StartSe abre o AI Festival 2026 destacando o início da era dos agentes e o protagonismo humano na tecnologia
Evento AI Festival 2026 reuniu líderes globais para discutir o impacto econômico, cultural e humano da IA enquanto o Brasil desponta como protagonista na adoção corporativa de agentes autônomos
A StartSe deu início hoje à edição do AI Festival 2026, consolidado como o maior encontro brasileiro dedicado ao impacto real da inteligência artificial nos negócios.
Logo nas primeiras horas, o evento deixou claro que 2026 marca a transição definitiva da IA como ferramenta para IA como infraestrutura, inaugurando uma era em que agentes autônomos, novas dinâmicas de trabalho e responsabilidades inéditas para líderes corporativos se tornam temas centrais. “Estamos vivendo a década mais decisiva da nossa história. A IA já faz parte do presente e agora precisamos decidir que tipo de futuro vamos construir com ela”, afirmou Piero Franceschi, CEO da StartSe, ao longo do dia.
Cristiano Kruel, sócio e Chief Innovation Officer da escola de negócios, trouxe dados e interpretações que reforçam que estamos no maior ciclo de investimento tecnológico da história, superando até os orçamentos combinados da NASA e do Departamento de Defesa dos EUA. Seu ponto central ecoou no auditório: a principal barreira para adoção de IA não é técnica, mas cultural. “O Brasil está entre os poucos países onde a IA já é usada majoritariamente para negócios. Temos a chance de liderar essa nova economia se desenvolvermos coragem e maturidade para experimentar rápido”, destacou.

A engenharia autônoma e a disputa global por velocidade
O debate ganhou contornos ainda mais concretos com Henrique Savelli, Arquiteto de IA da Anthropic, que compartilhou dados inéditos: 90% de todo o código da empresa já é produzido por IA, incluindo o próprio Claude Code, integralmente escrito por agentes. Ele detalhou como, em 2026, empresas estão migrando da lógica de chatbots para agentes corporativos que reduzem de 90% a 95% o tempo de processos críticos e fez um convite direto ao país: a América Latina não tem playbook pronto; quem experimentar primeiro liderará.
No recorte internacional, Justin Liu, cofundador da Genspark, ampliou a discussão ao apresentar agentes autônomos com memória durável que operam por dias, aprendem continuamente e já movimentam uma empresa com US$ 250 milhões de receita anualizada e valuation de US$ 1,6 bi após pouco mais de um ano de existência. A visão de Liu, de que empresas serão lideradas por “especialistas 10X em IA”, profissionais que comandam times de agentes, deu o tom de urgência sobre a nova fronteira de produtividade.
Ainda na perspectiva internacional, Peter Danenberg, Engenheiro Sênior de Software do Google DeepMind levou ao palco uma visão rara sobre o que está acontecendo “por dentro” da revolução dos agentes. Em sua palestra, Danenberg mostrou casos reais que evidenciam a virada: sua própria mãe passou nove meses classificando fotos para treinar um agente; ele mesmo construiu, em apenas 48 horas e US$ 5 mil, uma stack capaz de automatizar tarefas como impostos, investimentos e organização pessoal, processos antes distribuídos ao longo de meses.
Danenberg alertou para a “inversão de controle”, momento em que as pessoas passam a trabalhar para os algoritmos em vez de comandá-los. Descreveu também fenômenos emergentes como o “meat unit gig economy”, o “vibe coding”, uma computação guiada por contexto e sensação, e os chamados agentes-ambiente, wearables que acompanham o usuário o dia inteiro, criando um grafo contínuo de conhecimento e preferência. Sua tese ecoou entre os participantes: a IA não é apenas uma tecnologia, mas um novo modelo operacional que pode tanto libertar humanos do trabalho repetitivo quanto aprisioná-los: tudo dependerá de como a sociedade reagir agora.
Humanidade no centro, voz como identidade, e o risco psicológico da tecnologia entre os assuntos no AI Festival 2026
A presidente da Microsoft Brasil, Priscyla Laham, reforçou que a transformação trazida pela IA é essencialmente humana. Em sua palestra, defendeu que o ROI real surge quando pessoas aumentadas por IA conectam tecnologia a objetivos de negócio e anunciou que a companhia chegará a 5 milhões de brasileiros treinados até 2027, fortalecendo o país como economia de fronteira.
Também houve espaço para reflexão profunda com a fala de Piero Franceschi, que defendeu que o maior risco da IA não é a substituição de empregos, mas a atrofia das capacidades humanas essenciais (presença, propósito e coragem) se o uso da tecnologia ocorrer de forma acrítica. Sua provocação sintetizou o momento: podemos nos tornar a geração mais potente ou a mais inútil da história, a depender de como conduzimos a direção estratégica da tecnologia.
No campo da diferenciação de marca, Edu Villalba, da ElevenLabs, apresentou dados contundentes sobre a ascensão do voice design como código‑fonte da identidade das marcas. Com 40 milhões de usuários e 5.000 vozes em 32 idiomas, a ElevenLabs mostrou casos que reforçam uma tese provocadora: a próxima disputa competitiva será vocal, não visual.
Bastidores do AI Festival 2026, encontros exclusivos e oficinas práticas
Após suas palestras, os convidados internacionais Justin Liu e Peter Danenberg participaram de sessões fechadas de hot seats com congressistas VIP, conversas de alto nível que funcionam como mentorias rápidas, trocas de bastidores e discussões aplicáveis sobre tecnologia e operações reais.
O dia também trouxe oficinas estratégicas e práticas. Alexandre Messina (Lovable) abordou como criar fábricas de plataformas internas seguras e escaláveis; Vitor Vieira (Oracle) discutiu os desafios da corrida por GenAI e apresentou o AgentHUB como solução para reduzir fragmentação e dependência; e Breno Melo (Genspark) mostrou o Genspark Claw, “funcionário IA” que opera em nuvem já com habilidades e integrações prontas.
O evento AI Festival 2026 contemplou ainda a Sala AI Journey, espaço dedicado à confraria da StartSe que já reúne mais de 1.000 participantes desde 2025 e que agora relança sua versão de 2026, com imersão e mentoria de 12 meses para acelerar a adoção de IA nas empresas. Esta edição do AI Festival também marcou o lançamento da Lumina, nova IA do Grupo Alun, reforçando o compromisso do ecossistema StartSe de antecipar movimentos e democratizar a inovação.
Serviço
StartSe AI Festival 2026 – 2ª edição
Data: 13 e 14 de maio de 2026
Horário: das 8h às 18h
Local: Pro Magno Centro de Eventos – Av. Profa. Ida Kolb, 513 – São Paulo (SP)
Ingressos e mais informações: link
Sobre a StartSe
Fundada em 2015, a StartSe é a primeira Escola Internacional de Negócios criada para formar líderes preparados para um mundo em constante transformação. Com hubs no Vale do Silício, China, Israel, Portugal e São Paulo, oferece experiências imersivas e práticas com os principais especialistas em inovação global. Seus programas conectam profissionais aos centros que estão moldando o futuro dos negócios, apoiados por um modelo exclusivo — o StartSe Flywheel, Metologia de Sinais, Licenças e dimensões — que traduz a dinâmica da nova economia e prepara empresas e lideranças para antecipar tendências e gerar impacto real.
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