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Sua cadeira de trabalho está certa para você?

por Paulo Fernandes Maciel

Sua cadeira de trabalho está certa para você? 5 pontos que muita gente ignora no home office

Tempo de uso, regulagens, materiais e até a relação com a mesa e com o espaço da casa ajudam a definir o que realmente importa em uma cadeira de trabalho antes da escolha

Escolher uma cadeira para trabalhar parece simples até começarem as dúvidas. Apoio de cabeça é necessário? Quanto mais regulagens, melhor? Encosto em tela faz diferença? E aquela cadeira que parece confortável nos primeiros minutos continuará assim depois de algumas horas? Para André Voros, Gerente Estratégico de Produtos da Flexform, a escolha deveria da cadeira de trabalho começar entendendo bem quem vai usá-la e por quanto tempo.

“Não existe uma única configuração que seja ideal para todo mundo. Antes de olhar para a quantidade de recursos de uma cadeira de trabbalho, é preciso entender quem vai utilizá-la, e principalmente por quanto tempo e em qual ambiente. Uma regulagem se torna relevante quando ajuda a adaptar a cadeira ao usuário, e quando a pessoa conhece e sabe utilizar estes recursos.” – explica André.

A partir dessa lógica, o especialista aponta cinco questões que merecem atenção antes da compra da cadeira de trabalho

  1. Quantas horas você realmente passa sentado?

Uma cadeira usada eventualmente não precisa responder às mesmas necessidades de outra destinada a uma jornada inteira de trabalho.

Quanto maior o período de uso, mais importante se torna observar de que maneira a cadeira pode acompanhar as características de quem se senta nela. Além da regulagem de altura, entram nessa conta apoio lombar, apoio de braços, inclinação do encosto e, em alguns modelos, profundidade do assento (auxilia pessoas com maior estatura).

“Quando o uso é prolongado, a possibilidade de ajuste ganha importância. O ideal é que a pessoa consiga configurar a cadeira de acordo com suas características físicas e com a atividade que desempenha, em vez de simplesmente se adaptar a uma posição fixa. Existem modelos que oferecem o uso da cadeira com encosto destravado, conhecido como sistema relax. Esse recurso permite um movimento contínuo, favorecendo a circulação e reduzindo a pressão na coluna, o que ajuda a minimizar dores nas costas e proporciona uma experiência de conforto prolongado.” – completa.

  1. Mais regulagens significam uma cadeira melhor?

Nem sempre. Mais importante do que contar mecanismos é entender o que cada um deles faz e quais realmente serão úteis para você. A regulagem de profundidade do assento, por exemplo, garante que pessoas de diferentes estaturas fiquem bem acomodadas no assento. O apoio lombar ajustável oferece sustentação à região mais exigida das costas, promovendo saúde postural, enquanto apoio de braços reguláveis ajudam na relação com a mesa. Até o apoio de cabeça, muitas vezes percebido como sinônimo de conforto, deve ser avaliado e utilizado em momentos de descanso.

Cadeira de trabalho Tecton, Flexform – foto divulgação

A Tecton, da Flexform, é um exemplo de cadeira que reúne diferentes possibilidades de configuração, com ajustes de profundidade do assento, apoio lombar, apoio de braços e inclinação do encosto. Mas o princípio vale independentemente do modelo: ter poucas ou muitas regulagens só faz diferença quando quem utiliza a cadeira conhece os ajustes e sabe aplicá-los corretamente. “Não se trata de procurar a cadeira com o maior número de recursos. A pergunta mais importante é: conheço e saberei utilizá-los da melhor maneira a garantir o conforto e bem-estar.”

  1. Você já prestou atenção ao material da cadeira?

Formato e estofamento costumam ser percebidos rapidamente. Ventilação e troca térmica, nem tanto, até que algumas horas de trabalho se passem.

Encostos em tela favorecem a circulação de ar e podem ser especialmente interessantes em ambientes mais quentes ou para períodos prolongados de uso. Há modelos em que essa característica aparece também no assento.

Cadeira de trabalho Legacy, Flexform – foto divulgação

É o caso da Legacy, da Flexform, que utiliza tela tanto no encosto quanto no assento. O exemplo ajuda a chamar atenção para um critério que muitas vezes fica em segundo plano durante a compra: o material também interfere na experiência de uso ao longo do dia.

  1. A cadeira funciona com a sua mesa?

A cadeira não trabalha sozinha. Ela faz parte de uma estação composta por mesa, computador, teclado e outros elementos que interferem na posição adotada ao longo do dia.

Por isso, uma cadeira considerada confortável isoladamente pode não funcionar tão bem quando colocada diante de uma mesa com altura ou proporções incompatíveis. Você sabia que a altura ideal de uma mesa deve variar entre 72 e 75 cm? Fora dessas medidas, a cadeira pode não se ajustar corretamente, comprometendo o uso e o conforto.

“Às vezes se espera que a cadeira resolva sozinha toda a estação de trabalho. É importante olhar para o conjunto e, depois da escolha, dedicar alguns minutos aos ajustes. Uma boa cadeira mal regulada perde parte do que poderia oferecer ao usuário.”

  1. Onde essa cadeira vai ficar quando o expediente terminar?

O home office trouxe uma questão que não existia da mesma forma no escritório tradicional: a cadeira passou a fazer parte da casa.

Cadeira Dot, Flexform – foto divulgação

Dividindo espaço com o mobiliário

Ela pode dividir espaço com o quarto, a sala ou ocupar apenas um pequeno canto destinado ao trabalho. Isso coloca dimensões, desenho, materiais e cores entre os critérios de escolha. A Dot, cadeira premiada com o Good Design Award, o mais prestigiado prêmio de design do mundo, também da Flexform, exemplifica essa aproximação entre os dois universos. Com desenho dos designers italianos Baldanzi & Novelli e diferentes possibilidades de cores, a cadeira mostra como um produto de trabalho pode assumir uma presença menos corporativa dentro do ambiente residencial.

Mais do que escolher entre estética ou funcionalidade, a questão passa a ser encontrar uma peça capaz de conviver com as duas coisas.

“No home office, o contexto mudou. Além de atender às necessidades do trabalho, a cadeira está inserida em um ambiente residencial. Funcionalidade continua sendo fundamental, mas dimensões, materiais e desenho também passam a fazer parte dessa decisão.”

Concluindo

“No fim, escolher bem não significa necessariamente encontrar a cadeira com mais recursos. Significa entender como você trabalha, por quanto tempo, em qual espaço e mais do que isso, é conhecer plenamente as características da cadeira escolhida para aproveitar todo o seu potencial e transformar sua rotina em uma experiência de conforto e produtividade.”

Fonte: André Voros, Gerente Estratégico de Produtos da Flexform. www.flexform.com.br

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