ABRAPE lança IMD 2025/2026 para mapear maturidade digital lança IMD 2025/2026 para mapear maturidade digital e uso de IA no setor de eventos
Levantamento d ABRAPE mostra que, embora a maioria das empresas tenha familiaridade com a inteligência artificial, seu uso ainda se concentra na criação de conteúdo, com baixa aplicação na gestão financeira
A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), em parceria com a empresa de tecnologia Peppow, lançou o IMD ABRAPE | Peppow 2025/2026 – Índice de Maturidade Digital e de Inteligência Artificial do Setor de Eventos, pesquisa inédita que avalia o estágio de digitalização, gestão e uso de tecnologia pelas empresas do segmento no Brasil.
O levantamento ouviu 74 empresas e profissionais, majoritariamente sócios, proprietários e diretores, e analisou quatro pilares centrais da operação: gestão financeira, processos e governança, ferramentas e infraestrutura, e uso de inteligência artificial (IA). O objetivo é compreender como esses fatores se conectam ou não à sustentabilidade econômica das operações.
O estudo
Segundo Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da ABRAPE, o estudo vai além do diagnóstico tecnológico: “O IMD busca entender como processos, ferramentas, gestão financeira e IA se conectam ou não com a sustentabilidade econômica das operações. A ideia é estabelecer um ‘ponto zero’, que permita acompanhar a evolução do setor ano a ano, com dados comparáveis, e orientar empresas, associações e formuladores de políticas públicas.”

Conteúdo
Conteúdo Os dados mostram que 79,7% dos respondentes declaram algum nível de familiaridade com IA, mas o uso da tecnologia ainda está fortemente concentrado em atividades de criação de conteúdo, como textos, imagens e apresentações. A aplicação em áreas críticas da gestão financeira, como precificação, definição de margem e fluxo de caixa, permanece limitada. Entre as empresas que apontam definir margem e precificação como sua principal dor, apenas 25% utilizam a solução para essa finalidade.
Para Doreni, essa diferença reflete o nível de estruturação dos negócios. “Aplicar IA à gestão financeira exige dados estruturados, processos organizados e integração entre sistemas, algo que ainda não é realidade para grande parte do setor. Criar conteúdo é rápido e acessível. Já usá-la para precificação, margem ou fluxo de caixa pressupõe histórico confiável de custos, contratos, impostos e pagamentos e muitos negócios ainda operam com planilhas desconectadas e negociações espalhadas em canais informais”, avalia.
O IMD
Níveis de maturidade O IMD dividiu o setor de eventos em três níveis de maturidade digital: Baixa: 37,8%, Média: 35,1% r Alta: 27%. O estudo também identificou diferenças relevantes entre modelos de negócio. Empresas B2C, cuja principal receita vem da venda de ingressos, apresentam 40,7% de maturidade digital alta, enquanto empresas B2B, dependentes de contratos corporativos, patrocínios e verbas públicas, alcançam 23,7%. Avalia Doreni:
“O B2C foi forçado a se digitalizar mais cedo por causa da bilheteria online, dos sistemas de pagamento e do split automático. No B2B, mesmo com contratos e pedidos formais, ainda prevalecem planilhas soltas, processos manuais e pouca integração entre contrato, faturamento e pagamentos”.
Outro ponto de atenção revelado pelo estudo é o baixo nível de reserva financeira no setor. Mais de 58% das empresas estão na menor faixa de fôlego de caixa, o que reduz a capacidade de investir em tecnologia, capacitação e mudança de processos. “Isso inviabiliza decisões de curto prazo, como antecipação de recebíveis ou concessão de descontos excessivos, em vez de investimentos estruturantes. Muitas empresas acabam vendendo o futuro para pagar o presente, o que dificulta a adoção de soluções digitais mais robustas e o uso estratégico da IA”, salienta o presidente da ABRAPE.
Gestão
Gestão O estudo também indica que o tamanho da empresa não é determinante para a maturidade digital, mas sim o modelo de gestão adotado. “Vemos microempresas tão maduras quanto grandes quando conseguem integrar processo, ferramenta e dados. É uma questão de modelo de gestão, não de orçamento de TI. Empresas mais maduras conseguem precificar melhor, negociar com mais segurança e absorver riscos, ampliando a competitividade no médio prazo”, afirma Doreni.
ABRAPE e Peppow
A ABRAPE e a Peppow pretendem atualizar o IMD anualmente, transformando o índice em um check-up contínuo. “A maturidade digital e o uso inteligente da IA serão decisivos para a profissionalização do setor. Não como modismo, mas como infraestrutura de sobrevivência econômica. Empresas que conseguirem integrar dados financeiros, contratos, fornecedores e pagamentos terão mais previsibilidade, margem e capacidade de crescimento”, conclui Doreni.
Acesse aqui o relatório completo.
Sobre a ABRAPE
Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos – ABRAPE, tem, atualmente, mais de 850 associados, sediados em todos os Estados da Federação, que representam o PIB dos eventos do Brasil. Foi a entidade que liderou o setor na pandemia, protagonizando a criação e a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos PERSE: o maior programa de transação fiscal da história do Brasil e o principal Programa de desoneração fiscal após do Simples Nacional. Com importante representatividade, é referência em associativismo de classe.