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Ameaça quântica às criptomoedas é possível segundo o Google

por Paulo Fernandes Maciel

O Google estima que a ameaça quântica às criptomoedas pode chegar antes do previsto

Precisamos começar a nos preparar agora precavendo a possível ameaça quântica, porque construir, testar e migrar infraestruturas criptográficas leva anos.

BitGo conclui a primeira transação pós-quântica realizada por uma custodiante regulada

A empresa de custódia firmou parceria com a Silence Laboratories para demonstrar que assinaturas resistentes à computação quântica podem funcionar dentro dos fluxos de trabalho institucionais existentes. Nenhuma outra custodiante regulada havia realizado isso antes.

A computação quântica representa uma ameaça a trilhões de dólares em ativos digitais. A BitGo acaba de mostrar como se preparar para isso.

Computadores quânticos poderão, no futuro, quebrar a criptografia que atualmente protege os ativos digitais ao derivar chaves privadas a partir de chaves públicas, colocando fundos em risco.

Pesquisas do setor, incluindo um estudo publicado pelo Google em março de 2026, apontam 2029 como um prazo realista para o surgimento dessa ameaça quântica.

ameaça quântica



A BitGo prevendo a possibilidade da ameaça quântica



A BitGo está adotando uma abordagem proativa e focada na execução. A empresa já demonstrou uma assinatura MPC (Computação Multipartidária) pós-quântica na testnet da Ethereum e está explorando ativamente as tecnologias e caminhos de migração necessários para se manter à frente dessa ameaça.

Existe uma data que especialistas em cibersegurança chamam de “Q-Day”: o momento em que um computador quântico será poderoso o suficiente para quebrar a criptografia que protege a maior parte dos ativos digitais do mundo. Ninguém sabe exatamente quando isso acontecerá. Mas, em 2026, o tema deixou de ser apenas uma discussão acadêmica.

Pesquisadores do Google publicaram conclusões sugerindo que um computador quântico suficientemente avançado poderia comprometer as assinaturas digitais do Bitcoin em aproximadamente 10 minutos. As consequências são significativas: mais de 34% de todos os bitcoins em circulação possuem informações sensíveis expostas publicamente na blockchain — o suficiente para que um invasor com a tecnologia adequada pudesse, em teoria, acessar esses fundos sem autorização.

Diante desse cenário, a BitGo decidiu não esperar.

Nesta semana, a empresa de custódia institucional BitGo Holdings (NYSE: BTGO) anunciou que concluiu com sucesso a primeira transação pós-quântica realizada por uma custodiante regulada, em colaboração com a empresa de criptografia Silence Laboratories. O teste foi conduzido na presença de representantes do Google, Stanford e da Linux Foundation.

O que isso significa na prática?

Instituições financeiras que custodiam ativos digitais — bancos, fundos de investimento e corretoras — utilizam sistemas complexos para garantir que nenhuma pessoa ou servidor tenha acesso completo aos fundos por conta própria. Trata-se de um mecanismo de segurança robusto contra os ataques cibernéticos atuais.

O problema é que esses sistemas não foram projetados pensando nos computadores quânticos do futuro.

O que a BitGo e a Silence Laboratories demonstraram é que esse sistema pode ser atualizado para resistir a ataques quânticos sem precisar ser reconstruído do zero. Em outras palavras: a transição é possível, organizada e pode começar agora.

“A computação quântica deixou de ser uma discussão teórica e passou a ser uma prioridade de planejamento de infraestrutura”, afirmou Mike Belshe, CEO da BitGo.

Jay Prakash, CEO da Silence Laboratories, foi ainda mais direto: “Os ativos digitais estão particularmente em risco, pois grande parte da infraestrutura existente ainda depende de esquemas de segurança que não foram projetados para resistir a ameaças quânticas.”

O relógio está correndo — e a indústria está apenas começando a se mover

A Silence Laboratories estima que o Q-Day pode chegar dentro de cinco anos. Para uma indústria que movimenta trilhões de dólares e que, até recentemente, tratava esse tema como um problema distante, esse é um prazo bastante curto.

Alguns participantes do mercado já começaram a agir.

A Circle anunciou planos para incorporar proteção quântica à infraestrutura de sua stablecoin Arc antes do lançamento da rede principal previsto para 2026.

No ecossistema Bitcoin, desenvolvedores discutem propostas para migrar gradualmente para endereços resistentes à computação quântica, embora o processo tenha gerado controvérsias sobre o que fazer com fundos que não forem migrados a tempo.

Mas entre as custodiantes reguladas — instituições nas quais bancos, gestores de ativos e empresas confiam para proteger seus ativos digitais — a BitGo chegou primeiro. Nenhum concorrente realizou uma demonstração equivalente.

A questão que permanece não é técnica, mas estratégica:

Quantas instituições financeiras esperarão até que o problema se torne urgente antes de agir?

A história da cibersegurança sugere que a maioria esperará tempo demais.

Sobre a BitGo

A BitGo (NYSE: BTGO) é uma empresa de infraestrutura para ativos digitais que oferece serviços de custódia, carteiras digitais, staking, negociação, financiamento, stablecoins e liquidação de operações a partir de armazenamento regulado em cold storage.

Desde 2013, a BitGo tem como missão acelerar a transição do sistema financeiro para uma economia baseada em ativos digitais.

A empresa possui presença global e diversas entidades reguladas, incluindo o BitGo Bank & Trust, National Association, o primeiro banco fiduciário de ativos digitais com autorização federal pertencente a uma empresa de capital aberto.

Atualmente, a BitGo atende milhares de instituições, incluindo algumas das maiores marcas do setor, instituições financeiras, corretoras, plataformas e milhões de investidores em todo o mundo.

Para mais informações, visite: www.bitgo.com

Sobre a Silence Laboratories

A Silence Laboratories desenvolve infraestrutura resistente à computação quântica baseada em MPC (Computação Multipartidária) para gerenciamento distribuído de chaves e computação com preservação de privacidade.

Os produtos da empresa protegem infraestruturas de ativos digitais para bancos (incluindo bancos globais sistemicamente importantes — G-SIBs) e plataformas globais de custódia institucional.

A empresa também oferece soluções de análise de dados com preservação de privacidade para consórcios bancários, redes de pagamento e outras instituições financeiras.

A Silence Laboratories foi vencedora do prêmio G20 TechSprint 2025.

Declaração sobre Projeções Futuras

Determinadas declarações neste comunicado constituem “declarações prospectivas” nos termos das leis federais de valores mobiliários dos Estados Unidos. Termos como “pode”, “deverá”, “acredita”, “espera”, “antecipa”, “estima”, “prevê”, “planeja” e expressões semelhantes caracterizam tais declarações.

Essas declarações estão sujeitas a diversos riscos e incertezas que podem fazer com que os resultados reais sejam substancialmente diferentes daqueles atualmente esperados. Entre os fatores de risco estão:

A natureza altamente volátil dos ativos digitais;

Problemas técnicos relacionados à integração de ativos digitais suportados e às atualizações de suas redes subjacentes;

Maior escrutínio regulatório sobre o setor;

Roubo, perda ou destruição de chaves privadas necessárias para acessar ativos digitais;

Erros na execução de transações de clientes ou na gestão das atividades de negociação da empresa;

E outros fatores descritos nos relatórios da empresa apresentados à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA).

As informações contidas neste comunicado refletem apenas a data de sua publicação, e a empresa não assume obrigação de atualizar declarações prospectivas, exceto quando exigido pela legislação aplicável.O Google estima que a ameaça quântica às criptomoedas pode chegar antes do previsto

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