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Bluefields aceleradora dobra a base de startups com o modelo white label

por Paulo Fernandes Maciel

A Bluefields aceleradora de negócios dobra base de startups em aceleração com expansão do modelo white label

A partir de setembro, quatro centros de inovação da Bluefields aceleradora em Pompeia, Bauru, Assis e Araçatuba passam a operar o programa, que deve chegar a 500 negócios acelerados no país

A Bluefields, aceleradora de negócios e plataforma de inovação, lançou seu novo modelo de aceleração em abril deste ano e já conta com 25 startups ativas, anuncia a adoção de um modelo white label. A estrutura permite que a plataforma opere sob a marca de organizações parceiras para ampliar a oferta de programas de aceleração a incubadoras, hubs, parques tecnológicos, centros de inovação e corporações. A partir de setembro, startups residentes de centros de inovação em Pompeia, Bauru, Assis e Araçatuba passarão a ser aceleradas pela solução.

Alguns parceiros

Os parceiros anunciados são o Instituto de Centro de Inovação Tecnológica da Alta Paulista (CITAP), em Pompeia/SP (região da Alta Paulista); o Centro de Inovação Tecnológica de Bauru (CITeB), em Bauru/SP (Centro-Oeste Paulista); o Centro de Inovação Tecnológica de Assis (CIT), em Assis/SP (Vale do Médio Paranapanema); e o Centro de Inovação Tecnológica de Araçatuba (CITA), em Araçatuba/SP (Alta Noroeste Paulista).

Bluefields aceleradora

Meta 500 startups

Com a chegada de cerca de 20 novas startups provenientes desses quatro polos, a aceleradora somará quase 50 negócios em aceleração em breve. A entrada dessas organizações representa a validação inicial do modelo white label, cuja expectativa de longo prazo é alcançar 500 startups aceleradas por meio de parceiros.

“Observamos uma demanda de ambientes que têm proximidade com startups e uma comunidade ativa, mas precisam de apoio para estruturar uma operação de aceleração com método, tecnologia e acompanhamento”, explica Paulo Humaitá, Fundador e CEO da Bluefields. “O modelo permite que cada parceiro mantenha sua identidade e defina como deseja conduzir a relação com os negócios do seu ecossistema, enquanto a Bluefields opera todo o programa de aceleração de forma escalável.”

Parceria Bluefields aceleradora e CITAP

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com o CITAP, ambiente formal de inovação credenciado ao Sistema Paulista de Ambientes de Inovação do Governo de São Paulo (SPAI), mantido pela Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT), em conjunto com a Fundação para o Desenvolvimento da Unesp (Fundunesp) e com o apoio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Paulo.

Segundo Elvis Fusco, superintendente executivo da FSNT, a maioria dos ambientes formais de inovação do Brasil oferece infraestrutura, conexões e atividades para empreendedores, mas não dispõe de equipe, conhecimento especializado ou recursos para desenhar e operar uma jornada contínua de aceleração. “Há um déficit de programas de incubação e aceleração de empresas de base tecnológica nos ambientes de inovação e empreendedorismo e este projeto fechará uma lacuna no ecossistema empreendedor brasileiro. Nossa meta é acelerar ainda este ano em torno de 25 startups nessas quatro regiões”, destaca Fusco.

A plataforma foi construída com arquitetura multi-tenant, que permite atender diferentes organizações em ambientes separados, com configurações próprias. Na modalidade básica, os parceiros podem personalizar elementos como logomarca e paleta de cores. Em configurações mais avançadas, também podem definir o nível de integração das startups à rede da Bluefields, incluindo participação em eventos, feedbacks customizados sobre entregáveis, acesso à comunidade e à rede de mentores.

Jornadas personalizadas e fluxo contínuo

A trilha de aceleração é definida por inteligência artificial a partir de um assessment inicial de cada startup. Com base nesse diagnóstico, a proposta é organizar percursos compatíveis com as necessidades e o estágio de desenvolvimento de cada negócio. Embora participem de uma comunidade comum, com atividades de peer learning e eventos, as startups seguem caminhos individualizados e em fluxo contínuo, sem depender de turmas fechadas (batches). Ao concluir uma etapa, a startup recebe uma nova trilha para dar continuidade ao desenvolvimento, reduzindo o isolamento que costuma surgir após o fim de programas tradicionais.

“O uso da inteligência artificial busca apoiar a construção de jornadas mais aderentes ao momento de cada empresa. Em vez de reunir negócios distintos em uma mesma sequência fixa de conteúdos, o modelo considera os desafios identificados no início e permite ajustes ao longo do processo”, avalia Humaitá. “A startup recebe mentorias pelo menos uma vez ao mês, nas quais a inteligência artificial faz o match exato entre o desafio do empreendedor e o mentor mais adequado para aquele momento, além de inseri-lo em uma comunidade com empreendedores pares e que já superaram etapas semelhantes.”

Liberdade ao parceiro

Cada parceiro Bluefields aceleradora pode preservar estruturas já existentes, como redes próprias de mentores, eventos e atividades presenciais, conforme o formato de operação escolhido. Ao mesmo tempo, passa a ter acesso às evoluções da plataforma, à rede de especialistas da e a conexões com hubs e investidores nacionais e internacionais, incluindo o Clube de Investidores Amigos da Bluefields.

“Nosso objetivo é apoiar a ampliação da capacidade de aceleração em ecossistemas locais e regionais, respeitando a atuação de cada organização parceira. A tecnologia oferece uma base comum de operação, enquanto cada ambiente mantém suas particularidades, seus relacionamentos e sua agenda de atividades”, finaliza Humaitá.

Sobre Bluefields

A Bluefields é uma parceira de inovação que atua ao lado de empreendedores, corporações e investidores para transformar ideias em negócios estruturados, validados e em crescimento, combinando diagnóstico claro, trilhas personalizadas e acompanhamento próximo. Com uma abordagem prática e orientada à resultados, ajuda negócios inovadores a saírem da estagnação, ganhar clareza e executar com consistência combinando metodologias consolidadas de empreendedorismo, inovação aberta e impacto.

Com o propósito de acelerar inovações para a eternidade, a Bluefields soma mais de 300 startups aceleradas em 8 anos de história. Atualmente, 60% das startups seguem ativas, com faturamento de R$250 milhões e geram mais de 1.000 empregos diretos. A Bluefields conta com um ecossistema de +70 grandes empresas atendidas e conta com centenas de mentores, mantenedores e parceiros locais e globais. Nos últimos anos, recebeu múltiplos prêmios entre as melhores aceleradoras do Brasil, pela ABStartups (Startup Awards) e pela empresa francesa Leaders League. Para o futuro, a visão 2040 prevê a construção de um ecossistema global de inovação, com presença em cinco regiões do Brasil e em cinco países.

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