“Segunda Onda” da Inteligência Artificial será decisiva para as empresas, aponta ELO Digital
A inteligência artificial deixou de ser promessa ou experimento isolado para se consolidar como infraestrutura operacional dentro das empresas europeias. Essa é a avaliação de Rodny A. Coronel, Regional Manager da ELO Digital Office España, que projeta 2026 como o ponto de inflexão definitivo com a chamada “Segunda Onda” da IA — uma fase em que o impacto deixa de ser medido por pilotos e passa a se materializar em resultados concretos de negócio.
Os dados da ELO Digital sustentam essa leitura. Na Espanha, por exemplo, a adoção de IA entre pequenas e médias empresas saltou de 7,4% em 2022 para 23,3% em 2025, com mais de 1,6 milhão de organizações já integrando essas tecnologias em 2024. Entre as grandes empresas, 21,1% utilizam IA em processos produtivos, evidenciando uma mudança estrutural na gestão da informação. “Não é ficção científica: é infraestrutura em funcionamento”, afirma Coronel.

O uso corporativo da IA concentra-se principalmente na análise de linguagem escrita (44,7%) e na automação de fluxos de trabalho (39%), consolidando uma tendência em que eficiência operacional e tomada de decisão orientada por dados ganham protagonismo. Tecnologias como machine learning (33,1%), automação (25,6%) e IA generativa (20,3%) já estão plenamente incorporadas ao ambiente empresarial.
Impacto tangível em receita e produtividade
O impacto econômico também é expressivo. Segundo Coronel, mercados como o Brasil — considerado um “laboratório avançado” para a Europa — mostram que 95% das empresas que adotam IA registram crescimento de receita, com aumento médio de 31%. Além disso, 85% esperam reduzir custos e 89% projetam acelerar seu crescimento no curto prazo.
Esse avanço não decorre apenas da adoção tecnológica, mas da forma como a IA é integrada aos processos de negócio. “O erro da primeira fase foi utilizar ferramentas isoladas, desconectadas do core empresarial”, explica. A nova etapa corrige essa abordagem.
Europa avança, mas com lacunas
No cenário europeu, uma em cada cinco empresas já utiliza IA, embora persistam desigualdades relevantes. Países como Dinamarca (42%), Finlândia (37,8%) e Suécia (35%) lideram a adoção, enquanto a Espanha aparece em torno de 20,3%, alinhada à média da União Europeia. Já Portugal enfrenta atraso significativo, com apenas 11,54%.
O principal obstáculo não é tecnológico, mas humano: 74,4% das empresas que ainda não adotaram IA apontam a falta de conhecimento interno como principal barreira, seguida por custos e questões regulatórias.
Nesse contexto, iniciativas como a AI Factory, sediada em Barcelona, buscam acelerar a inovação. Com investimento próximo de 198 milhões de euros e apoio de instituições europeias, a estrutura permitirá que empresas e centros de pesquisa acessem capacidade avançada de supercomputação para desenvolver modelos de IA generativa em larga escala.
“Barcelona está se consolidando como um hub estratégico global em inteligência artificial”, destaca Coronel.
A Segunda Onda: de ferramentas à transformação
O conceito que define o futuro imediato é a “Segunda Onda” da IA. Diferentemente da primeira fase — marcada por testes, provas de conceito e entusiasmo inicial —, essa nova etapa implica transformação integral dos processos empresariais.
“A diferença é estrutural: passamos de automatizar tarefas isoladas para redesenhar workflows completos”, explica Coronel. Esse movimento responde diretamente ao chamado “paradigma de baixo impacto”, identificado por consultorias como a McKinsey & Company, em que muitas empresas adotaram IA sem obter retorno financeiro relevante.
Atualmente, embora 88% das organizações utilizem IA em alguma função, apenas cerca de 6% alcançam impactos significativos. Essas empresas — os chamados “high performers” — se destacam por uma ambição transformadora e pela capacidade de redesenhar integralmente suas operações.
O foco agora está na automação cognitiva: sistemas capazes de compreender informações complexas, aprender e executar decisões com certo grau de autonomia. A expectativa é que esse mercado ultrapasse 50 bilhões de euros até 2032.
O papel das plataformas integradas
Para acelerar essa transição, plataformas como a ELO ECM Suite 25 buscam incorporar a IA diretamente ao núcleo documental das empresas. Da captura inteligente de dados à automação completa de workflows, o objetivo é reduzir processos que antes levavam dias para apenas algumas horas.
Esse modelo também atende às exigências regulatórias. Na Europa, 42% dos investimentos em IA estão ligados à conformidade, o que impulsiona a adoção de modelos híbridos que combinam cloud e sistemas on-premise. “Não é apenas uma decisão técnica, mas uma questão de gestão de risco”, afirma Coronel.
Além disso, a integração com sistemas já existentes, como ERP e CRM, é considerada crítica. “Uma estratégia de IA que exige substituir todo o ecossistema tecnológico está fadada ao fracasso”, acrescenta.
Uma janela que está se fechando
A mensagem final é direta: o momento de agir é agora. “2025 foi o ano dos testes. 2026 será o da implementação real”, alerta Coronel. Empresas que não avançarem para essa segunda fase correm o risco de ficar para trás diante de concorrentes que já consolidaram vantagens estruturais.
Nesse cenário, a Elo Digital Office Espanha realiza o ELO Horizons Barcelona 2026 na próxima semana (29 de Abril na Tech Barcelona) como um espaço estratégico para tomada de decisão. Mais do que discutir tecnologia, o foco está em transformar a inteligência artificial em um motor concreto de competitividade.
“O futuro da gestão da informação não será apenas mais rápido — será mais inteligente, mais integrado e decisivamente orientado a resultados”, conclui.
Sobre a ELO Digital
Fundada em Stuttgart em 1998, a ELO Digital Office tornou-se uma empresa global de software graças à visão dos nossos fundadores, Karl Heinz Mosbach e Matthias Thiele. Hoje, Nils Mosbach continua a liderar a empresa rumo ao futuro digital com força inovadora — com base em uma sólida fundação de espírito pioneiro e confiança.
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