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Melvin utiliza IA e IoT para evitar paradas industriais

por Paulo Fernandes Maciel

Startup brasileira Melvin utiliza IA e IoT para evitar paradas industriais e cresce 400% em um ano

Melvin evolui e já monitora mais de 700 unidades industriais com uso de dados, Inteligência Artificial e IoT

A indústria brasileira vive um cenário cada vez mais desafiador, marcado pela escassez de mão de obra especializada, aumento da complexidade operacional e altos custos provocados por falhas e paradas não planejadas de máquinas. Em muitos casos, processos críticos ainda dependem de controles manuais, planilhas e papel, o que limita a tomada de decisão e impacta diretamente a produtividade e a competitividade das empresas.

De acordo com o relatório True Cost of Downtime, da Siemens, uma única parada não programada pode gerar perdas médias de cerca de US$ 260 mil por hora em fábricas industriais, tornando a redução do downtime um fator estratégico para a competitividade do setor. Apesar disso, muitos processos críticos ainda dependem de controles manuais, planilhas e registros em papel, o que limita a visibilidade das operações e dificulta a tomada de decisão.

Melvin

Digitalização na indústria

Nesse contexto, a digitalização da gestão de manutenção tem se consolidado como uma estratégia essencial. O uso de softwares, dados e tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial permite antecipar falhas, reduzir desperdícios e transformar a manutenção de um centro de custos em uma área estratégica para o negócio. Estudos apresentados no Preventive Maintenance Statistics Report indicam que a adoção de estratégias de manutenção preditiva pode reduzir os custos totais de manutenção entre 25% e 30% quando comparada a abordagens reativas.

Foi a partir dessa necessidade real do mercado industrial que nasceu a Melvin, startup brasileira especializada em gestão de manutenção industrial, que alia software intuitivo, IoT, inteligência artificial e ciência de dados para simplificar processos historicamente complexos e pouco digitalizados.

Fundada por Igor Silveira e Eymard Barroso, a Melvin surgiu a partir da experiência dos empreendedores na implementação de processos de manutenção em grandes indústrias. A percepção de que o mercado carecia de soluções mais simples, intuitivas e adaptadas à realidade das equipes de manutenção foi o ponto de partida para o desenvolvimento da plataforma.

Melvin

O início da startup Melvin

“Quando a gente começou, a ideia era clara: criar uma ferramenta que fosse simples, prática e intuitiva, porque quem trabalha com manutenção não tem tempo para sistemas engessados e excessivamente complexos”, afirma Eymard Barroso, cofundador da Melvin.

Hoje, a Melvin atende mais de 180 empresas, que somam mais de 700 unidades industriais monitoradas pela plataforma, com presença em países como Brasil, Argentina, Angola e Paraguai, além de negociações em andamento para novos mercados internacionais. A empresa vem apresentando crescimento consistente ano após ano, com taxas que chegaram a 400% entre 2020 e 2021, mantendo expansão contínua nos períodos seguintes.

O diferencial da Melvin está na digitalização completa da manutenção industrial. A plataforma permite o uso offline, registro de fotos e vídeos diretamente pelo celular, automação de planos de manutenção e uso de tecnologias da chamada Indústria 4.0, como machine learning e análise preditiva, reduzindo falhas, paradas não programadas e desperdícios operacionais.

“A gente saiu de processos que exigiam dezenas de telas para uma única ação e transformou isso em fluxos simples, feitos em poucos cliques. Digitalizamos aquilo que antes era feito no papel e passamos a gerar dados estratégicos para a tomada de decisão”, explica Igor Silveira, cofundador da Melvin.

Mais que uma plataforma tecnológica

Além da plataforma tecnológica, a Melvin também atua fortemente na educação do mercado por meio da Manutenção em Ação, braço educacional da empresa, hoje reconhecido como um dos maiores canais de conteúdo sobre gestão de manutenção no Brasil. Essa estratégia permitiu à startup criar uma base qualificada de profissionais e empresas, fortalecendo sua autoridade no setor.

O reconhecimento do mercado também se reflete em premiações e programas de inovação. A Melvin foi eleita 1º lugar na categoria Indtech do Open 100 Startups, considerada uma das principais premiações do ecossistema de inovação do país, além de figurar entre as startups de maior destaque da última década.

Integração e interação

A empresa também participa de programas de internacionalização, com presença em feiras e iniciativas apoiadas por entidades como Sebrae, ApexBrasil e hubs de inovação no Brasil e no exterior.

Para os fundadores, o avanço da tecnologia na indústria é um caminho sem volta. “A indústria vive hoje um cenário de falta de mão de obra e aumento da complexidade operacional. A tecnologia deixou de ser uma opção e passou a ser uma necessidade para manter a competitividade”, destaca Igor Silveira.

Com foco em escalabilidade, inovação contínua e expansão internacional, a Melvin segue investindo no desenvolvimento de soluções que conectam pessoas, processos e dados, ajudando indústrias a evoluir da manutenção corretiva para uma gestão cada vez mais inteligente, preditiva e estratégica.

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