Apenas 1 Único data center de IA pode injetar R$ 1,5 bilhão no PIB e gerar 12 mil empregos no Brasil
A adoção da IA impulsiona nova geração de data center de IA no Brasil segundo a projeção apontada estudos feitos por entidades de pesquisa parceiras e encomendadas pelo Grupo Engemon.
Estudo da FGV estima que um único empreendimento de data center de IA com 100 MW pode acrescentar R$ 1,5 bilhão ao PIB brasileiro, gerar R$ 590 milhões em renda e mobilizar mais de 12 mil empregos
A rápida adoção da inteligência artificial está ampliando a necessidade de processamento, armazenamento e distribuição de dados em todo o mundo. Nesse cenário, os data centers ganham importância como infraestrutura estratégica para a economia digital, abrindo oportunidades para os setores de tecnologia, engenharia, construção, energia e serviços especializados.
US$ até 6.7 trilhões
Projeções indicam que os investimentos globais em data centers de IA podem alcançar US$ 6,7 trilhões até 2030, sendo aproximadamente 70% desse montante associado à demanda por infraestrutura dedicada à inteligência artificial. O avanço é impulsionado pela digitalização de setores tradicionais, pelo crescimento das aplicações em nuvem, pela multiplicação dos dispositivos conectados e pela adoção de IA por empresas de diferentes portes.

No Brasil, o potencial econômico dessa expansão já começa a ser dimensionado. Estudo recente da Fundação Getúlio Vargas estima que um único data center de inteligência artificial, com capacidade de 100 MW, pode acrescentar R$ 1,5 bilhão ao Produto Interno Bruto e gerar R$ 590 milhões em renda do trabalho, com efeitos diretos e indiretos sobre construção civil, engenharia, comércio, transporte e serviços.
A implantação de um empreendimento desse porte exigiria investimento total de aproximadamente R$ 25 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões seriam destinados à infraestrutura e R$ 20 bilhões a servidores, GPUs, sistemas de armazenamento e outros equipamentos computacionais. Durante os 18 a 36 meses de implantação, o projeto poderia mobilizar cerca de 12.560 empregos diretos e indiretos. Após o início da operação, aproximadamente 15% desses postos seriam sustentados de forma permanente, segundo o estudo.
Para Marco Alberto Silva, CEO do Grupo Engemon, a expansão representa uma oportunidade relevante para o país, mas precisa ser acompanhada por planejamento técnico, análise da demanda e projetos preparados para evoluir junto com a tecnologia. “A inteligência artificial está ampliando de forma acelerada a demanda por capacidade de processamento e armazenamento. É uma oportunidade importante, mas os investimentos precisam ser acompanhados de planejamento técnico e de uma avaliação realista sobre demanda, energia, custos e capacidade de atualização”, afirma Marco Alberto Silva.

Crescimento do uso exige projetos de data center de IA ajustados à demanda
O entusiasmo em torno da inteligência artificial tornou-se um dos principais motivadores para a construção de novos data centers. A cada avanço tecnológico, aumenta a percepção de que as empresas precisam ampliar imediatamente sua capacidade computacional.
O risco surge quando decisões de investimento são tomadas sem avaliação detalhada sobre a necessidade real, o período de utilização, o retorno esperado e o ciclo de vida da infraestrutura. A Engemon defende que cada projeto seja desenvolvido de acordo com os objetivos e o perfil de operação do cliente, evitando soluções padronizadas e estruturas superdimensionadas. “O risco não está no crescimento dos data centers em si, mas em crescer sem critérios. Projetos pouco estudados podem gerar capacidade ociosa, desperdícios e necessidade de novos investimentos em um prazo muito curto”, acrescenta o CEO.
A companhia atua desde as etapas de planejamento e engenharia até a construção, entrega, operação e manutenção, buscando compatibilizar capacidade, eficiência, possibilidade de expansão e evolução tecnológica.
Energia torna-se fator estratégico
Os data centers funcionam ininterruptamente e dependem de sistemas robustos de energia, climatização, segurança, conectividade e redundância. Nas instalações voltadas à inteligência artificial, a elevada densidade computacional aumenta ainda mais a demanda elétrica. O consumo dos data centers tende a se expandir rapidamente no Brasil, superando o atual patamar de 700 MW. Esse movimento reforça a necessidade de disponibilidade energética, dimensionamento preciso e soluções capazes de ampliar a eficiência operacional.

“A energia deixou de ser apenas um custo operacional e passou a ocupar papel central na localização, no dimensionamento e na viabilidade dos novos empreendimentos. É preciso pensar o sistema energético como parte integrante do projeto”, explica Silva. Entre as soluções aplicadas estão a integração com fontes renováveis, a adoção de equipamentos mais eficientes e o desenvolvimento de estruturas escaláveis, que podem crescer conforme a ocupação e a demanda real.
Flexibilidade reduz risco de obsolescência
A velocidade de evolução da inteligência artificial modifica constantemente as exigências físicas dos data centers. Novos processadores podem demandar racks mais densos, maior capacidade elétrica, novas tecnologias de resfriamento, protocolos adicionais de segurança e adaptações na infraestrutura.
Estruturas projetadas apenas para as necessidades atuais podem exigir reinvestimentos em menos de cinco anos. Por isso, flexibilidade e escalabilidade tornaram-se elementos centrais para prolongar a vida útil dos empreendimentos e permitir atualizações sem reconstruções extensas. “Um data center não pode ser projetado apenas para o cenário de hoje. Ele precisa nascer preparado para evoluir, incorporar novas tecnologias e acompanhar as mudanças no perfil de processamento”, ressalta Marco Alberto Silva.
Projetos sob medida ajudam a controlar custos
A ampliação dos custos de construção, operação, energia e atualização tecnológica pode atingir também os usuários de serviços digitais, por meio de preços mais elevados ou menor competitividade. Projetos ajustados ao perfil real de utilização ajudam a evitar capacidade ociosa, reduzir desperdícios e tornar os custos mais previsíveis ao longo do ciclo de vida.
Para a Engemon, a personalização permite equilibrar investimento inicial, eficiência, segurança e possibilidade de expansão. “O futuro está em projetos personalizados, flexíveis e preparados para evoluir no ritmo da tecnologia e das necessidades de cada operação. Construir com inteligência é mais seguro do que simplesmente seguir uma tendência”, conclui o CEO.
Uma oportunidade estratégica para o Brasil
Além dos impactos diretos sobre o PIB, o emprego e a renda, a expansão dos data centers pode fortalecer a infraestrutura tecnológica nacional, ampliar a capacidade de processamento instalada no país e estimular a formação de profissionais especializados.
O estudo da FGV destaca que, para cada R$ 1 milhão investido no setor, podem ser gerados aproximadamente R$ 350 mil em renda do trabalho, incluindo salários no próprio segmento e remunerações em setores fornecedores. O levantamento também aponta que a consolidação do Brasil como hub internacional depende da integração entre energia, conectividade, hardware, software, inovação e qualificação profissional.
Na avaliação da Engemon, o país tem condições de transformar o avanço da inteligência artificial em uma nova frente de desenvolvimento, entregando projetos elaborados com disponibilidade energética, planejamento, engenharia especializada, sustentabilidade e visão de longo prazo.