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Brasil participa com protagonismo da Bett UK 2026, em Londres

por admin

Lideranças brasileiras mostram como tecnologia, monitoramento e participação pública podem mudar o futuro do ensino; programas como Alfabetiza, Provão Paulista e Parceiro da Escola despertam interesse internacional

De 21 a 23 de janeiro, Londres se transformou no centro global de discussões sobre o futuro da educação. A Bett UK 2026, realizada no Excel London, reuniu mais de 35 mil participantes de 130 países, consolidando-se como o maior evento mundial de tecnologia e inovação educacional. Foram mais de 600 expositores — de startups promissoras a gigantes da EdTech — além de uma intensa programação gratuita voltada à formação continuada de educadores.

Com o lema “learning without limits”, os debates abordaram temas cruciais como inclusão, inteligência artificial, avaliação, gestão escolar e ensino híbrido. A delegação brasileira, liderada por Claudia Valerio, diretora-geral da Bett Brasil, foi composta por cerca de 300 representantes dos setores público e privado, da educação básica ao ensino superior.

Destaque paulista: o maior sistema educacional da América Latina

Logo no primeiro dia, o Brasil ganhou visibilidade com a participação de Renato Feder, secretário de Educação do Estado de São Paulo, no painel “Public education in the state of São Paulo: strategy, indicators and innovation”. Com 5 mil escolas e 3 milhões de alunos, São Paulo abriga o maior sistema educacional da América Latina.

Feder destacou a importância de oferecer suporte direto ao professor em sala de aula, com materiais como livros físicos, apresentações em PowerPoint, provas padronizadas e formação continuada. A estratégia alia apoio pedagógico a um sistema rigoroso de monitoramento, que abrange desde a frequência dos alunos até o uso de tecnologias, passando pela adesão dos docentes à formação. A taxa de presença subiu para 89%, o equivalente a 300 mil estudantes a mais em sala de aula diariamente.

Entre os programas estruturais citados, está o Alfabetiza, inspirado na bem-sucedida experiência do Ceará, que une esforços do estado com os municípios na alfabetização infantil. Outro destaque foi a expansão do ensino técnico-profissional, que saltou de 30 mil para 200 mil matrículas.

Feder também apresentou o Provão Paulista, uma iniciativa que permite que estudantes do ensino médio concorram a vagas em universidades públicas estaduais — como USP, Unesp, Unicamp e Fatecs — diretamente de suas escolas. A proposta vem incentivando o engajamento dos alunos e elevando suas aspirações acadêmicas.

Paraná leva modelo inovador de parceria público-privada

A educação paranaense também marcou presença com a apresentação do programa Parceiro da Escola, conduzida por João Luiz Giona Junior, diretor-geral da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR). Ele esteve acompanhado por representantes da APG.Gov e da Tom Educação, dois dos principais parceiros responsáveis pela implementação da iniciativa — um modelo de cogestão que redefine os limites entre a responsabilidade pública e a expertise privada na operação das escolas.

Criado pela Lei Estadual nº 22.006/2024, o programa mantém sob responsabilidade exclusiva do governo os aspectos pedagógicos e curriculares da educação. Já empresas privadas selecionadas assumem a gestão administrativa, da infraestrutura e dos serviços de apoio — como manutenção, segurança e limpeza — em escolas estaduais participantes. O objetivo é liberar diretores e equipes pedagógicas para se dedicarem integralmente à melhoria do ensino e da aprendizagem.

As escolas participantes são selecionadas com base em indicadores de desempenho e nos resultados de consultas públicas realizadas com a comunidade escolar, garantindo a aprovação local para a adesão ao programa. Cada parceria é regida por contratos com metas claras e monitoramento rigoroso em áreas como frequência dos alunos, desempenho acadêmico, qualidade da infraestrutura e satisfação da comunidade.

“O Parceiro da Escola é um exemplo concreto de como governos podem combinar liderança pública com capacidades do setor privado para escalar inovação e gerar impacto na educação”, afirma Makerley Silva, diretor-geral da APG.Gov. “O modelo oferece lições valiosas para formuladores de políticas, gestores educacionais e agências internacionais de desenvolvimento.”

Para Giona, a apresentação do programa em Londres teve um significado especial. “O fato do evento acontecer no Reino Unido é simbólico, já que nosso modelo foi inspirado no sistema de academias britânicas”, revela.

Cesar Cunha, diretor-geral da Tom Educação, destaca a relevância internacional do debate. “Não falamos apenas de reforma educacional no Brasil. Participamos de uma busca coletiva por soluções sustentáveis e escaláveis para os desafios comuns da educação pública em todo o mundo.”

Fonte: https://www.centralpress.com.br/

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