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A economia digital vai acabar com o dinheiro

Daqui a 10 anos a Economia digital terá acabado com o dinheiro físico

Isso é o que pretendem os governos, bancos e outros atores da economia digital como as operadoras de cartões e outros meios de pagamentos.

smartphone cartão note os 3 elementos da economia digital

Tim Cooc   disse  que: “espera estar vivo para ver o fim do dinheiro físico”

“Os pagamentos móbile  atuaram mais devagar do que eu pensaria se estivesse aqui sentado há alguns anos.”

Confessou Tim Cook, segundo publicou o portal City A.M. em janeiro de 2018.

A Apple não desiste do sonho de Cook e, embora nunca tenha revelado quantos usuários tem efetivamente o  Apple Pay.

Tim voltou à carga na sua tentativa de acabar com o dinheiro.

Agora na nova atualização do IOS os donos de um Iphone vão poder enviar dinheiro a outros usuários através de iMessage.

É mais uma tentativa de de acelerar  Apple pay  de estar performando como os executivos da Companhia da maçã almejavam.

Tentativa de melhorar um pouco do otimismo deles.

mãos uma com cartão outra com dinheiro

O fim do dinheiro e seus impactos.

 

Indiferente ao citado sobre o Apple pay, várias formas de pagamentos digitais ou virtuais estão performando  muito bem.

Os Pag seguro, Pay pal, Samsung pay e várias outras formas de pagamentos via smartphone vão muito bem obrigado.

O Blockchain e outras tecnologias aplicadas ao setor bancário permite que se faça tudo via digital ou virtual que seja em desktop ou digital.

imagem futurística e escrito digital economy (economia digital em inglês)

Menos papelada só dinheiro digital

Em breve os boletos e emissão de contas públicas do tipo água, luz, telefone, etc.

Passarão a ser emitidos via web ou terão migrarão para débito direto em conta.

As estruturas físicas bancárias reduzirão de tal forma a tornarem-se inviáveis ou pouco atrativas  de serem frequentadas pelos clientes.

Além disso, as moedas virtuais surgem e movimentam o mercado.

Seja na prospecção ou mineração via investimentos ou especulação financeira.

É claro que haverá problemas quanto à rejeição ou inadequação das pessoas:

As mais idosas, dos mais resistentes à tecnologia e dos semi  alfabetizados.

Mas que deverão ser naturalmente contornados, pois esta é uma evolução natural da sociedade.

 

 

O mundo e o dinheiro mobile.

Estudos dão conta que os países escandinavos sairão na frente nesse quesito.

A Suécia poderá ser o primeiro a dispensar completamente o uso de dinheiro físico.

É o que afirmam os pesquisadores Niklas Arvidsson, do Instituto Real de Tecnologia, de Estocolmo;

E Jonas Hedman, da Escola de Economia de Copenhague.

Segundo eles, o dinheiro em moeda física não será mais usado ou aceito pelos varejistas suecos a partir de 2023.

Isto na previsão mais otimista.

Cidade de Estocolmo capital da Suécia

Não aceitar mais dinheiro em espécie

Uma pesquisa entre lojistas do país revelou que metade deles imagina parar de aceitar dinheiro em 2025.

Hoje, 97% desses estabelecimentos aceitam notas e moedas nas transações, mas apenas 18% delas envolvem dinheiro físico.

Os pagamentos são feitos, sobretudo por meio de cartões de crédito e débito, com programas de fidelidade e premiações com Cupons de Descontos.

E  os aplicativos para pagar por celular representam ainda apenas 0,4% do total.

Os fiéis pagam o dízimo por mensagem de texto para a igreja.

Vendedores ambulantes sem-teto têm máquinas de cartão de crédito sem fio.

 

Em resumo, o BC local quer que a coroa (moeda criada em 1873) esteja restrita às telas de smartphones, tablets e computadores.

Como de costume, o cronograma dos suecos está em dia.[1]

vista parcial de Copenhagem casario a beira mar

Dinamarca fim das cédulas agora só dinheiro digital

 

Os dinamarqueses já proibiram o uso de dinheiro em espécie em lojas de roupa, postos de combustível e restaurante.

Muita gente ainda não se sente tão segura usando o chamado dinheiro digital.

Para 46% dos entrevistados pela IEEE

Em países desenvolvidos as cédulas e moedas agora representam apenas:

2% da economia da Suécia, em comparação com 7,7% nos Estados Unidos e 10% na zona do euro.

Em 2016, apenas um quinto de todos os pagamentos de consumidores na Suécia foram feitos em dinheiro.[2]

Somando a tudo isso as lojas (PDV) sem operadores de caixa são realidade em vários países e inclusive nos EUA onde a própria Amazon  viabilizou o “one click”  uma plataforma virtual que permite essa modalidade de Retail (varejo).

símbolo da casa da moeda do Brasil

No caso Brasil a economia mobile até que vai…

No Brasil, o Projeto de Lei nº 48/2015 pretendia  extinguir a produção, circulação e uso do dinheiro físico em 5 anos.

Conforme a proposta, todas as transações financeiras serão realizadas em meio digital, em cinco anos a contar da aprovação.

O projeto que está em tramitação é justificado pela inevitabilidade de se extinguir o dinheiro físico.

É claro que conhecendo nosso congresso e as implicações (interesses) da classe política o projeto levará 5 anos de estudo, mais 5 de tramitação e até 2030 poderá ser aprovado.

O que não é tão longe assim se considerarmos que os   países Latino Americanos possuem um  certo atraso em relação ao mundo desenvolvido.

carteira com vários cartões de crédito débito

Contexto histórico do dinheiro eletrônico

O dinheiro de plástico chegou por essas bandas por volta dos anos 80 como cartões de débito.

Encontrou sérias resistências por ser inovação e por questões de subcultura, levando os bancos a terem que sensibilizar o cliente.

Quando anos depois entrou a modalidade cartão de crédito idem.

vários cartões bancários empilhados

Premiação por fidelização

Os planos de fidelização por pontos já teve um aceite ainda que demorado, mas caiu na graça de todos mais facilmente.

Da mesma forma está sendo com os cupons de desconto, essa modalidade que é parte da vida dos internautas;

E mais do que nunca tem sido usado como um chamariz de empresas que desejam aumentar suas chances de vendas no comércio eletrônico veio prá ficar.

braço feminino com várias sacolas de compras

Essa modalidade de descontos que consiste em devolver para o comprador parte do valor pago em compras.

Modalidade essa que começou no Brasil em 2008 e é uma realidade bem vinda.

Aproveitando a tendência de crescimento da busca por cupons de descontos;

Os sites de cashback também passaram a oferecer estas formas de economia para seus usuários.

Isso e outras condições fizeram que o comercio eletrônico ganhasse fôlego.

2 monitores de pc trocando produto por pagamento cartão

Marketplace e e-commerce só dinheiro virtual

O e-commerce vai muito bem no Brasil e abraça muito bem o Marketplace.

Devemos ter um crescimento por volta de 15% em 2018.

Isto é o que aponta a ABComm (Associação Brasileira de comércio eletrônico o nicho do e-commerce).

Associação essa que reúne no Brasil sites de varejo (e-commerce) e operadores de Markeplace

Em 2015, apenas 20,68% dos e-commerces brasileiros usavam tecnologia SSL (Secure Socket Layer) para proporcionar uma navegação sem sobressaltos aos clientes.

E gora em 2018, já são 78,95%.

 

Os Mercados de pulga ou submercados sofrerão

 

  • Feiras livres
  • Comércio informal
  • O Fluxo
  • O suborno

Se realmente o dinheiro palpável sumir, haverá um grande golpe aos chamados mercados de pulga e irregulares.

Feira livre com suas barracas

Feiras livres:

Esse tipo de comércio de alimentos a céu aberto sentirá o baque uma vez que é forte a circulação de “dinheiro miúdo”.

 

Comércio informal:

Feirinha da madrugada, marretódromo e os famosos camelódromos, da mesma forma deverão se adequar e ter formas de pagamentos digitais e virtuais.

O que levará a uma  certa regulamentação quanto ao fluxo financeiro mesmo que seja via imposto de renda.

Assim o dinheiro começará a ter origem e destino.

uma rua como a 25 de março ou o saara RJ

O Fluxo:

Cairá sensivelmente o volume de consumidores de drogas principalmente as de baixo custo que transformam  os viciado em indivíduos próximos a zumbis.

Apesar de que na Suécia os sem-teto têm máquinas de cartão de crédito sem fio, esses aqui como lá terão que ter uma conta bancária e da mesma forma o dinheiro terá endereço.

malas de dinheiro no apartamento do Gedel

Suborno:

Essa grande modalidade de atividade que envolve corrupção e até a inocente guelta, também terá que sofrer ajustes.

Não haverá “corridinhas de malas” em porta de churrascarias, nem salas de “dinheiro prá Gedel”.

Ficarão mais difíceis  esses carregamentos de dinheiro em tapeçaria de carros  e das mulinhas que pegam ônibus  etc.

Até os doleiros (claro só os que são operadores financeiros do crime) terão mais trabalho para fazer circular o dinheiro.

Mesmo que façam tudo por moeda virtual tipo Bitcoim, Ethereum ou outra terá sempre uma carteira de saída e uma de entrada em banco ou não.

Forçosamente haverá cruzamentos de dados e esse pessoal e seus clientes terão que se ajustarem.

De uma forma ou de outra o dinheiro começará a ser legalizado no mundo todo.

 

Questão de higiene contribuirá para o sumiço

 

O dinheiro papel moeda foi se tornando “tóxico” ao longo dos anos por vários motivos e talvez seja bom que o dinheiro físico deixe mesmo de existir e aqui citamos alguns.

 

 

3 bons motivos para o fim do dinheiro como ele é

 

Primeiro, o dinheiro físico leva à evasão fiscal.

É um fato.

O governo norte-americano, por exemplo, perde US$ 100 milhões em impostos anualmente só com pagamentos em dinheiro não declarados.

No Brasil estima-se que por volta de 34% do PIB “ isso apenas de forma semi declarada”  circula em papel moeda.

Ou  seja,  segundo o IBGE, o PIB de 2017 foi de 6,6 trilhões de reais, o que perfaz  quase 1,7 trilhões de reais fora do radar.

O u na pior das hipóteses  semi declarado,  que estão em uma espécie de limbo fiscal sem endereçamento e não alcançado pelo leão do Imposto de Renda.

 

Em segundo lugar, o dinheiro eletrônico é mais ecológico.

Além do custo ambiental da produção de notas e moedas propriamente ditas, o transporte é um fator a mais de poluição.

Sem falar em toda a documentação legal que cada lote de dinheiro gera, exigida pela burocracia, e na manutenção de milhares de ATMs.

E finalmente e não menos importante, o dinheiro físico é pouco higiênico.

Pesquisadores britânicos do Instituto BioCote chegaram à conclusão, recentemente, de que sacar notas em um caixa eletrônico deixa uma pessoa tão exposta a bactérias quanto usar “o pior dos banheiros públicos.”

Só esse último já é um ótimo motivo que justificaria acabar com o dinheiro em espécie.

 

[1] [2] – Veja mais neste artigo do UOL:

https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/the-new-york-times/2016/01/04/na-suecia-nem-os-bancos-aceitam-mais-dinheiro.

 

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