Golpes por voz clonada deixam bancos brasileiros em alerta: uma fraude a cada 2,3 segundos
Criminosos usam deepfakes de voz clonada e dados vazados para induzir decisões rápidas via WhatsApp e outras ; especialista da LC SEC recomenda validações em múltiplos canais e palavras-código familiares
Fraudes usando clonagem de voz por inteligência artificial estão em rápida expansão, causando perdas bilionárias e afetando milhões de brasileiros. No primeiro semestre de 2025, a Serasa Experian registrou 6.937.832 tentativas de fraude no país, com média de uma ocorrência a cada 2,3 segundos, das quais 53,7% foram direcionadas a bancos e emissores de cartões, segundo a própria Serasa Experian. Nos Estados Unidos, perdas com impersonation scams chegaram a quase US$ 3 bilhões em 2024, de acordo com a FTC.

O aumento de deepfakes de voz clonada preocupa reguladores e autoridades policiais, que alertam para o uso de voz sintética para obter acesso a contas bancárias e informações pessoais, segundo o FBI/IC3.
Segundo Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, empresa especializada em cibersegurança e compliance internacional: “O realismo do áudio sintético transforma a voz em uma prova emocional imediata. Agora, o criminoso não precisa invadir sistemas: ele convence pessoas e processos a liberar transações em segundos. A combinação de pressa, confiança e dados já expostos amplia o risco em pagamentos instantâneos.”
FinCEN
O problema cresce em escala global. A FinCEN, autoridade financeira dos EUA, alertou sobre aumento de fraudes usando deepfakes para contornar verificações de identidade e autenticação, segundo a própria FinCEN. Relatórios como o Identity Fraud Report 2025 indicam que, em 2024, houve uma tentativa de deepfake a cada cinco minutos, sendo deepfakes responsáveis por parcela significativa das fraudes biométricas analisadas, conforme a Entrust. No Brasil, o volume de transações via Pix em 2024 atingiu R$ 27,3 trilhões, em 63,7 bilhões de operações, segundo a Febraban, ampliando a superfície para golpes que exploram rapidez e pressão.
Para instituições financeiras, a LC SEC recomenda revisões de fluxos de atendimento e autenticação, validações em múltiplos canais, treinamentos para reconhecer sinais de manipulação, como urgência, pedidos fora do fluxo ou tentativa de manter a vítima na linha, e políticas proporcionais ao impacto. Para usuários, a orientação central é: desligue ao suspeitar, valide pelo número oficial e combine palavras-código familiares fora de redes sociais. Limites e alertas em aplicativos ajudam a reduzir danos caso a pressão funcione.
Luiz Claudio conclui: “Estamos diante de uma nova fronteira do crime digital, onde a engenharia social supera barreiras técnicas. O apoio de bancos e fintechs, aliado a programas de conscientização e monitoramento de táticas emergentes, é essencial para proteger clientes e reduzir perdas.”
Sobre a LC SEC
A LC SEC é uma consultoria especializada em segurança da informação e compliance, com atuação no Brasil e na Europa há mais de 10 anos. A empresa já executou mais de 150 projetos em cibersegurança e adequação a normas internacionais, incluindo ISO 27001, ISO 42001, SOC2, PCI DSS, NIST, LGPD, GDPR e DORA. Em 2025, ampliou seu portfólio com soluções inovadoras de Threat Intelligence baseadas em IA e auditorias internas.