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Moda digital: roupas do universo dos games influenciam moda da vida real

por Paulo Fernandes Maciel

Uma das etapas mais apreciadas pelos jogadores na hora de aproveitar um game é reservar um tempo para montar seu personagem com cuidado, pensando em uma skin – termo usado para se referir às roupas e aos acessórios usados pelos personagens um verdadeiro desfile de moda digital – interessante e que represente bem o estilo do dono da conta.

Esse cuidado na hora de escolher o estilo do personagem do jogo não é de hoje. Basta lembrar de jogos antigos voltados para crianças onde um dos objetivos era escolher as peças que seriam usadas pelos personagens para determinadas ocasiões. Atualmente, entretanto, o estilo do personagem ganhou outro nível de importância, podendo influenciar nos atributos de jogo e sendo um indicativo do nível do jogador.

Pandemia colaborou para impulsionar tendência até mesmo entre gigantes do setor

Nos últimos anos, a importância da moda para os jogadores foi finalmente notada por grandes empresas, que perceberam a tendência como uma maneira importante de capitalizar jogos, atribuindo valor a certos produtos. No final de 2019, a grife de luxo Louis Vuitton desenvolveu blusas, calças, brincos e coturnos exclusivos para o jogo League of Legends, um dos jogos para computador mais populares da Riot Games. As skins tinham o status de Prestígio (“premium”) e foram desenhadas para as personagens Qiyana (na foto) e Senna, integrantes do grupo musical True Damage, uma banda virtual com personagens que fazem parte do universo do jogo. A Nike foi outra marca que participou da tendência e criou uma coleção completamente inspirada em Michael Jordan para o jogo Fortnite, desenvolvido pela Epic Games.

No mundo fora dos jogos, as skins movimentam muito dinheiro. Além do lançamento de roupas virtuais para o público usar na vida real, as skins, especialmente versões mais raras, são objetos de desejo de muitos jogadores. Em jogos como Counter-Strike: Global Offensive, skins raras de armas e facas chegam a ser arrematadas por colecionadores por valores acima de R$ 600 mil.

Pandemia intensificou a moda digital

Por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, a moda precisou se tornar mais virtual do que nunca. Com o uso de ferramentas digitais para garantir a relevância; especialmente durante as temporadas de desfiles que acontecem ao longo do ano. Grandes marcas como Prada, Chanel, Dior e Balmain, por exemplo, exibiram suas novas coleções por meio de desfiles virtuais. O momento criou um espaço de experimentação e uso da tecnologia para criar experiências impressionantes. Algumas marcas foram além e se aproveitaram de outras mídias que não o vídeo; como a Balenciaga, que criou um jogo de videogame, chamado Afterworld:

The age of tomorrow, para apresentar sua nova coleção.

Games como vitrine

O público também foi afetado, e, sem a possibilidade de se expressar por meio das roupas usadas em ocasiões sociais e no dia a dia; passou a valer-se das redes sociais e dos jogos online como vitrines para mostrar seus gostos e personalidades. Os jogos online são uma ótima maneira de integrar pessoas, por mais longe que elas estejam; um aspecto que se tornou especialmente importante durante a pandemia, que exige o isolamento social.

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