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Cinco biomas brasileiros são contemplados pelos serviços da Iguá

por Paulo Fernandes Maciel

Iguá conecta saneamento e preservação ambiental em áreas de cinco biomas brasileiros

Companhia desenvolve iniciativas voltadas à recuperação hídrica, proteção de manguezais, melhoria da qualidade da água e educação ambiental de cinco biomas brasileiros em regiões inseridas na Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica

Em um país que concentra alguns dos ecossistemas mais biodiversos do planeta, o saneamento básico tem relação direta com a conservação de rios, lagoas, manguezais, áreas costeiras, nascentes e regiões ambientalmente sensíveis. Presente em regiões inseridas em quatro dos seis biomas brasileiros:

Cerrado, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica, a Iguá Saneamento, uma das maiores empresas do setor, vem desenvolvendo iniciativas voltadas à recuperação ambiental, melhoria da qualidade da água, redução de impactos ambientais e educação socioambiental em diferentes territórios do país.

As ações incluem projetos de recuperação de ecossistemas lagunares e manguezais, redução da carga poluidora em rios urbanos com tratamento de esgoto, reaproveitamento de resíduos do saneamento com subprodutos do lodo, fomentando a economia circular, eficiência energética, uso de energia limpa e combustíveis renováveis, além de programas de conscientização ambiental junto às comunidades atendidas pela companhia. Em diferentes regiões, as iniciativas vêm sendo associadas à melhoria da qualidade da água, proteção de recursos hídricos e recuperação gradual de áreas impactadas pela urbanização desordenada.

biomas brasileiros

Participação em vários biomas brasileiros

“O saneamento é realizado por meio de uma infraestrutura que está inserida no meio ambiente. Quando uma rede de esgoto é ampliada, quando uma estação de tratamento melhora sua eficiência ou quando um lançamento irregular deixa de chegar a um rio, o efeito não aparece apenas nos indicadores operacionais. Ele aparece na água, no solo, na praia, na biodiversidade e na vida das pessoas que convivem com esses territórios e moram em cada bioma”, afirma Paula Violante, COO da Iguá Saneamento.

Manguezais, lagoas e proteção costeira dentro do espectro de biomas brasileiros

No Rio de Janeiro, onde a operação atua em áreas de Mata Atlântica e manguezais, o projeto Juntos Pela Vida das Lagoas já ultrapassou a marca de 80 mil mudas de mangue plantadas no Complexo Lagunar da Barra e Jacarepaguá, de um total previsto de 215 mil mudas ao longo do projeto. Considerando os plantios efetivamente executados nesse período, estima-se que mais de 1.000 toneladas de carbono tenham sido removidas da atmosfera. A iniciativa também já removeu mais de 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos das lagoas e implantou 24 pontos de coletores de tempo seco, que evitam diariamente o lançamento de cerca de 20 milhões de litros de esgoto no sistema lagunar.

As melhorias ambientais já apresentam reflexos na biodiversidade local, com o retorno gradual de espécies como o caranguejo-uçá, chama-maré, garça-azul, colhereiro e da biguatinga, ave que nunca havia registrado formação de ninhos na região do Rio de Janeiro. O projeto também registrou aumento de 400% nos níveis de oxigênio dissolvido nas áreas dragadas. O investimento total previsto no projeto é de R$ 250 milhões. Em 2026, a Iguá agregou o programa Blue Keepers como parte das ações no Complexo Lagunar com objetivo de monitoramento de dados sobre a poluição por resíduos, principalmente plásticos, com objetivo de ampliar ainda mais as soluções para a recuperação dos ambientes aquáticos, áreas costeiras e oceanos.

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“Ver espécies voltando a ocupar áreas que antes estavam degradadas é uma das formas mais concretas de perceber o impacto positivo do saneamento. Não se trata apenas de uma obra ou de uma intervenção técnica, mas da reconstrução gradual de condições ambientais para que a vida volte a se estabelecer nesses espaços”, diz Paula.

No sul

Nas regiões costeiras do Paraná, na cidade de Paranaguá, onde a Iguá atua em áreas de Mata Atlântica, manguezais e restingas, as ações ambientais estão ligadas à conservação de ecossistemas costeiros e à proteção de recursos hídricos. Em Paranaguá, cidade que abriga uma das maiores faixas contínuas de mangue do país, a operação desenvolve o projeto Esgoto Legal, voltado à orientação e fiscalização das ligações corretas de esgoto para evitar o lançamento irregular em galerias pluviais e corpos hídricos.

A operação também iniciou projetos de cinturões verdes nas estações de tratamento e ações de educação ambiental voltadas à comunidade. Em 2026, já foram plantadas 108 mudas em áreas da operação, além da destinação adequada de mais de mil toneladas de lodo provenientes das estações de tratamento de água e esgoto.

Em Sergipe, estado cortado por dois biomas, a Mata Atlântica e Caatinga, a Iguá atua em regiões que concentram áreas de manguezais, restingas e estuários, a companhia atua com o programa Blue Keepers, iniciativa voltada ao monitoramento de poluição por resíduos, para recuperação e preservação dos ambientes aquáticos, áreas costeiras e oceanos. A operação também mantém programas de educação ambiental, relacionamento comunitário e ações itinerantes voltadas à conscientização sobre saneamento. Somadas, as iniciativas socioambientais da operação impactaram mais de 27 mil pessoas entre 2025 e 2026.

Em todo estado, foi iniciado o Projeto Se Liga com objetivo de orientar a população e fiscalizar as ligações corretas de esgoto, a fim de evitar o lançamento irregular em mangues, rios e outros corpos hídricos.

Saneamento e recuperação hídrica

Em Cuiabá, operação inserida simultaneamente nos biomas brasileiros do Cerrado e Pantanal, as iniciativas ambientais estão associadas à expansão da infraestrutura de saneamento e à redução da carga poluidora lançada nos rios Cuiabá e Coxipó. Desde 2017, a operação já implantou 528 quilômetros de rede de esgoto e 127 quilômetros de rede de água, em um ciclo de investimentos que soma R$ 1,5 bilhão no período.

Entre os destaques locais estão projetos como o Interligue Já, Ecotrópica e BioLodo. Com a implantação das ações de interligação à rede de esgoto, a operação ampliou de forma significativa a retirada de carga poluidora dos rios, passando de 14 para 20 toneladas, evidenciando um avanço expressivo no controle da poluição. Esse resultado tem sido acompanhado por melhorias graduais nas condições ambientais e pelo aumento da presença de peixes em trechos urbanos do Rio Cuiabá.

No Paraná, em outra operação da companhia, a Iguaçu Saneamento atua como foco na coleta e tratamento de esgoto em municípios inseridos na Mata Atlântica, em áreas de influência do Parque Nacional do Iguaçu e próximas a APPs, matas ciliares e cursos hídricos. Entre as iniciativas locais estão o monitoramento de rios urbanos, plantio de mudas arbóreas, sensibilização sobre ligações adequadas de esgoto e programas de educação ambiental com escolas e comunidades.

Já nas operações do Nordeste (Agreste e Sergipe), inseridas em áreas de Caatinga e Mata Atlântica, as ações se concentram principalmente na proteção de recursos hídricos, despoluição dos ambientes aquáticos, educação ambiental e iniciativas de economia circular.

Tecnologia, eficiência e economia circular

Além das ações voltadas diretamente aos ecossistemas, a companhia também desenvolve projetos ligados à eficiência operacional e redução de impactos ambientais. Em Atibaia, interior de São Paulo, a operação implementou um sistema de inteligência artificial para otimizar o acionamento de sopradores utilizados no tratamento biológico de esgoto, reduzindo em 28% o consumo de energia da estação de tratamento.

A operação de Mirassol, também em São Paulo, inserida em áreas de Mata Atlântica, mantém iniciativas de economia circular, coleta de resíduos e educação ambiental. A unidade opera com fornecimento de energia renovável e desenvolve ações voltadas à coleta de óleo usado, reciclagem de resíduos e conscientização ambiental junto a escolas e comunidades.

“Atuar em quatro biomas brasileiros exige escuta e adaptação. A realidade de uma área de manguezal não é a mesma de uma região de Caatinga, de uma nascente na Mata Atlântica ou de um rio urbano. Por isso, as soluções precisam considerar o ambiente, a comunidade e o estágio de desenvolvimento de cada operação”, conclui a COO.

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