Tecnologia VIU testada em SP aponta impacto milionário de trotes no atendimento de emergência
A tecnologia da VIU utiliza vídeo ao vivo, geolocalização e interação direta com o cidadão
O alto volume de trotes e chamados improdutivos ainda é um dos principais gargalos das centrais de emergência no Brasil, com impacto direto sobre a capacidade de resposta das forças de segurança e sobre os cofres públicos. Apenas em São Paulo, estimativas indicam cerca de 100 mil falsos avisos por mês, o que pode representar um custo aproximado de R$ 28 milhões mensais com deslocamentos e mobilização desnecessária de equipes. Esse cálculo foi estruturado a partir de dados operacionais do COPOM utilizados nas provas de conceito e aponta para um impacto que pode chegar a cerca de R$ 102 milhões mensais em escala estadual.

Nesse contexto, soluções tecnológicas começam a ser testadas para enfrentar diretamente esse problema. Uma delas é a VIU, software voltado à modernização do atendimento de emergências, que permite validar ocorrências em tempo real antes do envio de recursos.
Validada no COPOM da Polícia Militar
A empresa já conduziu provas de conceito no Brasil, incluindo validações no COPOM da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros de São Paulo, e deve iniciar novas etapas de testes em outras corporações nas próximas semanas.
A tecnologia da VIU utiliza vídeo ao vivo, geolocalização e interação direta com o cidadão. A partir de um link enviado durante a chamada, o operador da central passa a ter acesso imediato a imagens, áudio e localização, o que permite qualificar o chamado, reduzir falsos acionamentos e otimizar a triagem. Na prática, isso se traduz em ganho operacional relevante, com melhora no tempo de resposta e no uso da frota.
|Presença da VIU
A VIU já opera em Bogotá e na Cidade do México, segunda maior cidade da América Latina, o que reforça a aplicação da tecnologia em grandes centros urbanos. O avanço das provas de conceito no Brasil indica um movimento crescente de abertura das corporações para soluções que ajudem a reduzir desperdícios estruturais e aumentar a eficiência do serviço público.