Biotecno Refrigeradores e Freezers científicos leva o Taura tecnologia brasileira que amplia acesso a transplantes de órgãos à maior feira de saúde da América Latina
Empresa gaúcha apresenta na Hospitalar o Taura, equipamento que pode dobrar o tempo de preservação de órgãos e reduzir o impacto nos transplantes de longas distâncias
O Taura tecnologia brasileira voltada ao avanço dos transplantes é destaque da 31ª edição da Hospitalar, maior feira de saúde da América Latina.
A Biotecno, empresa do interior do Rio Grande do Sul, apresenta ao público do evento o Taura, equipamento desenvolvido para preservar órgãos por mais tempo durante o transporte entre doador e receptor. A inovação chega em um momento em que a demanda por transplantes segue elevada no país.

Atualmente, cerca de 78 mil pessoas aguardam na fila por um órgão no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
A Hospitalar
A feira acontece entre os dias 19 e 22 de maio, no São Paulo Expo, e é considerada um dos principais eventos do setor de saúde do mundo reunindo delegações de mais de 55 países, incluindo participações inéditas de Sri Lanka e Filipinas, com empresas, pesquisadores e especialistas em busca de novas soluções para a medicina.
Confira o vídeo da Hospitalar 2025:
Desenvolvido ao longo de mais de uma década de pesquisas, o Taura foi criado para monitorar e preservar as condições ideais de órgãos durante o transporte. O equipamento é indicado para corações, fígados e rins e já foi utilizado em mais de 30 procedimentos realizados no Brasil.
Até o momento, nenhum dos transplantes feitos com o suporte da tecnologia embarcada no Taura registrou rejeição do enxerto. “O transporte de órgãos sempre foi uma corrida contra o tempo. Desde a retirada do coração, do fígado ou dos rins do doador até o implante no receptor, há um período crítico chamado de isquemia, durante o qual o órgão permanece sem irrigação sanguínea. A medicina estabeleceu que quatro horas é o limite seguro para essa janela no caso do coração, mas o Taura pode preservar o órgão por até oito horas”, explica Lídia Linck, CEO da empresa.
Escassês de doadores
Em um país de dimensões continentais como o Brasil, esse fator geográfico impõe um desafio adicional. Órgãos captados em regiões distantes dos grandes centros transplantadores muitas vezes não podiam ser aproveitados, reduzindo um estoque já escasso de doadores. Foi justamente para enfrentar esse cenário que a Biotecno desenvolveu o Taura, uma caixa térmica de alta precisão capaz de manter o órgão em temperatura controlada entre quatro e dez graus Celsius, ampliando a janela segura de transporte. Ao preservar melhor as condições do órgão durante o trajeto, a tecnologia permite que equipes médicas possam buscar órgãos em distâncias maiores e ampliar as possibilidades de compatibilidade entre doadores e receptores.

Durante a Hospitalar, o Taura é apresentado ao público como um exemplo de inovação nacional capaz de competir com soluções estrangeiras e de reposicionar o Brasil como produtor de tecnologia crítica em saúde.
O equipamento também incorpora recursos de segurança e rastreabilidade. As baterias internas são do tipo VRLA, sem risco de combustão e homologadas para transporte em aviação comercial, permitindo deslocamentos aéreos com segurança. Outro diferencial é o monitoramento remoto contínuo da temperatura e da localização durante todo o trajeto, garantindo previsibilidade e rastreabilidade científica. Enquanto soluções adotadas nos Estados Unidos e no Canadá são descartáveis e custam cerca de cinco mil dólares por unidade, a tecnologia brasileira é reutilizável e tem vida útil estimada entre cinco e seis anos.
Conheça um pouco sobre a Biotecno:
O cardiologista Juglans Alvarez, diretor cirúrgico do Programa de Transplantes Cardíacos do Instituto de Cardiologia de Porto Alegre, uma das instituições que adotaram a tecnologia, explica a relevância do avanço. Segundo ele, o resultado prático dessa melhor preservação se reflete no pós-operatório. Quando o órgão chega em melhores condições, o paciente necessita de menos tempo de intubação e de menor suporte farmacológico. Os dados colhidos nos primeiros casos confirmam essa tendência. “Nos primeiros 30 casos da série realizada pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul e pelo InCor, que foi submetida para publicação científica, a taxa de disfunção de enxerto foi bem mais baixa. E o tempo de preservação do enxerto aumentou bastante também. Ou seja, pudemos ir mais longe buscar órgãos e os resultados melhoraram”, afirma o médico.
Serviço
Feira Hospitalar 2026 – Lançamento do Taura da Biotecno
Data: 19 a 22 de maio de 2026
Local: São Paulo Expo – Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, São Paulo, SP
Informações: Hospitalar 2026
Sobre a Biotecno e Taura
Empresa fundada em Santa Rosa (RS) em 2001, a Biotecno atua no desenvolvimento de soluções para refrigeração científica e transporte de órgãos. O Taura é indicado para coração, fígado e rins, amplia a janela segura de transporte para até oito horas e já foi utilizado em mais de 25 transplantes bem sucedidos, sem registro de rejeição.