalmente, Educação permaneceu como o setor mais visado pelos cibercriminosos, com média de 4.848 ataques por organização semanalmente, alta de 14% em relação a julho de 2025.

O setor Governo ocupou a segunda posição, com 3.044 ataques, seguido por Telecomunicações, com 2.927. Energia e Serviços Públicos registrou aumento de 20%, chegando a 2.759 ataques, enquanto Turismo, Hotelaria e Lazer entraram no grupo dos cinco setores mais atacados, com 2.614 ataques e crescimento anual de 28%.

Risco relacionado à IA generativa passa a fazer parte da rotina corporativa

A exposição relacionada ao uso de IA generativa tornou-se um risco recorrente para as empresas em julho. Segundo a equipe da CPR, um em cada 36 prompts corporativos apresentava alto risco de vazamento de dados sensíveis. Além disso, 88% das organizações que utilizam regularmente ferramentas de IA generativa foram afetadas por atividades de alto risco relacionadas a prompts, enquanto 22% dos comandos continham informações potencialmente sensíveis.

Cada organização utilizou, em média, oito ferramentas, enquanto os usuários produziram aproximadamente 95 prompts no período.

Os dados pessoais foram a categoria de informação sensível mais frequentemente exposta, identificada em 70% das organizações analisadas. Na sequência aparecem dados financeiros e informações relacionadas a redes e infraestrutura de TI, ambos presentes em 68% das organizações afetadas.

E-mail continua entre as principais portas de entrada

O e-mail também permaneceu como um importante vetor de risco cibernético no mundo. Em julho, um em cada 128 e-mails, ou 0,78%, foi classificado como phishing. Outros 20% foram enquadrados em categorias consideradas indesejadas ou de risco, como graymail (e-mails legítimos, mas que perderam relevância para o destinatário), spam e mensagens suspeitas.

A África apresentou a maior taxa de phishing, com um em cada 106 e-mails classificados dessa forma, seguida pela América do Norte, com um em cada 117. Os dados reforçam o papel do e-mail como um dos principais pontos de partida para roubo de credenciais, distribuição de malware e comprometimento de contas corporativas.

Ataques de ransomware quase dobram em um ano

A mudança mais expressiva observada em julho ocorreu no ransomware. Foram registradas 964 vítimas globalmente, alta de 49% em relação a junho e de 87% na comparação com julho de 2025.

O resultado interrompe o padrão relativamente estável observado no primeiro semestre de 2026, quando a atividade mensal de ransomware ficou em média em torno de 672 incidentes.

Os Serviços Empresariais permaneceram como o setor mais afetado, concentrando 32,5% das vítimas conhecidas, seguido por Manufatura/Indústria, com 14,4%, e Bens e Serviços de Consumo, com 13,4%.

A América do Norte respondeu por 45% dos incidentes de ransomware registrados, mantendo-se como a região mais afetada. A Europa ficou com 28% e a Ásia-Pacífico, com 17%.

Entre os países, os Estados Unidos concentraram 39,4% dos ataques registrados, seguidos por Alemanha, Canadá, Reino Unido e Itália.

The Gentlemen e Qilin lideram cenário de ransomware

The Gentlemen e Qilin foram os grupos de ransomware mais prevalentes em julho, cada um responsável por 14% dos ataques publicados. O DeadLock ficou na terceira posição, com 10% dos ataques e 97 vítimas reportadas.

A movimentação entre os principais grupos reforça a característica dinâmica do ecossistema de ransomware, no qual operações criminosas ampliam ou reduzem rapidamente sua participação conforme recrutam afiliados, obtêm novos acessos e adaptam suas técnicas de ataque.

Para mais detalhes sobre as tendências de ameaças cibernéticas de julho de 2026, visite o blog da Check Point Research.

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Sobre a Check Point Software Technologies Ltd.

A Check Point Software Technologies Ltd é líder global em cibersegurança, protegendo mais de 100.000 organizações em todo o mundo. Sua missão é proteger a transformação de IA das empresas. Com uma abordagem de prevenção em primeiro lugar e uma arquitetura de ecossistema aberto, a Check Point apoia as organizações a bloquear ameaças avançadas, priorizar exposições e automatizar operações de segurança em ambientes digitais complexos.

A arquitetura unificada simplifica a proteção em redes híbridas, ambientes de múltiplas nuvens, ambientes de trabalho digitais e sistemas de IA. Estruturada em torno de quatro pilares estratégicos, Hybrid Mesh Network Security, Workspace Security, Exposure Management e AI Security, a Check Point oferece proteção e visibilidade consistentes em ambientes de múltiplos fornecedores, permitindo que as organizações reduzam riscos, melhorem a eficiência e acelerem a inovação sem aumentar a complexidade.

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