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Exigência de inglês na contratação demanda preparação dos candidatos

por admin

A entrevista de emprego costuma ser uma das etapas mais tensas em um processo seletivo, e a tensão pode aumentar quando a entrevista é conduzida em outro idioma. De fato, segundo artigo da revista Exame, com o aumento da exigência do inglês para contratação, é uma tendência que as entrevistas sejam conduzidas nessa língua, em especial nas empresas multinacionais. De acordo com a matéria, 91% das empresas no Brasil demandam o conhecimento em inglês, embora menos de 3% da população brasileira sejam fluentes em inglês.

Esta discrepância entre demanda e oferta justifica o dado de que 41% dos brasileiros mentem no currículo no que se refere ao conhecimento do inglês, segundo dado levantado pela DNA Outplacement divulgado na mesma revista. Dessa forma, conduzir ao menos uma parte da entrevista em inglês é uma das formas para certificar-se de que o conhecimento em inglês do candidato é, de fato, real.

Se hoje o inglês já é exigido na grande maioria das vagas no mercado nacional, o que dizer das oportunidades de trabalho remoto (on-line) para o mercado estrangeiro? Segundo artigos recentes no CanalTech e Estado de São Paulo, aumentou a procura de empresas estrangeiros por profissionais brasileiros, devido à alta do dólar e a popularização do home office impulsionado pela pandemia. Segundo as reportagens, de 60 vagas disponibilizadas por uma startup, todas exigem proficiência em inglês. O candidato interessado nestas oportunidades, que podem oferecer até o dobro do salário do mercado nacional, deve estar preparado para usar o inglês cotidianamente, além da provável entrevista conduzida na língua inglesa. Especialistas comentam cinco técnicas que podem fazer a diferença neste momento importante.

Antecipar as perguntas que serão feitas

 “Tell me about yourself” (“Fale sobre você”), “Why should we hire you?” (“Por que deveríamos contratá-lo?”) ou “What are your strenghts and weaknesses?” (“Quais seus pontos fortes e fracos?”) são perguntas que surgem em qualquer entrevista de emprego, independentemente da área profissional. Portanto, é imprescindível antecipá-las e ter respostas preparadas para elas. A professora de inglês Cáthia Monteiro aconselha: “Faça uma lista dessas perguntas, mas não se limite a refletir sobre o que você responderia. Escreva as respostas também, em inglês. Esse passo evita que você fique procurando pela palavra certa na hora H, diminui o nervosismo e maximiza suas chances de ter um bom desempenho.”

Pesquisar o vocabulário da área desejada (e praticar a pronúncia)

Uma boa medida é o candidato listar as palavras que são usadas com maior frequência no seu campo profissional. “Mostrar que conhece o vocabulário dos negócios ou termos técnicos e jargões da sua área causa uma excelente impressão”, diz o consultor de inglês Thomas Dew. “Para se preparar, leia revistas especializadas, como a Forbes, assista noticiário da CNN ou da BBC, ouça podcasts voltados a negócios… O importante é estar imerso no contexto da sua própria área. Monte glossários e depois pratique como pronunciar as palavras. Hoje muitos bons dicionários on-line, como o Cambridge, oferecem a pronúncia dos termos.” Dew alerta: “Procure usar essas palavras específicas ao longo da entrevista, mas cuidado com a artificialidade. Não insira mais do que uma ou duas em cada frase e pratique para soar natural.”

Treinar a compreensão auditiva

Um dos problemas mais frequentes dos candidatos é não entender a pergunta do entrevistador e pedir para que ele a repita diversas vezes. E, ao respondê-la, dar uma resposta sem pé nem cabeça. “Ouvir podcasts, assistir a filmes, noticiários e séries e ouvir música em inglês todos os dias é fundamental, porque, além de ajudar a treinar a compreensão auditiva, também colabora com a pronúncia”, diz Monteiro.

Falar inglês o máximo possível

Falar inglês não é um conhecimento, mas uma habilidade. E como tal, deve ser treinada continuamente. Dew recomenda um exercício simples, caso o candidato não tenha um falante nativo ou mais proficiente que ele com quem conversar. “Todos os dias, escolha um tópico da lista de perguntas que acredita que serão feitas na entrevista e discorra sobre ela. Gravar a resposta é uma boa pedida”, diz ele. Dessa maneira, é possível comparar a evolução pessoal e identificar pontos fracos que precisam ser mais trabalhados até o grande dia.

Esse exercício ajuda ainda a evitar um erro bastante comum em uma entrevista – o de falar muito pouco. “O candidato acha que falando pouco corre menos risco de errar. Mas o recrutador terá dificuldade de avaliar o nível de fluência em inglês nesse caso e acreditará que o nível dele é básico”, explica Dew.

Investir em um curso de inglês

Parece uma dica básica, mas só na aparência. Dizer ser fluente em inglês é a principal mentira dos brasileiros em um processo seletivo – 41% dos currículos analisados em uma pesquisa recente feita pela DNA Outplacement mostravam essa fraude. Porém, isso é algo facilmente comprovável durante a entrevista. Se o problema é a pressa, um curso de inglês em imersão oferece resultados muito mais rápidos, devido à exposição constante ao idioma. Hoje há escolas especializadas em imersão on-line, como, por exemplo, a EAC Personnalité. As aulas são individuais, em tempo real, e acontecem todos os dias da semana, o que propicia um desenvolvimento acelerado – é possível ir do nível básico ao avançado em apenas 8 meses.

O que não se deve é subestimar a importância de cursar aulas de inglês, segundo o diretor da agência de recrutamento Hays, Raphael Falcão. E isso independentemente de a entrevista ser ou não conduzida no idioma. “A exigência de fluência aumentou muito”, diz ele. “Para ser mais competitivo na carreira é fundamental investir em um curso de inglês, mais até do que em um MBA.”

Para saber mais
EAC Personnalité
www.eacprime.com

Website: http://www.eacprime.com

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