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Powersafe aponta payback de dois anos nas baterias solares

por Paulo Fernandes Maciel

Baterias integradas à energia solar podem ter payback de dois anos em projetos residenciais e comerciais, aponta Powersafe

Segundo estudos de casos da empresa Powersafe, consumidores com perfil de aumento de consumo e que buscam redução de picos de demanda e mitigação de prejuízos por quedas de energia têm o retorno do investimento mais rápido

Fevereiro de 2026 – A instalação de sistemas de armazenamento de energia integrados à geração solar já pode apresentar payback de até dois anos no Brasil, tanto em aplicações residenciais quanto em estabelecimentos comerciais. É o que aponta a experiência prática da Powersafe, fabricante brasileira de baterias e sistemas de energia, com base em projetos em operação em diferentes regiões do País.

Powersafe

Segundo os estudos de casos da Powersafe, a combinação entre a queda acelerada dos custos das baterias de íon-lítio, especialmente da tecnologia LFP (lítio-ferro-fosfato), o aumento das tarifas de energia no Brasil e a busca crescente por confiabilidade no fornecimento tem transformado o armazenamento em um ativo estratégico, indo muito além de uma solução complementar aos sistemas de geração própria solar.

Conforme projeções da própria Empresa de Pesquisa Energética (EPE), considerando um custo de R$ 3.000/kWh para baterias, o payback de sistemas de geração solar distribuída com armazenamento pode ser de aproximadamente 6 anos para aplicações residenciais e cerca de 5 anos para aplicações comerciais. “Se considerarmos cenários de custo mais competitivo, por volta de R$ 2.000/kWh, que é o caso agora no mercado brasileiro, esse retorno pode se reduzir significativamente, ficando entre 2 e 4 anos, tanto para residências quanto para estabelecimentos varejistas”, explica André Ribeiro, gerente de operações e renováveis da Powersafe.

“Em determinados perfis de consumo, principalmente quando há foco em aumento de autoconsumo, redução de picos de demanda e mitigação de prejuízos causados por quedas de energia, observamos, de fato, projetos com retorno do investimento em cerca de 24 meses”, acrescenta Ribeiro.

De acordo com o executivo, os consumidores que já possuem geração solar nos telhados e coberturas são os mais propensos a investir em baterias, uma vez que buscam maximizar o retorno do sistema existente e reduzir a dependência da rede elétrica. “Nesse contexto, o armazenamento permite deslocar o consumo para horários mais vantajosos (time shift), elevar o autoconsumo da energia solar e reduzir custos associados a picos de demanda (peak shaving)”, aponta.

Além do ganho econômico, a resiliência energética tem sido um dos principais motivadores para a decisão de investimento. Interrupções no fornecimento, flutuações de tensão e instabilidades da rede impactam diretamente residências, comércios e serviços essenciais, tornando o armazenamento energético um diferencial cada vez mais valorizado.

“Para muitos clientes, especialmente no varejo, serviços e pequenas indústrias, o custo de uma interrupção supera o valor da economia direta na conta de luz. Quando esse fator entra no cálculo, o payback percebido se torna ainda mais rápido”, explica Ribeiro.

Queda de custos acelera viabilidade

A redução global dos preços das baterias tem sido determinante para essa evolução. Dados de mercado indicam que o preço médio de packs de baterias de íon-lítio caiu de forma expressiva na última década, alcançando patamares que viabilizam projetos com retornos mais curtos. Em cenários de custos mais competitivos, combinados com uma gestão energética eficiente, o armazenamento se consolida como parte integrante do desenho energético de residências e estabelecimentos comerciais.

Na prática, a Powersafe observa que aplicações bem dimensionadas, integradas a inversores híbridos e sistemas de gestão de energia (EMS), apresentam ganhos que vão além do ROI tradicional, incluindo melhoria da qualidade da energia, maior previsibilidade de custos e aumento da autonomia do consumidor.

Com a expectativa de avanços regulatórios e maior maturidade do mercado, a Powersafe projeta um crescimento acelerado das soluções de armazenamento até 2026, com destaque para os segmentos comercial, residencial, rural e de serviços críticos. A tendência é que as baterias passem a ser incorporadas desde a concepção dos projetos solares, ampliando o valor entregue ao consumidor final.

“A bateria deixa de ser apenas uma proteção contra apagões e passa a ser uma ferramenta de gestão energética inteligente, com impacto direto na economia e na segurança do fornecimento”, conclui Ribeiro.

Sobre a Powersafe

Com mais de duas décadas de atuação, a Powersafe está entre as maiores indústrias e distribuidoras de baterias para aplicações especiais na América do Sul. A empresa é referência em soluções de energia confiáveis, com forte presença em segmentos industriais, telecomunicações, segurança, geração renovável e infraestrutura crítica. Seu compromisso com inovação, sustentabilidade e atendimento técnico diferenciado garante a excelência em cada projeto e parceria.

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