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SEIDOR reúne empresas na B3 sobre duplicata escritural na gestão financeira

por Paulo Fernandes Maciel

SEIDOR reúne empresas na B3 para discutir os impactos da duplicata escritural na gestão financeira

Evento promovido em parceria com a Shipay e a B3 debateu os desafios da nova regulamentação e apresentou soluções para integração entre ERPs e escrituradoras

A chegada da duplicata escritural já deixou de ser apenas uma mudança regulatória para se tornar uma pauta estratégica para as empresas brasileiras. Com o início da fase de produção assistida conduzida pela B3, organizações de diferentes setores começam a se preparar para um modelo que promete ampliar a segurança das operações, aumentar a transparência das transações e modernizar a gestão financeira.

Para discutir esse novo cenário, a SEIDOR, consultoria multinacional de tecnologia e principal parceira SAP no Brasil, promoveu, em parceria com a Shipay e a B3, o evento Conexão Duplicata Escritural, realizado dia 27/6 na Arena B3, em São Paulo. O encontro reuniu executivos, especialistas em tecnologia, representantes do mercado financeiro e empresas para debater os impactos da nova infraestrutura e os caminhos para sua implementação. A SEIDOR, juntamente com a Shipay são as parceiras da B3 nesse novo serviço.

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Durante o evento, especialistas da B3 apresentaram os avanços da regulamentação e o cronograma de implantação da duplicata escritural, enquanto a Shipay abordou os desafios da infraestrutura de pagamentos e da comunicação entre empresas, escrituradoras e instituições financeiras.

Já a SEIDOR detalhou como a integração entre os sistemas de gestão empresarial (ERP), os bancos e as escrituradoras será um dos principais fatores para garantir eficiência operacional nesse novo ambiente. A companhia demonstrou a solução 4pay, plataforma desenvolvida para automatizar a comunicação entre o SAP, instituições financeiras e a infraestrutura das escrituradoras, eliminando processos manuais e ampliando o controle das operações financeiras.

Segundo a empresa, a proposta é transformar um processo tradicionalmente baseado em arquivos, remessas e diversas intervenções manuais em uma operação digital, integrada por APIs e executada em tempo real. “A duplicata escritural não representa apenas uma mudança legal. Ela exige uma transformação operacional das empresas. A integração entre ERP, bancos e escrituradoras passa a ser um requisito para garantir rastreabilidade, governança e eficiência em toda a jornada financeira”, destacou Ramon Henrique, Arquiteto de soluções da SEIDOR, durante a apresentação.

Funcionalidades

Entre as funcionalidades apresentadas estão o registro automático de duplicatas na B3, monitoramento online do ciclo de vida dos títulos, integração com contas a pagar e receber, envio de manifestações de aceite ou recusa, atualização automática de eventos e baixa contábil diretamente no SAP. A plataforma também automatiza processos de cobrança, pagamentos via Pix, conciliação bancária em tempo real e comunicação com instituições financeiras por meio de APIs.

A solução foi desenvolvida para reduzir atividades operacionais, minimizar falhas decorrentes de processos manuais e fortalecer a governança financeira das empresas. De acordo com a SEIDOR, a automação pode reduzir significativamente o tempo gasto pelas equipes em atividades repetitivas, além de oferecer rastreabilidade completa para auditorias e processos de compliance.

O Conexão Duplicata Escritural

A realização do Conexão Duplicata Escritural ocorre em um momento importante para o mercado. Após a autorização concedida pelo Banco Central para que a B3 atue como escrituradora, a fase de produção assistida permitirá que empresas, instituições financeiras e fornecedores de tecnologia validem processos em ambiente real antes da obrigatoriedade da adoção do novo modelo, prevista para começar em 2027 para grandes empresas e, posteriormente, alcançar médias e pequenas organizações.

“O momento é de preparação. As empresas que iniciarem agora sua adaptação terão mais tempo para revisar processos, integrar sistemas e garantir uma transição segura para o novo modelo”, concluiu Ramon, SEIDOR.

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