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Projeto da naPorta selecionado no Sandbox Rio quer digitalizar 50 mil endereços

por Paulo Fernandes Maciel

Projeto da startup naPorta selecionado no Sandbox Rio quer digitalizar 50 mil endereços e estruturar logística em áreas pouco atendidas

Solução da startup naPorta de CEP Digital integrada à operação será testada em ambiente regulatório da Prefeitura após ser selecionada no Sandbox Rio

Selecionada entre 58 iniciativas para integrar o III Ciclo do Sandbox Rio, a naPorta, startup de tecnologia especializada em logística e endereçamento digital, vai testar uma solução de CEP Digital com potencial de digitalizar cerca de 50 mil endereços. O projeto está entre os 10 aprovados no programa da Prefeitura do Rio de Janeiro e marca a expansão da atuação da empresa em um ambiente regulatório voltado à inovação urbana.

A proposta combina a estruturação de endereços digitais com uma operação logística capaz de atuar em territórios ainda pouco atendidos, ampliando a eficiência de entregas e o acesso a serviços. Segundo Katrine Scomparin, CMO e cofundadora da naPorta, o foco está em resolver gargalos estruturais com tecnologia. “Sem endereçamento estruturado, a operação logística perde eficiência e escala. O CEP Digital cria uma base para organizar esses territórios e permitir que serviços cheguem de forma mais eficiente”, afirma.

O movimento ocorre em um contexto em que o Rio de Janeiro ainda convive com desafios estruturais de urbanização e endereçamento em parte relevante do território, o que impacta diretamente a eficiência de serviços e operações logísticas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 22% da população local vive em favelas e comunidades, o que evidencia a necessidade de soluções capazes de organizar esses territórios sob uma lógica mais estruturada de dados e operação.

O Sandbox Rio recebendo a naPorta

A entrada da naPorta no programa ocorre em um cenário de avanço da digitalização urbana e da expansão da logística para além dos centros tradicionais, mas que ainda esbarra na falta de infraestrutura básica de endereçamento em diversas regiões. Ao integrar dados geográficos com operação logística, a startup propõe um modelo escalável para organização territorial e ganho de eficiência operacional.

A empresa já implementou projetos em mais de 77 comunidades pelo país. Entre os destaques está a parceria com a Prefeitura de Santo André, onde cerca de 7.654 endereços foram estruturados, impactando aproximadamente 30 mil pessoas. As informações foram integradas ao SIGA (Sistema de Informações Geográficas Andreense), permitindo maior organização territorial e acesso a serviços públicos.

Outras frentes incluem 12.360 locais mapeados em Salvador, 10.511 no Rio de Janeiro, 7.499 em Igarassu, 6.204 em Belo Horizonte e 4.967 em Belém, além de projetos em Porto Alegre, Ribeirão das Neves e São Paulo. “Quando o território passa a ser organizado, a operação passa a escalar. Isso abre novas oportunidades tanto para o setor público quanto para empresas que atuam nesses locais”, conclui Katrine.

Sobre a naPorta – Entrega TUDO

A naPorta é uma startup brasileira de tecnologia especializada em endereçamento digital e logística para territórios não formalizados. A empresa desenvolve soluções de CEP Digital que estruturam dados geográficos em comunidades e os integram a operações logísticas, ampliando o acesso a serviços, entregas e políticas públicas. Com atuação em mais de 77 comunidades em todo o país, a naPorta já mapeou dezenas de milhares de endereços e firmou parcerias com prefeituras e organizações para promover inclusão urbana e desenvolvimento territorial por meio da tecnologia.

O Sandbox Rio

O Sandbox Rio, criado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico (SMDUE) da Prefeitura do Rio e gerido por sua Subsecretaria de Regulação e Ambiente de Negócios (SUBRAN), é o ambiente regulatório experimental que permite testar com clientes reais, sob autorização temporária, produtos, serviços ou processos inovadores que não se enquadram na regulação pré-existente. O objetivo é incentivar o empreendedorismo e gerar dados para aprimorar políticas públicas e a regulação aplicável a novas tecnologias.

A partir dos testes realizados, são coletadas informações que auxiliam a Prefeitura na compreensão das inovações, garantindo um arcabouço regulatório receptivo e aderente às novas tecnologias. Além disso, a base de dados gerada no período de testes ajuda os gestores públicos na concepção de políticas públicas de interesse do Município.

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