Avanço da IA amplia demanda por infraestrutura digital e abre nova frente para conectividade no Brasil foram temas da SAMM no Atlantic Convergence 2026
Expansão de data centers e serviços de cloud pressiona demanda por redes de alta capacidade, baixa latência e infraestrutura distribuída; tema foi debatido por CEO da SAMM no Atlantic Convergence 2026, encontro internacional em Lisboa
A rápida expansão da inteligência artificial, dos serviços em nuvem e dos data centers está colocando a infraestrutura digital no centro de uma nova etapa de investimentos no Brasil. Por trás do avanço das aplicações de IA, cresce a necessidade de redes capazes de transportar volumes cada vez maiores de dados, garantir baixa latência e aproximar capacidade de processamento dos locais onde empresas e usuários estão.
Para Carlos Eduardo Sedeh, CEO da SAMM, o debate sobre inteligência artificial precisa avançar também sobre a infraestrutura que sustenta seu crescimento. “A inteligência artificial costuma aparecer na ponta da discussão, mas existe uma infraestrutura inteira por trás dela. Quanto mais aplicações de IA e cloud avançam, maior é a necessidade de capacidade de rede, baixa latência, disponibilidade e processamento mais próximo de onde os dados são gerados. Sem uma infraestrutura preparada para esse novo volume e essa nova dinâmica de tráfego, a transformação digital encontra um limite físico”, afirma Sedeh.
Atlantic Convergence Lisboa
O tema ganhou dimensão internacional nesta semana durante o Atlantic Convergence 2026, realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro, em Lisboa, Portugal. O encontro reúne lideranças da cadeia global de infraestrutura digital para discutir conectividade, data centers, cloud, cabos submarinos, edge computing, segurança e soberania em um cenário de expansão da inteligência artificial.
Sedeh participou da sessão “Brazil – Building Latin America’s AI and Digital Infrastructure Future”, dedicada ao papel brasileiro na construção da infraestrutura digital e de inteligência artificial da América Latina. O painel discutiu como o crescimento da demanda por conectividade, data centers e serviços em nuvem pode fortalecer a posição do Brasil na infraestrutura digital regional.
Expansão dos data centers
Na avaliação do executivo da SAMM, o país reúne condições importantes para avançar nesse mercado, mas a expansão dos grandes centros de processamento precisa caminhar junto com a capacidade de distribuir dados e serviços por diferentes regiões.
“Não se trata apenas de construir mais capacidade computacional. Essa capacidade precisa estar conectada. O desafio passa a ser como fazer os dados circularem com segurança, estabilidade e velocidade e como aproximar a infraestrutura dos ambientes em que ela efetivamente será utilizada. É aí que conectividade, cloud e edge deixam de ser discussões separadas e passam a fazer parte da mesma arquitetura”, explica.
Demanda começa a aparecer fora dos grandes centros
Esse movimento já pode ser observado na operação da SAMM. A companhia registrou crescimento de 150% no backlog de cloud privada, enquanto a receita recorrente anualizada (ARR) dessa frente mais que dobrou em relação a 2025. Nos data centers Edge operados pela empresa, a demanda relacionada à infraestrutura cresceu 50%.
ara Sedeh, os números ajudam a mostrar que a necessidade de capacidade digital não está restrita às grandes capitais. “Empresas que estão fora dos grandes centros também operam ambientes críticos, utilizam aplicações em nuvem e precisam processar e transportar cada vez mais dados. A infraestrutura digital tende a acompanhar essa demanda. O avanço da IA torna essa necessidade ainda mais evidente porque aumenta a importância da proximidade, da disponibilidade e da qualidade da conexão”, afirma.
A descentralização também amplia o papel do edge computing, modelo em que parte do processamento e do armazenamento ocorre mais próxima da origem ou do consumo dos dados. Em aplicações sensíveis à latência ou que movimentam grandes volumes de informação, essa proximidade pode reduzir o tempo de resposta e evitar que todo o tráfego precise percorrer longas distâncias até grandes centros de processamento.
Nesse cenário, a conectividade deixa de funcionar apenas como meio de acesso e passa a compor a própria arquitetura necessária para a expansão de cloud, data centers e inteligência artificial. “O Brasil tem escala, mercado e uma posição relevante nas rotas internacionais de dados. O próximo passo é transformar esses ativos em uma infraestrutura cada vez mais integrada e distribuída. A corrida pela inteligência artificial também será uma corrida pela capacidade de conectar, processar e disponibilizar dados onde eles forem necessários”, conclui Sedeh.
Sobre a SAMM
Com mais de 26 anos de trajetória, a SAMM é uma das principais plataformas de serviços B2B do mercado brasileiro, com ofertas de telecomunicações e TI. Originada a partir da MegaTelecom, a companhia ampliou sua atuação com a integração das operações da G8 Telecomunicações, InterNexa Brasil e da antiga unidade da CCR especializada em cabos subterrâneos. Hoje, está presente em mais de 450 cidades.
A SAMM opera mais de 40 mil km de rede de fibra óptica, incluindo 23 mil km de cabos submarinos, e conta com mais de 40 data centers no país, sendo cinco próprios no modelo edge. Seu portfólio reúne conectividade, transmissão de dados, cibersegurança, colocation e soluções de cloud para empresas de diferentes portes e setores.