Com público de mais de 55 mil pessoas, Rio2C 2026 reúne participantes de 30 países e consolida seu papel estratégico para a impulsão da economia criativa no país e na América Latina
Realizado pela primeira vez no Rio2C, o Foro Ibero-Americano de Autoridades de Cultura amplia a articulação internacional do evento; participação de lideranças governamentais e anúncios para o setor reforçam a relevância institucional da edição
Com 1.650 reuniões de negócios, 366 players, 21 delegações de mercados estratégicos globais e com impacto econômico calculado em meio-bilhão de reais, além de geração de 4,7 mil empregos diretos e indiretos, encontro evidencia a força da indústria criativa como motor de desenvolvimento para o país
Alice Braga, Carlos Saldanha, Amyr Klink, Adam Chase, Javier Gómez Santander, Fabio Porchat, Alcione, IZA, Zeca Pagodinho, Leticia Bufoni, Regina Casé, Caco Barcellos, Tony Archibong, Monserrat Jimenez, Rebeca Lima, Ian Gouveia, Tony Kiewel e Ana Paula Renault estiveram entre os 1.732 palestrantes de uma edição marcada por debates sobre criatividade, tecnologia, negócios, esportes, cultura e empreendedorismo.

Rio2C 2026 na Cidade das Artes
Após seis dias de programação na Cidade das Artes, o Rio2C encerrou neste domingo (31/5) sua oitava edição consolidando um novo patamar de atuação para a economia criativa brasileira. Com 1.732 palestrantes em 23 palcos e espaços de conteúdo, o evento ampliou sua projeção internacional, fortaleceu sua articulação institucional e reafirmou sua vocação como um espaço de convergência entre criatividade, cultura, tecnologia, inovação, negócios e políticas públicas.
Apresentado pela Petrobras e pelo Governo do Brasil, o encontro recebeu as mais altas autoridades do governo federal, estadual e municipal, organismos multilaterais, empresas globais, plataformas de streaming, produtoras, estúdios, marcas, investidores, artistas, criadores de conteúdo, pesquisadores e empreendedores.
Mais do que acompanhar as transformações em curso nas indústrias criativas, a edição de 2026 foi marcada pela construção de oportunidades e iniciativas concretas voltadas ao desenvolvimento do setor no Brasil e na Ibero-América. Sob o tema “Code of Meaning” (“Código de Sentido”), a programação refletiu sobre os desafios da criação, da comunicação e da produção de sentido em um mundo atravessado por rápidas transformações tecnológicas.

Negócios e impacto econômico consolidam a força do encontro
Além de sua relevância cultural e institucional, o Rio2C reafirmou sua importância como ambiente de conexão entre criadores, empresas, investidores e governos. A edição registrou 1.650 reuniões em rodadas de negócios, reuniu 366 players do mercado e recebeu 1.301 inscrições em pitchings voltados ao audiovisual, à música, ao mercado editorial e a soluções tecnológicas para a economia criativa. Com a participação de 65 marcas parceiras, 103 aliados institucionais, 21 delegações e representantes de 30 países, consolidou-se como um dos mais relevantes hubs de criatividade, inovação e desenvolvimento do Sul Global.
O impacto do evento também se refletiu na economia da cidade. Segundo o estudo “Potenciais Impactos Econômicos do Rio2C 2026”, elaborado pela Prefeitura do Rio, por meio das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e de Cultura (SMC), além da Riotur, a edição deste ano teve um impacto econômico total de aproximadamente R$ 516,1 milhões.
Impacto na economia local
Desse total, o cálculo aponta para R$ 151,7 milhões em movimentação econômica relacionada à realização do evento — incluindo gastos com hospedagem, alimentação, transporte, produção, ativações de patrocinadores e eventos paralelos — e cerca de R$ 364,3 milhões em negócios impulsionados pelas conexões estabelecidas durante o encontro. O estudo indica ainda a geração de aproximadamente 4,7 mil empregos, entre postos de trabalho diretos e indiretos, reforçando o papel da economia criativa como vetor de desenvolvimento econômico para a cidade.
“A edição foi marcada pela confirmação da internacionalização do Rio2C e o ponto alto deste ano foi a institucionalização do projeto”, celebrou Rafael Lazarini, idealizador do Rio2C e fundador da Da20, empresa responsável pela realização do encontro de criatividade. “O Rio2C se posiciona hoje como um evento setorial de ponta. Fortalecemos ainda mais a nossa relação com o poder público, com as instituições e com as organizações que abraçam a cultura e as indústrias criativas. Chegamos a um nível de maturidade de produção que nos permite olhar para os mínimos detalhes, seja na cenografia ou na experiência do usuário.”

Foro Ibero-Americano dentro do Rio2C 2026 reforça protagonismo internacional da edição
Paralelamente aos debates e às atividades de mercado, o Rio2C ampliou seu papel como plataforma internacional de articulação para a economia criativa ao sediar, pela primeira vez, o Foro Ibero-Americano de Vice-Ministros e Altas Autoridades de Cultura, iniciativa promovida pelo Ministério da Cultura em parceria com a Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).
Reunindo representantes de 15 países, organismos internacionais e instituições culturais, o encontro aproximou a formulação de políticas públicas das dinâmicas reais da economia criativa, conectando governos, instituições culturais, organismos multilaterais e lideranças do mercado em torno de uma agenda comum para a Ibero-América. O Foro debateu temas relacionados à economia criativa, direitos autorais, circulação internacional de conteúdos, mobilidade artística, desenvolvimento sustentável e cooperação regional.
O encontro foi encerrado com a decisão unânime dos países participantes de manter o Brasil na presidência do Foro até 2028. Presidido pelo secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, o grupo também avançou em iniciativas como o Programa Ibero-Americano de Indústrias Culturais e Criativas (PIICC), a atualização da Carta Cultural Ibero-Americana, a implementação do Estatuto Ibero-Americano da Pessoa Artista e Trabalhadora da Cultura e a formalização de novas parcerias voltadas ao fortalecimento da cooperação regional.
A iniciativa consolidou o Rio2C 2026 como um espaço de convergência entre políticas públicas, negócios e circulação internacional de conteúdo, fortalecendo o diálogo entre países que compartilham desafios e oportunidades no desenvolvimento de suas indústrias culturais e criativas.
Os debates que marcaram a edição
A programação reuniu algumas das principais vozes da cultura, do entretenimento, da tecnologia, da sustentabilidade, do esporte e da economia criativa contemporânea. No GlobalStage, Alcione e IZA refletiram sobre ancestralidade, representatividade e legado na música brasileira, enquanto Zeca Pagodinho e Regina Casé celebraram a força da cultura popular e da memória afetiva. Jorge Drexler compartilhou reflexões sobre criação artística e o instante em que a palavra se transforma em música. Os destaques da música incluíram ainda nomes como Xand Avião, Luedji Luna, Ferrugem, Rubel, Tasha & Tracie e Xamã, em conversas sobre criação, trajetória artística, identidade e mercado.
O futuro da produção audiovisual, a proteção aos criadores e os desafios da indústria diante das transformações tecnológicas estiveram entre os temas debatidos ao longo da semana. Javier Gómez Santander, criador de “La Casa de Papel”, defendeu mecanismos de proteção aos criadores e a sustentabilidade econômica da atividade audiovisual. Carlos Saldanha e Amyr Klink apresentaram imagens inéditas de “100 Dias”, filme inspirado na histórica travessia do navegador brasileiro pelo Atlântico Sul. Fabio Porchat dividiu o palco com Adam Chase, roteirista de “Friends”, em uma conversa sobre humor, narrativa e os bastidores da criação de alguns dos produtos de entretenimento mais populares do mundo.
Audiovisual
O audiovisual se espalhou por diferentes frentes da programação, com conteúdos distribuídos por espaços como Writer’s Room e Screening Room, além de atividades de mercado, pitchings e encontros voltados à indústria. Os debates abordaram temas como narrativa, produção, distribuição, monetização, novas plataformas e os impactos das transformações tecnológicas sobre a criação e o consumo de conteúdo..
A programação também abriu espaço para reflexões sobre jornalismo, informação e escuta. Em conversa com a documentarista Sara Pavani, Caco Barcellos compartilhou histórias de sua trajetória profissional e defendeu a curiosidade, a escuta atenta e o desprendimento do ego como elementos fundamentais do fazer jornalístico.
Grandes players como Globo, Netflix, Disney, YouTube e Warner Bros. discutiram os desafios e oportunidades da indústria audiovisual em um cenário de rápidas transformações tecnológicas e comportamentais. Entre os destaques, executivos globais como Tony Archibong, do YouTube, que abordou o papel das parcerias entre criadores, marcas e plataformas na transformação do entretenimento global; Paco Ramos, da Netflix, e Eric Schrier, do Disney+, que defenderam a força das histórias locais e a importância estratégica do mercado latino-americano.
O Rio2C 2026 também serviu de palco para anúncios e apresentações de projetos que devem movimentar os próximos anos da indústria criativa. À frente dos Estúdios Globo e da TV Globo, Amauri Soares apresentou as principais apostas da empresa para 2026, reforçando o investimento em produções inéditas e em narrativas conectadas à diversidade cultural brasileira. Entre os destaques estiveram a revelação de um novo longa-metragem protagonizado por Anitta, além de novas produções, adaptações literárias e projetos em desenvolvimento.
As perspectivas para o setor também foram tema de discussão no painel sobre o futuro do audiovisual brasileiro, que reuniu Elisabetta Zenatti (Netflix), Julia Rueff (Globoplay), Patricia Muratori (Youtube) e Renata Brandão (Conspiração) para debater os cenários e desafios da indústria até 2030.
Dinâmica do setor de conteúdo
As novas dinâmicas de criação, distribuição e consumo de conteúdo também estiveram em pauta. Eduardo Lorenzi, diretor-geral de operações do TikTok para a América Latina, e Dennis Papirowski, diretor global de entretenimento e notícias da plataforma, discutiram como algoritmos, comunidades e novas formas de descoberta vêm redefinindo a circulação de conteúdo e a formação de audiências. O impacto desse cenário sobre a creator economy também foi tema de debates com Mítico e Gabriel Carvalho, do Grupo Podpah, além de Felipe Castanhari e Kananda Eller, que refletiram sobre os novos modelos de monetização, a construção de comunidades e o papel das plataformas digitais na produção e disseminação de conhecimento.
Já o BITS (Broadcast, Innovation and Technology Stage), aprofundou discussões sobre novas tecnologias e soluções para captação, edição, finalização, transmissão e distribuição de conteúdo audiovisual. Nick Martins e Dave Hoffman, da BlackMagic Design, apresentaram a inédita câmera Ursa Cine Immersive, enquanto a chinesa Nanlux apresentou novos equipamentos e soluções de iluminação. O palco também contou com discussões sobre investimento e infraestrutura com BNDES, Ancine e Embratur, e a presença de empresas como Sony Broadcast, Quanta, D-Cine, Inova Filmes, O2 Filmes, Play 9, TV Globo.
Cadeia da música
A programação dedicou ainda um espaço significativo às discussões sobre a cadeia produtiva da música, com conteúdos distribuídos pelos três palcos SoundBeats I, II e III. Artistas, produtores e executivos discutiram temas como streaming, inteligência artificial, direitos autorais, festivais, internacionalização da música brasileira, patrocínios, ativações de marcas e novos modelos de negócio. Entre os participantes estiveram Léo Foguete, Os Garotin, Alejandra Olea (Believe), Guilherme Bailão (Heineken), Alexandra Pain (C6 Bank), Max de Tomassi, Marcelo Castello Branco (UBC), Tatiana Cantinho (Som Livre) e Eli Iwasa, em conversas sobre os desafios e oportunidades da indústria musical em um cenário de rápida transformação.
PitchingShow
O evento também abriu espaço para novos talentos por meio do PitchingShow, plataforma dedicada à descoberta e ao desenvolvimento de artistas emergentes. Ao longo da semana, nomes como Sofia Gayoso, João Pastor, Thami Siba, Puri, Marco Baptista, Luna Falcão, Filipe Toca e Caike Souza se apresentaram para executivos da indústria musical, programadores de festivais, agentes e profissionais do setor, reforçando o papel do Rio2C como espaço de geração de oportunidades e conexão entre novos artistas e o mercado.
O universo esportivo ampliou sua presença no evento Rio2C 2026.
Representantes de entidades esportivas, criadores de conteúdo, executivos e especialistas discutiram temas como regulamentação das apostas esportivas, influência digital, performance, inovação, governança e o crescimento do chamado sportainment, conceito que aproxima esporte e entretenimento e vem transformando a forma como novas audiências se relacionam com competições e atletas.
Entre os destaques estiveram Monserrat Jiménez, vice-secretária-geral e diretora jurídica da CONMEBOL;
Ivan Martinho, CEO da WSL na América Latina;
Luis Martínez, da NFL;
Carol Gattaz, atleta da seleção brasileira de vôlei;
Ana Cláudia Esteves (Petrobras) e Gal Barradas, responsável pela Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, que debateram os desafios e oportunidades do setor.
BrainSpace
A programação também dedicou espaço a discussões sobre ciência, sustentabilidade, educação, comportamento, arte, design, comunicação e marketing. No BrainSpace, a programação transitou entre ciência, comportamento, saúde e narrativa, com participações de Denise Fraga (atriz), Jaqueline Goes (cientista e pesquisadora), Rossandro Klinjey (psicólogo e escritor) e Adriana Falcão (escritora e roteirista), que abordaram temas relacionados à escuta, à saúde emocional, à pesquisa científica, à imaginação e às transformações da experiência humana diante das mudanças tecnológicas.
No BioDom, nomes como Jessi Alves (bióloga e comunicadora) e Maximo Mazzocco (ativista ambiental) conduziram reflexões sobre mudanças climáticas, sustentabilidade, comunicação socioambiental e os desafios da construção de futuros mais regenerativos.
Já o Future.U reuniu participantes como Luciano Meira (cientista-chefe da Proz Educação), André Carvalhal (escritor e consultor) em debates sobre inteligência artificial, novas formas de aprendizagem, desenvolvimento humano e os impactos das transformações tecnológicas sobre a educação e o mundo do trabalho.
Debates no Arts&Crafts foram destaques no Rio2C 2026
Os debates sobre arte, design, arquitetura, literatura e identidade cultural também tiveram espaço de destaque. No Arts&Crafts, a programação contou com participações de TOZ (artista visual), Pedro Vinicio (criador de conteúdo digital), e Reginaldo Prandi (sociólogo e escritor), que contribuíram para discussões sobre expressão artística, cultura digital, identidade cultural, literatura e o papel da criatividade na construção de valor simbólico e social.
No House of Brands, líderes de marcas e agências como Lisandro Lopez (XP Inc.), André Svartman (Adidas), Ionah Kochen (Nestlè), Ana Couto (anacouto), Hugo Rodrigues (WMcCann) e discutiram os desafios da construção de marcas em um ambiente marcado pela inteligência artificial, pela creator economy e pela busca por conexões mais autênticas com os consumidores. O evento contou também com a presença dos CEOs Paulo Correa, da C&A, Luciana Batista, da Coca-Cola, e Pedro Canellas, da Rico.
A inteligência artificial atravessou grande parte da programação do Rio2C 2026. Dos debates sobre audiovisual às conversas sobre música, creator economy, publicidade, comunicação e tecnologia, especialistas discutiram os impactos da IA sobre a produção cultural, os desafios relacionados aos direitos autorais e o equilíbrio entre inovação tecnológica e criatividade humana.
A creator economy também esteve no centro das discussões. Criadores, plataformas, marcas e especialistas analisaram temas como monetização, construção de comunidades, economia da atenção, comportamento das novas gerações e os impactos das transformações digitais sobre a produção e circulação de conteúdo.
Summits aprofundam debates sobre os rumos da economia criativa
Os debates se estenderam ainda pelos diversos summits que abriram a programação do Rio2C 2026, reunindo especialistas, criadores, executivos e formuladores de políticas públicas em discussões sobre os rumos da economia criativa contemporânea. Com curadorias assinadas por parceiros como Globo (Acontece Globo), Ministério da Cultura e OEI (Minc Conecta), Player1 (Games+), Play9 (Creator Economy), IARA (Fashion System) e Luiz Pacete (Brands&Co), os encontros aprofundaram temas como audiovisual, creator economy, games, moda, branding, marketing, políticas culturais e integração ibero-americana.
No Acontece Globo, nomes como William Bonner, Pedro Bial, Dira Paes, Manuel Belmar, Fred Mayrink e Gabriel Jacome participaram de conversas sobre o momento do audiovisual brasileiro, a força das narrativas locais e os desafios da produção de conteúdo em um cenário de transformação constante.
Já o Minc Conecta reuniu ministros, vice-ministros e autoridades da cultura da Ibero-América para discutir o papel estratégico da economia criativa no desenvolvimento regional e no fortalecimento das indústrias culturais.
O Creator Economy, com curadoria da Play9, contou com participações de João Pedro Paes Leme, Rafa Tuma, Matheus Costa e Felipe Castanhari, em debates sobre influência digital, comunidades, produção de conhecimento e os novos modelos de criação e circulação de conteúdo.
No Game+, realizado em parceria com a Player1, nomes como Roberta Coelho, Brexe, Jean Ortega e Cris Guedes discutiram o crescimento da indústria de games e eSports, o papel dos criadores e as novas oportunidades de negócios do setor.
A programação do Fashion System reuniu participantes como Robin Givhan, vencedora do Prêmio Pulitzer, Jacob Paa Joe, Raul Lopez, Airon Martin, Luanda Vieira e João Souza, da C&A, em conversas sobre identidade, representatividade, moda como expressão cultural e os impactos econômicos e simbólicos do setor.
Já o Brands&Co trouxe executivos como Ana Lopes (iFood), Felipe Cohen (Magalú), Fernanda Guimarães (Netflix), Guilherme Bernardes (Santander) e Victor Assis (PodPah) para discutir inovação, tecnologia, comportamento e os desafios da construção de marcas em um ambiente cada vez mais conectado.
Orquestra Petrobras Sinfônica leva álbum do Metallica ao GlobalStage
Além dos painéis, a programação do Rio2C 2026 também celebrou a potência da criação artística em diferentes linguagens com o concerto da Orquestra Petrobras Sinfônica, que apresentou no GlobalStage o “Black Album Sinfônico”, releitura orquestral do clássico álbum do Metallica, que completa 35 anos em 2026. Sob regência do maestro Felipe Prazeres, sucessos como “Enter Sandman”, “Nothing Else Matters” e “The Unforgiven” ganharam novos arranjos, em uma apresentação que sintetizou o espírito da edição ao aproximar tradição e inovação, diferentes linguagens artísticas e públicos diversos.
Festivalia no Rio2C 2026 aproxima novas gerações da indústria criativa
Após os dias dedicados aos eixos Conferência e Mercado, o Rio2C 2026 abriu suas portas para a Festivalia, programação voltada a estudantes, fãs e jovens profissionais em início de carreira. Com dezenas de painéis, workshops, masterclasses e experiências imersivas, o evento transformou a Cidade das Artes em um grande espaço de descoberta, aprendizado e experimentação para quem deseja construir uma trajetória nas indústrias criativas.
Ao longo do fim de semana, nomes como Gregório Duvivier, João Vicente de Castro, Ingrid Guimarães, Denise Fraga, Karol Conká, Elayne Baeta, Camila Fremder, Ana Marcela Cunha, Dora Varella e Ian Gouveia compartilharam experiências sobre criatividade, comunicação, cultura digital, esporte, audiovisual e empreendedorismo. A programação também incluiu debates sobre creator economy, futuro do trabalho, literatura, música, conteúdo digital e novas formas de expressão criativa.
Além dos encontros e debates, o público participou de experiências com inteligência artificial, realidade virtual, games, robótica, planetário imersivo e diversas ativações interativas promovidas pelos parceiros do evento. O encerramento da programação ficou por conta de Ana Paula Renault, vencedora do BBB 26, que participou do painel final da edição no palco StoryVillage.
MinC lança plataforma Tela Brasil e política nacional de economia criativa
A economia criativa também ocupou o centro das discussões sobre políticas públicas e desenvolvimento. No sábado (30), o Ministério da Cultura lançou a Plataforma Tela Brasil, serviço público e gratuito de streaming dedicado à difusão do audiovisual brasileiro. A cerimônia contou com a presença do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, da Ministra da Cultura Margareth Menezes; do Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Márcio Rosa; do Governador do Estado do Rio de Janeiro Ricardo Couto; do Prefeito do Rio Eduardo Cavaliere; do secretário-executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares; da Secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga; além de deputados, senadores, vereadores, secretários, artistas e outros representantes das indústria criativa.
A cerimônia também marcou a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), permitindo a integração gradual do acervo da TV Brasil à plataforma e ampliando a oferta de conteúdos públicos nacionais, além do anúncio da inclusão da cadeia produtiva do audiovisual na política da Nova Indústria Brasil (NIB), lançando o Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro. A medida busca dobrar a participação do setor no PIB até 2033 por meio de linhas de crédito, políticas de exportação e fundos públicos.
A semana também foi marcada pelo anúncio do Plano de Investimentos na Cultura e no Audiovisual Carioca. Durante painel realizado no Rio2C 2026, o prefeito Eduardo Cavaliere apresentou um pacote de R$ 225 milhões destinados a editais, programas, equipamentos culturais e ações voltadas ao fortalecimento da produção cultural e audiovisual da cidade até 2028, reforçando o papel do Rio de Janeiro como um dos principais polos criativos da América Latina.