SP2B apresenta balanço parcial da primeira edição e confirma segunda edição para agosto de 2027
SP2B Balanço parcial registra 45.286 credenciados na conferência, além de 20 mil nos shows – já esgotados – do fim de semana, e mais de 250 mil pessoas impactadas no parque; expectativa é chegar a 70 mil e 500 mil, respectivamente, até domingo
Próxima edição, de 9 a 15 de agosto de 2027, terá novamente a Claro como principal patrocinadora, além da renovação das parcerias com Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado e Urbia
Criatividade, inteligência artificial, futuro do trabalho, inovação financeira e novos modelos de negócio pautam a sexta-feira (14); no fim de semana, todas as atividades serão gratuitas, com dezenas de painéis, ativações e shows na Marquise, além de Criolo com Ajulliacosta e BaianaSystem

O SP2B – São Paulo Beyond Business apresentou, nesta sexta-feira (14), o SP2B balanço parcial da sua edição de estreia e confirmou o retorno ao Parque Ibirapuera de 9 a 15 de agosto de 2027. O anúncio foi feito pelo CEO e fundador Rafael Lazarini, durante coletiva de imprensa no Pavilhão da Bienal, um dos equipamentos ocupados pelo encontro de inovação, negócios e empreendedorismo ao longo da semana.
Até esta sexta-feira, a programação da conferência havia recebido 45.286 espectadores, com projeção de chegar a pelo menos 70 mil pessoas até o fim do evento, considerando também os shows do último fim de semana, que estão esgotados. O SP2B colocou em funcionamento 20 palcos simultâneos de palestras e debates, com capacidade somada para 10 mil pessoas, por onde passaram cerca de dois mil palestrantes de São Paulo, de diferentes regiões do Brasil e do exterior.
“Ser grande para a gente significa impacto. Tínhamos que fazer algo grande que fosse impactante e, mais do que isso, que estivesse dentro do coração de São Paulo, que falasse com a cidade”, afirmou Lazarini. “A sensação é de dever cumprido, mesmo a dois dias do fim desta edição.”

Anúncio da próxima edição ocorreu durante o SP2B balanço parcial da edição n° 1
A coletiva do SP2B balanço parcial marcou também a confirmação da continuidade da Claro como patrocinadora master do SP2B em 2027, além da renovação das parcerias com a Prefeitura de São Paulo, o Governo do Estado de São Paulo e a Urbia, responsável pela gestão do Parque Ibirapuera.
O alcance da programação também se refletiu positivamente não só no SP2B balanço mas nos equipamentos culturais do parque. O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo registrou aumento no número de visitantes em 30% em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o Planetário recebeu mais de mil pessoas por dia durante a semana, com uma grade de filmes aberta ao público. A organização estima que mais de 250 mil pessoas tenham sido impactadas pelo evento e projeta que esse número chegue a pelo menos 500 mil até o encerramento.

Dimensão
A dimensão do SP2B apareceu ainda na operação, que contou com uma equipe de 2.500 pessoas trabalhando na realização do projeto. Segundo Lazarini, a proposta desde o início era colocar São Paulo em evidência a partir de uma narrativa que fosse além de sua posição como capital financeira, destacando também inovação, cultura e diversidade.
“Desde o começo a gente falava que o SP2B não era um evento, era um movimento. E a gente viu esse movimento acontecendo: um movimento de verdade, um movimento de ideias, um movimento de pessoas indo de um prédio para outro, de uma palestra para a outra”, analisou.
Além da Claro, a primeira edição conta com parceiros como Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura de São Paulo, Itaú, C6 Bank, Sabesp, C&A e Urbia. Lazarini destacou ainda a integração do evento com as instituições e os equipamentos culturais do Ibirapuera e antecipou novas conexões para a próxima edição, entre elas com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), que será reinaugurado na próxima semana, além do próprio Pavilhão da Bienal.

Prrevisão
Para 2027, a organização pretende ampliar a presença de participantes de outras regiões do país e consolidar São Paulo como destino de um grande encontro nacional e internacional de inovação. A proposta é atrair pessoas de diferentes estados para encontrar na capital paulista uma experiência de alcance global.
“O SP2B também tem muito dessa missão de trazer o olhar do Brasil inteiro e do mundo pra cá. É a gente construir aqui em São Paulo um evento global de inovação que não é importado, que não é a franquia de outra cidade, é um evento original e, como a gente fala, único como São Paulo”, afirmou Lazarini.
O planejamento da próxima edição, segundo ele, começa imediatamente, apoiado nos resultados da primeira experiência. “Como falamos de futuro, não faz sentido hoje apenas apresentar uma retrospectiva. Um dos grandes desafios, e quem conhece evento sabe, é já falar da próxima edição, antes de finalizar por completo a atual. Mas a gente tem muita felicidade e segurança de poder, baseado em todo o sucesso que foi essa semana, já falar de futuro”, disse.
Segundo o fundador, o anúncio antecipado da data durante o SP2B balanço permite que a organização comece imediatamente a trabalhar na próxima edição. “Na segunda já começamos a trabalhar e a nossa prioridade é ter muito mais Brasil aqui dentro”, afirmou.
O SP2B tem apresentação da Claro, oferecimento da Prefeitura de São Paulo e parceria estratégica do Governo do Estado de São Paulo.

Criatividade como estratégia para transformar negócios
Um dos principais destaques desta sexta-feira aconteceu no Bespoke by Claro (Auditório Ibirapuera), onde Daniel Lamarre, vice-presidente executivo do Conselho do Cirque du Soleil, participou de “Cirque du Soleil: Sem Criatividade, Não Tem Negócio”, em conversa conduzida por Deborah Colker, diretora e coreógrafa da Cia Deborah Colker. A partir da experiência de duas trajetórias construídas na interseção entre criação e gestão, o encontro discutiu como imaginação, experimentação e disposição para assumir riscos podem se transformar em ativos estratégicos para organizações que precisam permanecer relevantes em ambientes de mudança permanente.
Ele compartilhou como a criatividade transformada em ação ajudou a manter o Cirque du Soleil vivo durante a pandemia. Quando o mundo parou, em março de 2020, a companhia viu toda a sua receita desaparecer em questão de dias. Em meio à crise, Lamarre e sua equipe criaram o Cirque Connect, uma série semanal de conteúdos para as redes sociais que alcançou 70 milhões de visualizações e manteve a marca conectada ao público enquanto os espetáculos estavam suspensos. “Criatividade não é um atributo artístico — é uma competência estratégica que pode salvar empresas”, ressaltou, usando a própria experiência como exemplo de que inovação também pode ser uma questão de sobrevivência.

A conversa, que também contou com a coreógrafa Deborah Colker, destacou a importância de líderes se cercarem de pessoas, repertórios e ideias diferentes. Lamarre lembrou que o fundador do Cirque chegou a contratar uma palhaça para acompanhá-lo no trabalho, como forma de lembrá-lo diariamente da essência da empresa e de preservar a leveza e a irreverência mesmo em meio às decisões de negócio. Também contou como a convivência com criadores como James Cameron contribuiu para mudar sua própria maneira de pensar e reforçou uma premissa que levou para a gestão: “A melhor ideia deve prevalecer, independentemente das hierarquias”.
Para Lamarre, a criatividade não deve ser vista como luxo ou atributo restrito ao universo artístico, mas como uma ferramenta estratégica para os negócios. A inteligência artificial pode ampliar possibilidades e acelerar processos, mas não substitui imaginação, intuição e a capacidade humana de criar coletivamente. Para organizações que buscam permanecer relevantes em um mundo em transformação, sua mensagem foi direta: investir em criatividade é investir no futuro.
A criatividade apareceu também como elemento central de liderança, construção de marcas e desenvolvimento de novos modelos de negócio. No Beyond Brands (Oca), Guilherme Martins, vice-presidente de Marketing da Diageo, e André Svartman, CMO e Brand Activation Senior Director da adidas, participaram de “Marcas que Entenderam o Potencial do Lifestyle”, com mediação do curador Pacete, sobre a capacidade de marcas de ultrapassar produtos e estabelecer relações com comportamentos, culturas e modos de vida.
A disputa pela atenção muda a relação entre pessoas, marcas e consumo
Também no Bespoke by Claro (Auditório Ibirapuera), Nizan Guanaes, CEO da N.ideias, participou de “A Economia da Atenção: A Felicidade É Que Traz Dinheiro”, com mediação da advogada, comunicadora e escritora Gabriela Prioli. A conversa discutiu como pessoas e empresas constroem relevância em um ambiente marcado por excesso de informação, algoritmos e uma disputa permanente pela atenção do público. Bianca Andrade, CEO da Boca Rosa Company, estava prevista no painel, mas não pôde comparecer por razões pessoais.
Nizan Guanaes provocou a plateia ao defender que contemplação, sucesso e alta performance não precisam estar em campos opostos. “O espaço para a contemplação está numa lógica que não é contrária ao trabalho, ao sucesso”, afirmou. Para ele, permanecer relevante em uma economia que disputa permanentemente a atenção também depende do repertório construído fora do ambiente profissional. “Se você quer ter uma vida interessante, tenha uma vida interessante”, resumiu. Ao falar sobre a importância de preservar tempo para outras experiências, acrescentou: “Seja profissional no seu trabalho, mas também no seu lazer”.

Gabriela Prioli levou a discussão para a relação entre quem comunica e quem está do outro lado. “Só existe comunicação na interlocução com o outro”, afirmou. Para ela, disputar atenção exige, antes de tudo, capacidade de escuta. “O outro abre a porta do seu sistema de valores. Preciso saber o que lhe interessa, o que ele quer saber. Se a gente fica autocentrado, é um monólogo sem audiência.” Prioli destacou ainda a importância de ampliar referências e repertório e chamou atenção para o risco de transformar o medo de errar em paralisia: “A inação protege da possibilidade de falhar”.
A influência dos algoritmos sobre comportamentos apareceu ainda em discussões sobre cultura e consumo. No Age of Awareness by Claro (Pacubra), a estrategista digital e professora Pri Milk e Nina Talks, fundadora da plataforma que leva seu nome, participaram de “Seu gosto é seu ou do algoritmo?”, com mediação do jornalista Alvaro Leme, da Veja. O painel discutiu como sistemas de recomendação não apenas respondem às preferências do público, mas passam a influenciar o que é produzido, distribuído e consumido nas indústrias audiovisual, editorial e musical.
No Beyond Brands (Oca), Catharina Yarid Voelzke, gerente de Parcerias Estratégicas do Pinterest, apresentou “Além do Hype: Como Mapear Tendências Culturais Antes que Elas Explodam”, mostrando como sinais de comportamento e interesses emergentes podem ajudar a antecipar movimentos culturais antes de sua consolidação.
Gerações, inteligência artificial e o novo desenho do trabalho
As mudanças no mercado profissional ganharam diferentes perspectivas ao longo da sexta-feira. No Work in Progress (Pacubra), Milton Beck, diretor-geral do LinkedIn para a América Latina, participou de “O Novo Manual de Sobrevivência Profissional”, com mediação de Cintia Gonçalves, fundadora da Wiz&Watcher. A conversa abordou reinvenção profissional, aprendizagem contínua, convivência entre gerações e desenvolvimento de competências em um mercado no qual tecnologia e novas formas de trabalho tornam as trajetórias cada vez menos lineares.
No mesmo palco, a presença da nova geração nas empresas foi aprofundada em “Geração Não Óbvia: O que os Dados do LinkedIn Revelam Sobre a Gen Z”, com Mari Galindo, fundadora e CEO da Nice House e autora de “GenZ: A Geração Não Óbvia”, e Felipe Zanucci, Global Client Executive do LinkedIn. Cruzando observação geracional e dados de comportamento da plataforma, os dois discutiram o que efetivamente diferencia a Gen Z no mercado de trabalho e quais percepções sobre essa geração ainda se apoiam mais em estereótipos do que em evidências.
A conversa mostrou que as prioridades profissionais da Gen Z não decorrem de desinteresse pelo trabalho, mas de um mercado que já não oferece a mesma estabilidade nem as promessas de longo prazo que marcaram a trajetória de gerações anteriores. Um dos pontos centrais foi a mudança na relação com cargos de gestão e com a própria ideia de dedicação profissional. Enquanto muitos millennials construíram parte importante de sua identidade em torno da carreira, os mais jovens tendem a estabelecer limites mais claros e a rejeitar tanto a romantização do sacrifício quanto a ideia de que assumir posições de chefia seja necessariamente sinônimo de sucesso.
O painel chamou atenção ainda para a redução das oportunidades de entrada nas empresas. Felipe Zanucci apresentou um dado do LinkedIn segundo o qual a oferta de vagas que exigem até dois anos de experiência caiu 29% desde o início de 2024, estreitando justamente as portas de entrada para os mais jovens. Em um cenário também impactado pela automação e pela inteligência artificial, Mari Galindo destacou que a instabilidade tende a acompanhar toda a trajetória profissional dessa geração. “A estabilidade profissional para a geração Z é muito menor porque as próprias empresas já não oferecem oportunidades de 20 anos. Essa é a geração que mais vai mudar de carreira ao longo da história”, projetou.
A inteligência artificial apareceu também nos processos de contratação. Em “Seu Próximo Recrutador É Humano?”, no Work in Progress (Pacubra), Sergio Cisneros, gerente de Search Staffing LATAM do LinkedIn, Carol Ignarra, CEO e fundadora da Talento Incluir, e Armando Júnior, secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, discutiram os ganhos e os riscos do uso de dados e automação em recrutamento, avaliação de desempenho e gestão de talentos. A mediação foi de Patrícia Rodrigues, executiva de RH, CEO e fundadora da Up2You People.
Na educação, Ana Paula Manzalli, cofundadora e diretora de Relações Institucionais da Sincroniza Educação, e Ana Ligia Scachetti, diretora-executiva da Associação Nova Escola, participaram de “Do Giz ao Algoritmo: Como a Tecnologia Pode Reinventar a Educação”, também no Work in Progress (Pacubra), com mediação de Luiza Toledo, diretora executiva do Instituto Apis. O painel discutiu como inteligência artificial, plataformas e dados podem apoiar professores e ampliar a personalização do ensino sem substituir o vínculo humano no processo de aprendizagem.
Brasil discute seu lugar na corrida tecnológica e financeira
A posição do país diante das transformações tecnológicas apareceu em diferentes frentes. No New Currencies (Pacubra), “DREX e Pix: Como o Brasil se Tornou Líder em Inovação Financeira” reuniu Sandra Vaz, presidente da Red Hat no Brasil, e Bruno, Chief Product Officer da Matera, para discutir os avanços e os desafios da infraestrutura financeira brasileira, da consolidação do Pix às barreiras tecnológicas e questões de privacidade enfrentadas no desenvolvimento do Drex. A mediação foi de Luiz Zaka, cofundador do TheDrops.
Já no Age of Awareness by Claro (Pacubra), “Tech Made In Brazil: As Startups Que Querem Redesenhar O Futuro Do País” reuniu Maurício Martiniano, Head of Strategic Insights, Experience and Google Campus do Google, Nelson Leoni, CEO da WideLabs, e Vahan Agopyan, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, com mediação de Pamela Sousa, editora-assistente do IT Forum. O painel discutiu o avanço do ecossistema brasileiro de startups, as áreas com maior potencial para ganhar escala internacional e os obstáculos que ainda precisam ser superados para transformar tecnologia desenvolvida no país em vetor de crescimento econômico.
O potencial de inovação brasileiro apareceu também no agronegócio. No Feeding the Future (Pacubra), “AgTechs que Escalam: Do Piloto à Exportação” reuniu Rafael Marques, fundador da VivaTerra Ventures, e Maria Paula Castro, diretora de Operações da Ecotrace, para discutir os desafios enfrentados pelas startups do setor na transformação de soluções locais em produtos capazes de ganhar escala e chegar a outros mercados. A conversa foi mediada por Nichollas Marshell, CEO da Ideas Hub.
Influência se transforma em empresa
O crescimento da economia dos criadores também ocupou parte importante da programação desta sexta-feira (14). No Bespoke by Claro (Auditório Ibirapuera), Lela Brandão, diretora criativa e cofundadora da Lela Brandão Co; Letícia Vaz, fundadora da LV Holding; e Sermota, criador de conteúdo e empreendedor à frente do Meu Crush Cookie, participaram do painel “De Creator a CEO: Da Influência à Liderança”, com mediação de Mariana Lima, head de Talentos da ViU, da Globo.
A conversa discutiu a passagem de trajetórias construídas inicialmente em torno da presença digital e da influência para empresas que exigem gestão, liderança, planejamento e capacidade de crescer para além da figura do próprio criador. Com atuação nos universos da moda, da beleza e da gastronomia, os convidados falaram sobre como transformar autenticidade e vínculo com o público em produtos, marcas e negócios consistentes. Sermota destacou o papel da comunidade nesse processo. “A sua comunidade quer participar, a comunidade quer engajar”, afirmou. Para ele, a virada acontece “quando a gente coloca nossa cara e nossa personalidade e a galera compra aquela ideia, compra aquela marca”.
O debate avançou também sobre as responsabilidades que surgem quando o creator assume a posição de CEO e passa a tomar decisões que afetam consumidores, equipes e o próprio posicionamento da empresa. Lela Brandão defendeu que os valores associados à imagem do criador precisam se traduzir concretamente na operação e nos produtos. Ao falar sobre a grade de tamanhos de sua marca de roupas, resumiu: “O que separa se uma marca abrange tamanhos ou não é uma decisão, e bancar essa decisão”. Para ela, sustentar essas escolhas faz parte do exercício de liderar um negócio coerente com o propósito que comunica.
A creator economy ganhou outra perspectiva no Enterprise Stage by Itaú (Pavilhão da Bienal), em “Creator Economy: Construindo Impérios a Partir da Influência”, com João Pedro Paes Leme, CEO da Play9 Content Group, e Rafa Kalimann, apresentadora e atriz, mediados por Armando Nader, co-CEO e cofundador da Pilea Labs. O encontro discutiu a transformação de audiência em negócio e o desafio de construir relações e comunidades em um ambiente cada vez mais saturado por conteúdo e orientado por algoritmos.
Tecnologia também redefine corpo, saúde e os limites do humano
Os impactos da inovação sobre a vida e o corpo humano atravessaram outra frente importante da programação. No Decoding Life (Pacubra), Paula Dornhofer Paro Costa, professora e pesquisadora em inteligência artificial da Unicamp, e Ricardo di Lazzaro Filho, head médico da Dasa, participaram de “Humanos em Atualização: Os Limites Éticos da Vida Editável”, com mediação da jornalista Meghie Rodrigues. A conversa discutiu edição genética, terapias avançadas, próteses inteligentes e tecnologias capazes de ampliar capacidades físicas e cognitivas, além dos limites éticos colocados por esses avanços.
A discussão sobre representação apareceu no mesmo palco em “Espelho, Espelho Meu: Que Corpo a Tecnologia Vê?”, com Neila Lopes, head de Cultura, Inclusão e Experiência do Colaborador da Sanofi, e Carô Gold, diretora criativa da Amapô Jeans, mediadas pela apresentadora e criadora de conteúdo Beta Boechat. O encontro abordou as lacunas históricas na forma como ciência, saúde, moda, beleza e sistemas tecnológicos compreendem corpos diversos e discutiu como inovação pode ampliar inclusão sem simplesmente reproduzir novos padrões e categorias.
Também no Decoding Life (Pacubra), “Tecnologias Pós-Crise: O que Ficou para o Mundo Real” reuniu Alexandre Chiavegatto Filho, professor titular de Inteligência Artificial em Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP, o infectologista e intensivista Jaques Sztajnbok, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, e a biomédica e pesquisadora Jaqueline Goes, da Universidade de São Paulo e do Instituto Jaqueline Goes, com mediação do biomédico e comunicador científico Lucas Zanandrez. A conversa discutiu quais avanços em genômica, vacinas, análise de dados, telemedicina e digitalização permaneceram depois das crises recentes e como preparar sistemas de saúde para futuras emergências.
Visibilidade e conexão como motores do empreendedorismo
No fim da tarde, o Bespoke by Claro (Auditório Ibirapuera) recebeu “O Efeito Multiplicador: Histórias que Impulsionam Histórias com Ana Paula Renault”. A jornalista reuniu no painel Juliana Detilio, fundadora e diretora criativa da FITLEGS; Daniela Lima, CEO da NegaLora Acessórios; Cristiano Bronzatto, responsável pela direção criativa da LOULOUX SHOES; e Julia Maria, CEO da Ser’Tão Encantado. O encontro mostrou, a partir de casos concretos, o impacto da visibilidade gerada por Ana Paula desde sua participação no BBB 26 e por meio de suas redes sociais sobre pequenos negócios e empreendedores de diferentes regiões do país.
A conversa discutiu representatividade, oportunidades e também os desafios que surgem quando essa exposição se converte rapidamente em aumento de demanda. Os convidados falaram sobre a necessidade de adaptar a produção, reorganizar estoques e logística e ampliar equipes para responder a um crescimento que, em alguns casos, aconteceu praticamente da noite para o dia.
Ana Paula voltou a subir ao palco usando peças criadas pelos próprios participantes, reforçando a proposta de manter essas conexões para além de um momento pontual de visibilidade. “Eu gosto muito de trazer isso, histórias que impulsionam histórias, nós não somos só aqueles números, e esse senso de comunidade faz com que tudo dure”, afirmou. Para a jornalista, transformar alcance em relações duradouras é parte fundamental para que a exposição se converta em oportunidades reais para os negócios.
Fim de semana terá programação totalmente gratuita
O SP2B entra neste sábado (15) em seu último fim de semana com toda a programação gratuita no Parque Ibirapuera. Serão dezenas de painéis, ativações interativas e shows na Marquise, além de outras experiências espalhadas pelo parque.
A programação musical terá ainda dois grandes shows na área externa do Auditório Ibirapuera: Criolo com participação de Ajulliacosta, no sábado (15), e BaianaSystem, no domingo (16). Os ingressos gratuitos para as duas apresentações já foram todos retirados.
O SP2B – São Paulo Beyond Business segue até 16 de agosto no Parque Ibirapuera, com mais de 750 painéis, mil horas de conteúdo, cerca de dois mil palestrantes e programação distribuída por mais de 20 palcos.
Informações sobre o SP2B no Parque Ibirapuera: