Fórmula E: Brasileiro Felipe Drugovich sobe pela primeira vez ao pódio no E-Prix de Mônaco; atual campeão mundial Oliver Rowland vence etapa
O Piloto da Andretti Felipe Drugovich (FE) fez ótima estratégia de MODO DE ATAQUE e soube quando avançar e quando gerenciar energia
Oliver Rowland, da Nissan, fez um E-Prix de Mônaco perfeito para garantir a vitória na Etapa 10 do Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E de 2025/26. Quem também correu muito bem foi o brasileiro Felipe Drugovich (Andretti), que gerenciou muito bem a energia de seu GEN3 Evo, mas também soube como atacar para superar adversários para garantir seu primeiro pódio na Fórmula E, com o segundo lugar.
Terminar em P2, além de ser o primeiro pódio e a melhor posição de brasileiro Felipe Drugovich (Andretti) na Fórmula E, parece colocar fim às dificuldades do brasileiro, que estreou em Berlim 2025, mas vinda tendo uma Temporada 12 complicada, até este E-Prix de Mônaco.
O português António Félix da Costa (Jaguar TCS Racing), que foi tirado do terceiro na corrida do sábado ao ser abalroado por Dan Ticktum (Cupra Kiro), levou a melhor neste domingo e fechou o pódio do E-Prix de Mônaco.

Com a vitória e a volta mais rápida, Rowland marca 26 pontos assume a vice-liderança no Campeonato de Pilotos após dez etapas, logo após Mitch Evans (Jaguar), com 128 pontos a 109. O alemão Pascal Wehrlein chegou a Mônaco como líder, mas os resultados ruins o deixam na quarta colocação na tabela.
Falhas e punições derrubaram mais uma vez o pole Dan Ticktum (Cupra Kiro), favorecendo ascensão de Rowland (Nissan).
Drugovich teve um ótimo final de semana, com a quarta posição no sábado e o segundo lugar neste domingo, que chega a 32 pontos e assume a 12ª colocação. Já Lucas di Grassi, que largou da última posição, mas soube usar o MODO DE ATAQUE ao longo da prova para chegar em décimo, chegando ao total de 5 pontos, mas ainda em 19º na classificação geral.
A Jaguar lidera sobre a Porsche no Campeonato de Equipes, 208 a 182, com a Porsche ainda liderando no Campeonato de Construtores, 281 a 269.
A Fórmula E retorna a Sanya após um hiato de sete temporadas para a Etapa 11, em 20 de junho com a presença do o brasileiro Felipe Drugovich (Andretti).

Como foi a corrida
A dupla que terminou a Etapa 9 em contato liderou o pelotão, com Ticktum à frente de Da Costa, da Jaguar, na curva St. Devote.
Enquanto isso, Vergne tentou uma ultrapassagem para o terceiro lugar na Nouvelle Chicane, com da Costa rodando e saindo da segunda posição após um toque com Mortara, caindo para a 15ª posição no mesmo local – sem sorte para o piloto da Jaguar.
Na segunda volta, Mortara ultrapassou Ticktum e assumiu a liderança da corrida, com Vergne, da Citroën, logo atrás. O piloto da Mahindra abriu uma vantagem de dois segundos sobre Vergne, enquanto Mortara buscava aproveitar o bom desempenho do seu carro – demonstrado pela vitória do companheiro de equipe, De Vries, na Etapa 9, no sábado.
A sorte de Mortara, porém, durou pouco, pois os comissários lhe aplicaram uma penalização de 10 segundos pelo contato na primeira volta.
Nico Mueller, no Porsche, foi o primeiro a acionar o primeiro de seus dois impulsos de 50 kW com tração nas quatro rodas no MODO DE ATAQUE na volta 4. Ele aproveitou a oportunidade para assumir a liderança provisória.
Felipe Drugovich no MODO ATAQUE
Mueller liderava, seguido por Mortara, Ticktum, Vergne, Rowland, Evans, o brasileiro Felipe Drugovich e Evans – em MODO DE ATAQUE – Barnard, Marti e Dennis completavam o top 10 na volta 10. Evans, da Jaguar, aproveitou seis minutos de ATAQUE para assumir a liderança da corrida em Mirabeau na volta 11, manobra impressionante do neozelandês no mesmo ponto de sua famosa ultrapassagem na Temporada 7.
Rowland largou em oitavo e ganhou destaque no final, quando as ativações do MODO DE ATAQUE começaram a acontecer, com os 10 primeiros competindo e disputando posições incessantemente durante a primeira metade da corrida.
O piloto da Nissan mostrou-se forte, administrando bem a sua energia, navegando pelo pelotão e abrindo caminho até à liderança na Nouvelle Chicane, na volta 23 de 28 – uma atuação clássica de Rowland e a segunda vitória em dois anos, em Monte Carlo, para o britânico.
Drugovich, Rowland e os demais pilotos tiveram que lidar com algumas bandeiras amarelas em toda a pista após algumas ultrapassagens imprudentes. Ainda assim e fazendo boa opção pelo tempo de ativar o MODO DE ATAQUE, o brasileiro levou a melhor sobre o companheiro de equipe Jake Dennis, sobre Da Costa e ainda manteve a calma para cruzar a linha de chegada à frente.
Apesar de ter conquistado a pole position dupla no principado, Dan Ticktum não conseguiu converter a vantagem em pontos, após nova corrida confusa e que terminou novamente com penalização para terminar em 14º lugar.
Ele ultrapassou Edoardo Mortara (Mahindra Racing) na pista, mas tomou uma penalização de 10 segundos. Da Costa liderou no final e terminou em terceiro, recuperando-se do drama que viveu no sábado, cruzando a linha de chegada logo à frente do companheiro na Jaguar, Mitch Evans.
Mortara garantiu o quinto lugar após receber a penalização por contato com Da Costa na primeira volta, com Jake Dennis (Andretti) completando os seis primeiros.
Os carros da Andretti foram os próximos a partir para o MODO DE ATAQUE e subiram para o Top 6. Vergne fez sua segunda passagem pela zona de ativação na volta 12 para acompanhar os carros amarelos à frente.
Mortara ultrapassou Mueller na curva 1 na volta 14, com o brasileiro Felipe Drugovich conseguindo segui-lo e ultrapassá-los na subida para roubar a P2. Ticktum finalmente ativou seu primeiro MODO DE ATAQUE na volta 15 – o piloto da CUPRA KIRO estava em P8 naquele momento.
O piloto que largou na pole position conseguiu forçar a situação e subir para o segundo lugar, enquanto o grupo da frente lutava entre si – ultrapassando o líder Evans na curva Tabac na volta 17, com Mortara, que largou em primeiro, cumprindo sua penalidade de tempo após a corrida.
Pepe Marti (CUPRA KIRO) e Nick Cassidy (Citroen Racing) se tocaram na curva Rascasse na volta 19 – Cassidy conseguiu sair do local do acidente dando ré, enquanto o carro de Marti, preso na pista, exigiu uma bandeira amarela em toda a área para ser liberado.
Entretanto, Da Costa assumiu a liderança na categoria ATTACK, com Mortara, Ticktum, Drugovich, Evans, Rowland, Barnard, Dennis, Wehrlein e Guenther completando o top 10 – embora Mortara e Barnard estivessem prestes a cair na classificação devido às suas penalidades de tempo.
Assim que a situação se estabilizou, da Costa conseguiu chegar à P1, com uma vantagem de cinco segundos sobre a P3, e realizar o segundo ATAQUE na volta 20.
O grupo da frente já havia entrado em seu MODO DE ATAQUE final, com Evans e Ticktum em quinto e sexto lugares, respectivamente, aguardando o momento certo para atacar. Na subida da volta 23, Mortara e Rowland ultrapassaram da Costa, com Felipe Drugovich, Evans, Barnard, Dennis, Guenther, Ticktum e Mueller completando o Top 10.
Rowland tentou ultrapassar para a P1 na chicane naquela mesma volta e parecia estar em uma boa posição em termos de energia, e sem nenhum piloto atrás tendo sobreposição na ATTACK.
A corrida agitada de Barnard terminou no muro em Portier, após uma manobra ambiciosa demais sobre Da Costa dar errado na volta 26. Outra breve bandeira amarela em toda a pista para Rowland administrar, mas o piloto da Nissan conseguiu se recuperar e cruzar a linha de chegada em primeiro lugar.
Veja o resultado da Etapa 10 no E-Prix de Mônaco:
https://fiaformulae.com/en/results?season=8088703b-96c1-410d-a48b-77fca322334f&tab=race
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Sobre a Fórmula E
O Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E é conhecido como a próxima evolução do automobilismo. Como a primeira competição totalmente elétrica do mundo, o Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E funciona como um “laboratório vivo de alta velocidade, onde inovação e adrenalina se encontram.
O campeonato atingiu a marca de 150 corridas e serve como um importante campo de testes para os principais fabricantes automotivos do mundo — incluindo Porsche, Jaguar, Nissan, Stellantis, Mahindra e Lola Cars — para inovar e refinar as tecnologias de veículos elétricos (EV) que definirão a mobilidade urbana do futuro.
Por trás desse desempenho está um profundo compromisso com o impacto. A Fórmula E é uma empresa certificada pela B Corp — o primeiro e único esporte do mundo a obter essa certificação —, refletindo sua dedicação a altos padrões de transparência social e ambiental. É também o único esporte do mundo a ser Net Zero Carbon desde sua criação, se tornando recentemente o primeiro a obter a certificação BSI Net Zero Pathway, estabelecendo uma nova referência global para ações climáticas baseadas em ciência.
Como um desafiante progressista no cenário esportivo, o Campeonato Mundial ABB FIA de Fórmula E é definido por sua competição imprevisível, disputada roda a roda. Em 11 temporadas, o campeonato coroou 10 campeões diferentes, provando ter um dos títulos mais competitivos e abertos do esporte de nível mundial. Tendo compromisso com a acessibilidade e um grid de pilotos e fabricantes de primeiro nível, o campeonato continua a reescrever as regras do esporte de elite, envolvendo uma nova geração que valoriza a ambição proposital e a ação destemida.
Sobre a ABB:
A ABB é líder global em tecnologia de eletrificação e automação, possibilitando um futuro mais sustentável e eficiente em termos de recursos. Ao conectar seu conhecimento em engenharia e digitalização, a ABB ajuda as indústrias a operarem com alto desempenho, tornando-se mais eficientes, produtivas e sustentáveis para terem um desempenho superior. Na ABB, chamamos isso de “Engineered to Outrun” (Projetado Para Superar). A empresa tem mais de 140 anos de história e cerca de 110.000 funcionários em todo o mundo. As ações da ABB são listadas na SIX Swiss Exchange (ABBN) e na Nasdaq Stockholm (ABB).