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Climatização e doenças respiratórias dicas para garantir a qualidade do ar

por Paulo Fernandes Maciel

Doenças respiratórias: especialista dá cinco dicas sobre climatização para garantir a qualidade do ar em ambientes fechados

CEO do Grupo RETEC, Patrick Galletti explica como a manutenção correta da climatização pode reduzir em até 40% a disseminação de vírus e bactérias em escritórios, escolas e hospitais

A qualidade do ar em ambientes fechados voltou ao centro do debate em saúde pública diante do aumento de doenças respiratórias e do tempo prolongado que a população passa em locais climatizados. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que até 60% das doenças respiratórias agudas estão associadas à exposição a poluentes do ar, problema que tende a se agravar em espaços internos sem ventilação adequada, filtragem eficiente e manutenção regular dos sistemas de climatização.

No Brasil, a situação é sensível. O Ministério da Saúde aponta que rinite, asma e bronquite estão entre as principais causas de atendimento ambulatorial, especialmente em crianças e idosos. Ambientes com ar-condicionado mal conservado, filtros sujos e baixa renovação de ar favorecem a concentração de poeira, fungos, bactérias e vírus, além do acúmulo de dióxido de carbono (CO₂), combinação que aumenta o risco de infecções respiratórias recorrentes.

climatização

Ar interno e saúde respiratória

Patrick Galletti, engenheiro mecatrônico CEO do Grupo RETEC e especialista em climatização, explica que o problema não está no uso do ar-condicionado em si, mas na forma como os sistemas são projetados e operados. “A climatização adequada não serve apenas para resfriar o ambiente. Ela precisa garantir renovação de ar, filtragem eficiente e controle de umidade. Quando isso não acontece, o sistema deixa de ser aliado e passa a representar um fator de risco à saúde respiratória”, afirma.

Estudos internacionais reforçam essa relação. Pesquisa publicada no Building and Environment Journal mostra que ambientes internos com ventilação adequada podem reduzir em até 40% a disseminação de doenças respiratórias. Já levantamentos do Harvard T.H. Chan School of Public Health indicam que altos níveis de CO₂ estão associados à irritação das vias aéreas, fadiga e maior vulnerabilidade a infecções.

Doenças associadas à má climatização

A exposição contínua a ambientes fechados com ar de baixa qualidade está ligada ao agravamento de quadros como rinite alérgica, asma e bronquite, além do aumento de infecções respiratórias recorrentes. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, sistemas sem manutenção adequada favorecem a proliferação de microrganismos, especialmente quando há acúmulo de umidade e sujeira nos filtros e dutos.

“É comum que sintomas respiratórios sejam tratados apenas com medicamentos, sem que se observe a origem ambiental do problema. Muitas vezes, o ar que a pessoa respira diariamente é o principal gatilho”, afirma Galletti.

Impactos da climatização em escritórios, escolas e hospitais

Nos ambientes corporativos, a má qualidade do ar afeta diretamente a saúde e a produtividade. Dados da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) indicam que cerca de 40% das falhas em sistemas de climatização poderiam ser evitadas com manutenção preventiva, reduzindo os afastamentos por problemas respiratórios.

Em escolas, o efeito é ainda mais sensível. Crianças passam horas em salas fechadas e são mais suscetíveis a infecções. “Salas de aula sem ventilação adequada facilitam surtos de gripes, alergias e crises asmáticas. Um sistema bem dimensionado contribui tanto para a saúde quanto para a concentração dos alunos”, diz o especialista.

Em hospitais, a climatização é parte da segurança assistencial. Ambientes como UTIs e centros cirúrgicos exigem controle rigoroso de temperatura, umidade e filtragem. “Sem esses cuidados, o próprio ar pode se tornar um vetor de microrganismos, comprometendo a recuperação dos pacientes”, afirma Galletti.

O que fazer na prática para melhorar a qualidade do ar

Para reduzir riscos respiratórios no dia a dia, o especialista recomenda a adoção de medidas simples e contínuas:

Realizar a limpeza dos filtros de ar-condicionado pelo menos uma vez por mês em residências e com maior frequência em ambientes coletivos;
Garantir que os sistemas façam renovação periódica do ar externo, evitando apenas a recirculação do ar interno;
Monitorar a umidade do ambiente, mantendo-a entre 50% e 60%, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde;
 Seguir o Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC), exigido pela legislação brasileira para edifícios de uso coletivo;
 Sempre que possível, combinar climatização mecânica com ventilação natural.
Em sistemas de maior porte, os filtros não são apenas limpos, mas substituídos periodicamente. A limpeza é indicada para equipamentos do tipo hi-wall e cassete, enquanto nos sistemas dutados a recomendação é a troca regular dos elementos filtrantes.

“Climatização não é só temperatura. É qualidade do ar, saúde e prevenção. Quando esses cuidados viram rotina, os benefícios aparecem de forma silenciosa, mas consistente”, conclui Patrick Galletti.

Sobre Patrick Galletti

Patrick Galletti é Engenheiro Mecatrônico, pós-graduando em Engenharia de Climatização e estudante do curso “O impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas”, pela Universidade de Harvard. Possui experiência em engenharia de orçamento, gerenciamento de riscos de construções, obras e operações offshore em uma das maiores empresas do Brasil, além de oito anos de atuação no mercado de climatização. Atualmente, é CEO do Grupo RETEC, uma empresa pioneira e referência com mais de 42 anos de atuação no mercado de AVAC-R (aquecimento, ventilação, ar-condicionado e refrigeração).

Para mais informações, visite o Instagram.

Sobre o Grupo RETEC

O Grupo RETEC é referência, há mais de 40 anos, no setor de climatização e refrigeração no Distrito Federal e Goiás, oferecendo soluções integradas para instalação de ar-condicionado, ventilação, isolamento térmico e renovação de ar. Com uma equipe altamente qualificada e parcerias com fabricantes líderes, a empresa garante acesso às tecnologias mais avançadas e inovadoras do mercado. Oferecendo suporte técnico especializado e produtos com pronta-entrega, o Grupo RETEC está comprometido com a excelência, inovação e satisfação de seus clientes em projetos de diferentes portes.

Para mais informações, acesse o o site oficial, Linkedin ou pelo Instagram.

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