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Estudo de macrodrenagem pode minimizar danos de enchentes

por Carlos Xandelly

Como o planejamento e a adoção de soluções complementares podem mitigar os prejuízos causados pelas cheias em grandes centros urbanos

 

Basta começar a estação das chuvas para o assunto enchente tomar conta dos noticiários – e junto com ele todos os problemas decorrentes das cheias. Mas como minimizar os efeitos negativos dos alagamentos nas grandes cidades? De acordo com o engenheiro civil Wagner Delano Hawthorne, coordenador de projetos e especialista em drenagem da Geasanevita, o problema precisa ser olhado de vários ângulos, além de muitos esforços conjuntos, para ser resolvido – ou, ao menos, mitigado.

 

Para começar, o especialista indica um criterioso estudo de macrodrenagem para avaliar o problema e traçar um plano de ações. Este trabalho é bem abrangente e envolve a análise minuciosa de rios, bacias, canais e escoamento do local a ser pesquisado.

 

A macrodrenagem é, de fato, um estudo hidrológico e hidráulico para determinar as vazões de enchentes e o dimensionamento das estruturas de desague ou amortecimento dos picos das cheias. A falta de um estudo deste tipo pode ocasionar enchentes e a permanência de áreas alagadas. “O trabalho faz uma análise mais abrangente da bacia hidrográfica e propõe medidas para minimizar ou mitigar os danos das enchentes com obras estruturais e outros projetos”, explica Hawthorne.

 

Segundo o especialista da Geasanevita, a partir deste estudo é possível saber quais as reais necessidades de cada área para minimizar os efeitos das enchentes e, então, traçar os projetos e planejar os investimentos.

 

Hawthorne explica que, em um terreno natural, a absorção da água de chuva chega a 80%, ou seja, grande parte do volume infiltra no solo. Mas em lugares que cresceram desordenadamente, sem áreas verdes e planejamento, há apenas 20% de infiltração. O restante escoa para pontos críticos e, se não tiver mecanismos para transportar esta água para o caminho natural que faria antes, as enchentes são praticamente certas.

 

O engenheiro comenta que piscinões podem colaborar para diminuir o problema, mas não é possível adotá-los como solução única. “Os piscinões amenizam um pouco o pico de uma cheia. Eles armazenam o escoamento por um tempo e vai liberando-o mais lentamente. No entanto, o problema exige vários agentes para ser resolvido, tais como: controle da ocupação do solo e do escoamento do lote de área de várzea para rios, aumento e preservação de áreas, políticas públicas de alerta de populações em áreas de risco e planos de evacuação deste pessoal e, por fim, uma ação mais consciente em não jogar lixo nas ruas”, comenta.

Sobre a Geasanevita:

Criada em 2001, a Geasanevita atua em projetos  de engenharia, saneamento e meio ambiente. Com consultoria especializada e profissionais altamente qualificados, atende os setores público e privado, em âmbitos nacional ou internacional. Os projetos desenvolvidos pela empresa envolvem licenciamento ambiental, estudos de infraestrutura em geral, tais como água, esgotamento sanitário, canais de drenagem, resíduos,  geração de efluentes e reúso de água, propondo sempre soluções que otimizam custos e atendam aos preceitos de certificação ambiental.

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