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No setor de energia 75% das empresas buscam total digitalização total em dois anos

por admin

Estudo global ‘Impulsionando a Resiliência Digital no Setor de Energia’, conduzido pela Kaspersky em parceria com a VDC Research, revela que mais da metade das organizações de infraestrutura crítica no mundo já sofreu ataques que custaram mais de US$ 1 milhão cada. O relatório alerta para um paradoxo milionário: enquanto 75% das empresas correm para alcançar a digitalização total de suas usinas e distribuidoras nos próximos dois anos (um verdadeiro ‘big bang digital’), o preço dessa conectividade acelerada está transformando a modernização da rede elétrica em uma ameaça direta à estabilidade do fornecimento de energia, caso a proteção dos ambientes operacionais (OT) não seja priorizada. Veja abaixo os insights da pesquisa e como as empresas do setor podem se proteger.

Para a Kaspersky, esses custos vão muito além da contenção inicial do incidente ou de possíveis pagamentos de resgate a criminosos. Um ataque de extorsão (ransomware) que bloqueie os sistemas dos operadores pode interromper a geração de energia por horas, levando a perdas massivas de receita, com os dados da pesquisa apontando que um ataque gera, em média, 19 horas de tempo de inatividade. Em casos extremos, o acesso não autorizado a sistemas de controle industrial pode causar danos físicos reais a turbinas e transformadores, exigindo reparos milionários e longos períodos de paralisação.

Para entender essa corrida tecnológica, o relatório aponta que as organizações de energia estão apostando fortemente em inovações como inteligência artificial, “gêmeos digitais”, drones automatizados e manutenção preditiva. Os principais motores dessa digitalização são a melhoria da eficiência da produção (29%), a redução de custos operacionais (23%) e o fortalecimento das defesas digitais da empresa (23%).

Porém, existe um abismo entre a vontade de inovar e a realidade do parque industrial. A pesquisa revela que o medo de sofrer um ataque é a barreira número um para a transformação digital do setor. Mais da metade das empresas (52%) aponta as preocupações com segurança como o principal obstáculo para adotar novas tecnologias, superando os altos custos de modernização (42%) e as limitações de orçamento (26%).

Na prática, as empresas esbarram no desafio de proteger sistemas essenciais, mas obsoletos. O estudo mostra que 44% das organizações sofrem com protocolos desatualizados e sistemas legados, operando plantas com softwares que já não recebem suporte de segurança, o que facilita enormemente as invasões quando essas máquinas são conectadas à internet.

Além dos entraves tecnológicos, o setor de infraestrutura crítica sofre com a escassez de profissionais capacitados e problemas de governança. Mais de 45% das organizações citam a falta de talentos especializados em segurança industrial como um desafio urgente. Essa lacuna de habilidades deixa as equipes de controle sobrecarregadas, problema que se agrava com a aposentadoria de engenheiros experientes, o que acaba corroendo ainda mais o conhecimento operacional crítico da empresa. Somado a isso, embora os departamentos de TI muitas vezes criem as políticas de proteção da empresa de forma geral, as equipes de Engenharia e Operações priorizam o funcionamento ininterrupto das máquinas. Essa fragmentação interna resulta em estratégias de proteção inconsistentes que deixam brechas perigosas na rede elétrica.

Para os especialistas da Kaspersky, os líderes de energia devem adotar uma abordagem que priorize os ambientes operacionais como o núcleo do negócio, pois não basta aplicar segurança tradicional de escritório aos complexos sistemas de controle industrial.

“Em nosso estudo global, ouvimos mais de 250 tomadores de decisão de TI e Operações para entender as dores do setor. Nos atendimentos da Kaspersky, 50% das organizações de energia já sofreram perdas financeiras superiores a 1 milhão de dólares por incidente. Esses números provam que o risco é alto, mas a transformação digital do setor é inevitável. Com o apoio de fornecedores especializados e tecnologias desenvolvidas para a realidade das usinas, os líderes podem digitalizar suas operações com confiança, garantindo a resiliência e a proteção contínua de um setor vital para a sociedade”, afirma David Alves, gerente de vendas de soluções da Kaspersky para a América Latina.

Para navegar com segurança por essa transição digital, a Kaspersky sugere que os líderes de energia adotem uma abordagem estratégica fundamentada em três pilares essenciais:

  • Proteção de nível industrial: As usinas precisam de ferramentas que ofereçam visibilidade de ativos em tempo real e detecção de anomalias, como o Ecossistema de Segurança OT da Kaspersky. O centro desse ecossistema é o Kaspersky Industrial CyberSecurity (KICS), uma plataforma desenhada exclusivamente para infraestruturas críticas, capaz de detectar e responder a ataques de forma centralizada em toda a rede da indústria.
  • Plataformas integradas: A união entre Tecnologia da Informação (TI) e Tecnologia Operacional (TO) exige um controle unificado. Usar ferramentas fragmentadas para cada setor cria pontos cegos altamente perigosos para a operação da empresa.
  • Parcerias com especialistas do setor: A proteção da infraestrutura energética exige fornecedores de tecnologia que compreendam as regulamentações (como a ISA/IEC 62443) e as engrenagens operacionais únicas de usinas e transmissoras, indo muito além do conhecimento técnico convencional.

Fonte: https://www.kaspersky.com.br/about/press-releases/

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