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A tecnologia atual a favor do Bem

Criar tecnologias que ajudem as pessoas a viver melhor. Este foi o lema dos estudantes do ensino médio da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. Todos os anos eles participam da Projete, uma feira de tecnologia organizada no pátio da escola com projetos que têm ganhado reconhecimento.

Este ano, por três dias, 192 equipes de alunos do primeiro ao terceiro ano técnico e convencional expuseram seus inventos para um entusiasmado público de 3 mil visitantes diários composto de parentes, professores, amigos e curiosos da pequena cidade de 40 mil habitantes.

A maioria dos inventos tinha por objetivo facilitar o cotidiano de pessoas portadoras de necessidades especiais ou baratear tecnologias já existentes. Essas duas metas estavam por trás do projeto da equipe de Walef Carvalho, do 2º ano. O adolescente e seus colegas criaram uma espécie de cadeira de rodas, mais barata que as opções no mercado, que possibilita a tetraplégicos e paraplégicos se locomover de pé.

A maioria dos inventos tinha por objetivo facilitar o cotidiano de pessoas portadoras de necessidades especiais ou baratear tecnologias já existentes

A motivação para o projeto surgiu da história familiar do aluno. “Meu pai sofreu um acidente na coluna há seis anos ao pular na piscina e ficou tetraplégico”, conta. “A fase de recuperação foi difícil. Hoje, ele já anda com andador e dirige carro adaptado, mas eu quis fazer isso por ele e pelos colegas dele com o mesmo problema.”

Para desenvolver a ideia, Carvalho teve o apoio de uma fisioterapeuta da região, Claudia Garcez, do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel). A profissional trabalha com pessoas que sofreram lesões na medula e não podem andar e explicou ao estudante a importância da posição em pé para esses pacientes. “Quando você coloca o paciente em pé ele ganha em vários aspectos”, conta Garcez. “Um deles é que sentado na cadeira de rodas os seus órgãos ficam comprimidos.”

Também nessa linha é o projeto de Guilherme Ribeiro Barbosa e José Vitor Santos Resende, do 2º ano. Quando buscavam uma ideia para a feira, conheceram Antonio, um senhor de 59 anos que sofre de mal de Parkinson e por isso tem dificuldades para andar.

Os dois amigos assistiram às sessões de fisioterapia de Antonio e viram que ele tinha mais facilidade para caminhar com o uso de pegadas coladas no chão que lhe serviam como guia.

Com essa informação, criaram um dispositivo simples, de apenas R$ 90, composto de um cinto com dois lasers apontados para o chão que se intercalam à medida que o usuário caminha. A luz dos lasers serve de orientação para o paciente saber onde deve pisar. “Não podíamos espalhar pegadas pela cidade inteira, então criamos esse equipamento que permite que o seu Antonio possa andar com mais autonomia”, diz Barbosa.

 

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