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Habilidades que vão alavancar a carreira tech em 2026

por Paulo Fernandes Maciel

7 habilidades que vão alavancar a carreira tech em 2026, segundo a VP of People da BRQ


Da fluência em IA à visão de produto, Verônica Coelho revela as habilidades e capacitações que ganharão peso nas promoções e oportunidades de carreira no próximo ano

Impulsionado por IA generativa, automação, segurança digital e novas pressões de eficiência, o mercado de tecnologia segue em evolução acelerada. A expectativa da Gartner aponta que os investimentos globais em TI devem ultrapassar US$ 6,08 trilhões em 2026, um avanço de 9,8% em relação a 2025. Para profissionais que desejam usar as suas habilidades para crescer na área, algumas competências e posturas serão decisivas para se manterem relevantes e preparados para as novas exigências das empresas.

Visão da empresa


Segundo Verônica Coelho, VP of People da BRQ Digital Solutions, líder em IA Generativa e Evolução Digital, não se trata mais apenas de dominar ferramentas, mas de saber aplicar tecnologia para gerar impacto real, acelerar decisões e criar valor. “Quem conseguir desenvolver esse equilíbrio vai ocupar os espaços mais estratégicos”, afirma.


Para Verônica, as áreas de tecnologia estão passando por um momento em que as empresas não buscam apenas especialistas técnicos, mas profissionais capazes de conectar habilidades humanas, visão de negócio e domínio de novas tecnologias como IA. “As competências que antes eram diferenciais agora são pré-requisitos para quem quer crescer. O mercado está mais competitivo, e a combinação entre aprendizado contínuo e impacto real no negócio se tornou o principal indicador de evolução na carreira”, complementa a executiva.

habilidades


Diante disso, a executiva lista as sete habilidades e competências que devem ganhar mais relevância em 2026:

Trabalhar tecnologia com visão de negócio
Conectar decisões técnicas ao impacto real no negócio se tornou um dos principais critérios de crescimento na área de tecnologia. Empresas estão priorizando profissionais que entendem o problema que estão resolvendo, conhecem métricas do produto e conseguem relacionar suas entregas a indicadores como eficiência, custo e experiência do cliente. “O profissional cresce quando entende o porquê das decisões. Quem consegue traduzir requisitos técnicos em valor para o cliente passa a participar de discussões estratégicas, ganha visibilidade e avança mais rápido”, explica Verônica.

Desenvolver habilidades de colaboração e liderança
Essa visão de tecnologia orientada ao negócio exige profissionais capazes de colaborar mais ativamente com diferentes áreas e facilitar a troca de informações para que decisões técnicas avancem com clareza e menos retrabalho. Em times multidisciplinares, a habilidade de articular expectativas, integrar perspectivas e dar visibilidade ao que está sendo entregue se tornou parte do crescimento técnico, não apenas comportamental.

    “A liderança técnica surge quando o profissional consegue conectar pessoas, alinhar prioridades e ajudar o time a avançar. Quem atua como facilitador e integra tecnologia ao resultado do negócio costuma aparecer mais cedo nos processos de promoção, mesmo antes de assumir um cargo formal”, adianta a executiva. “Do ponto de vista de People, observamos uma mudança clara no que as áreas valorizam. Hoje, a maturidade para trabalhar em conjunto, dividir contexto e sustentar acordos coletivos pesa tanto quanto o domínio técnico. Essas habilidades mostram prontidão para lidar com desafios maiores e influenciar o time de forma positiva”, complementa.

    Evolução e aprendizado contínuos

    Buscar aprender de forma contínua orientando-se ao impacto
    Em um cenário onde tecnologia e negócio caminham juntos, atualizar-se significa tanto dominar novas ferramentas, quanto compreender como cada nova habilidade contribui para decisões mais eficientes, fortalece a integração entre áreas e reduz o retrabalho. Profissionais que direcionam seu desenvolvimento para resolver problemas reais e apoiar prioridades do time se tornam mais relevantes e ganham visibilidade rapidamente. Para Verônica, “as tecnologias têm ciclos cada vez mais curtos. Aprender com propósito virou um diferencial claro”.

    Desenvolver fluência em IA e automação
    A expansão da IA generativa está remodelando processos, decisões técnicas e expectativas de negócio. Mas a fluência em IA não se resume apenas ao uso de ferramentas. Ela envolve saber aplicar modelos com responsabilidade, prever impactos em custo, governança e performance, e identificar onde a automação gera valor real. Profissionais que conseguem equilibrar domínio técnico e visão estratégica se tornam essenciais na evolução das empresas. “Estamos em uma fase de integração profunda da IA ao core do negócio. Quem entende o potencial e as limitações dos modelos, sabe desenhar fluxos seguros e consegue medir impacto direto no produto, entra mais rápido em projetos estratégicos”, explica Verônica.

    Se aprofundar em segurança da informação
    E devido a esse avanço da IA e a integração entre áreas técnicas e de negócio, a superfície de risco cresceu. Uma falha simples pode gerar vazamento de dados, perdas financeiras e impacto direto na confiança do cliente. Por isso, a segurança deixou de ser uma responsabilidade restrita a especialistas. Entender princípios de proteção de dados, práticas seguras de desenvolvimento e requisitos regulatórios passou a fazer parte do dia a dia de quem participa da construção de produtos digitais.

    Fortalecer habilidades de comunicação
    Com a IA automatizando tarefas técnicas e acelerando decisões, a comunicação passou a ser ainda mais determinante para que o trabalho gere impacto. Times precisam entender rapidamente as escolhas feitas, os riscos envolvidos e a lógica por trás de cada solução, e isso só acontece quando o profissional consegue estruturar argumentos claros, traduzir complexidade e dialogar com áreas não técnicas. “Em um ambiente onde tecnologia participa diretamente das decisões de negócio, comunicar bem deixou de ser um ‘soft skill’ e virou ferramenta de trabalho. No processo seletivo, a capacidade de organizar ideias e sustentar conversas objetivas tem se tornado um diferencial nítido. Profissionais que conseguem contextualizar decisões e navegar entre áreas diferentes demonstram preparo para contribuir de forma mais estratégica”, afirma Verônica.

    Criar repertório em produtos digitais
    Com tecnologia cada vez mais integrada ao core das empresas, compreender como produtos são concebidos, testados, lançados e ajustados no mercado se tornou um diferencial competitivo. Profissionais que entendem jornadas de usuário, métricas de adoção, modelos de experimentação e estratégias de crescimento conseguem tomar decisões técnicas mais alinhadas às prioridades do negócio. Esse repertório permite antecipar riscos, propor soluções mais eficazes e participar de discussões que vão além da execução. “Quem domina conceitos de produto dialoga melhor com o negócio, contribui para decisões estratégicas e deixa de ser apenas executor para assumir papel de protagonista na evolução das soluções”, conclui Verônica Coelho.

      Sobre a BRQ Digital Solutions


      Líder em GenAI e Evolução Digital, a BRQ é a parceira one-stop shop na jornada de evolução dos negócios. Com um ecossistema completo que integra estratégia, dados e tecnologia — de Modernização e Aplicações Digitais a GenAI e Analytics — entrega agilidade, eficiência e inovação sustentável. Sua abordagem é hiperpersonalizada e focada em impacto imediato, conectando estratégia e tecnologia para atender às necessidades reais dos negócios e posicionar seus clientes na liderança da nova economia digital.


      Para mais informações, personagens e/ou dúvidas sobre a empresa clique: BRQ Digital Solutions

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