De fábricas a serviços: onde os robôs humanoides já começam a ser utilizados
Desde muito antes da discussão sobre inteligência artificial ganhar protagonismo, a humanidade já sonhava com a presença de robôs em seu cotidiano, seja no ambiente corporativo, seja na rotina social. No entanto, atualmente, esse cenário deixa de ser apenas uma projeção e passa a se concretizar. Impulsionados pelos avanços em inteligência artificial, os robôs humanoides começam a ocupar espaços cada vez mais relevantes nas rotinas organizacionais, consolidando-se De fábricas a serviços como um diferencial competitivo para as empresas.
Podemos observar esse fenômeno através de um levantamento da Morgan Stanley (2024), que aponta que o setor de robôs humanoides pode ultrapassar a marca de US$ 200 bilhões até 2035, reforçando não apenas o potencial econômico, mas também a velocidade com que essa tecnologia vem sendo incorporada. Diante desse cenário, mais do que uma tendência tecnológica, a presença de robôs humanoides representa uma transformação estrutural na forma como empresas operam, se comunicam e se posicionam no mercado, impulsionando debates sobre produtividade, inovação e os limites da substituição humana.

De fábricas a serviços a integração é visível
Apesar de essa tendência ser relativamente recente, a robótica já se configura como um componente amplamente utilizado pelas empresas há mais tempo do que se imagina. Setores como a indústria automotiva e a logística incorporam o uso de robôs desde o início do século XXI, aplicando-os em atividades como soldagem de peças, organização de materiais e abastecimento de linhas de montagem. Nesse contexto, a chegada dos robôs humanoides não apenas potencializa os ganhos de produtividade, mas também introduz uma nova lógica operacional: a capacidade de atuar em ambientes projetados para humanos, sem a necessidade de adaptações estruturais significativas.
Esse avanço, no entanto, não se limita às fábricas. Ele já começa a se expandir de forma consistente para o setor de serviços, onde o impacto se torna ainda mais visível por envolver diretamente a experiência do consumidor. A presença nos 2 ambiente de fábricas a serviços Enquanto na indústria o objetivo principal está na eficiência e na redução de falhas operacionais, nos serviços a transformação acontece na forma como empresas se relacionam com pessoas e estruturam seus pontos de contato.
Hotelaria
Em hotéis, aeroportos e grandes redes de varejo, os robôs humanoides já aparecem em testes e implementações iniciais como recepcionistas e assistentes de atendimento. Eles são capazes de orientar clientes, responder perguntas simples e apoiar tarefas de organização do fluxo de pessoas. Em países como Japão e Coreia do Sul, essa adoção é ainda mais acelerada, impulsionada tanto pelo avanço tecnológico quanto por fatores sociais, como o envelhecimento populacional e a falta de mão de obra em determinadas funções.
Saúde
Na área da saúde, esses robôs começam a ocupar funções de apoio dentro de hospitais e centros de cuidado. Eles auxiliam na entrega de medicamentos, no transporte de materiais e até na companhia de pacientes em internações prolongadas. Já no varejo, passam a ser utilizados como guias dentro de lojas, ajudando consumidores a encontrar produtos, tirando dúvidas básicas e coletando dados que contribuem para estratégias mais precisas de experiência e consumo.
Toda essa evolução se torna ainda mais acelerada com os avanços recentes da inteligência artificial generativa, que vem ampliando significativamente as capacidades de sistemas automatizados. Estimativas o McKinsey Global Institute (2023) indicam que essa tecnologia pode adicionar trilhões de dólares à economia global ao longo da próxima década e impactar diretamente a estrutura de trabalho, ao ponto de automatizar ou transformar até 60% a 70% das atividades atualmente desempenhadas em diferentes funções. Com isso, os robôs deixam de operar de forma limitada e passam a interagir com mais naturalidade, compreender contextos com maior precisão e até tomar decisões simples com base nas situações que encontram. Mais do que executar tarefas, passam a aprender continuamente com interações humanas, elevando o nível de complexidade dessas máquinas.
A percepção sobre os robôs evolui à medida que eles deixam de ser vistos apenas como ferramentas industriais e passam a integrar de forma mais ampla as dinâmicas sociais e organizacionais, em um movimento que ainda se desenvolve, mas já indica consolidação em diferentes contextos de uso. Nesse cenário, a transformação do trabalho ocorre menos por substituição e mais por uma reorganização de funções. Conforme robôs otimizam tarefas, profissionais humanos se concentram em tarefas estratégicas, criativas e de maior valor agregado, redefinindo papéis dentro das organizações. Ainda assim, a adoção acontece de forma desigual, já que os custos de desenvolvimento e implementação seguem elevados, concentrando o uso em grandes empresas e mercados mais estruturados, embora exista uma tendência gradual de democratização.
Fábrica física
No contexto industrial atual, a chamada IA física já é uma realidade consolidada, especialmente no uso de braços mecânicos em ambientes fabris que se tornam cada vez mais inteligentes. Com o avanço da visão computacional, esses sistemas passam a interpretar o ambiente, reconhecer variáveis em tempo real e responder de forma mais precisa às condições operacionais, ampliando a autonomia e a eficiência dos processos produtivos. Esse movimento reforça uma transformação mais ampla em curso, na qual a tecnologia deixa de atuar apenas como ferramenta e passa a integrar de forma estrutural as dinâmicas organizacionais. O cenário aponta menos para substituição e mais para integração entre inteligência artificial, automação e capacidade humana, reconfigurando modelos de trabalho e operação. Nesse novo arranjo, criatividade, pensamento crítico e sensibilidade seguem como diferenciais essencialmente humanos e ganham ainda mais relevância estratégica.
*Marcio Aguiar é diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina.
Sobre a NVIDIA
Desde sua fundação em 1993, a NVIDIA (NASDAQ: NVDA) tem sido pioneira em computação acelerada. A invenção da GPU pela empresa em 1999 estimulou o crescimento do mercado de games para PC, redefiniu a computação gráfica, iniciou a era da IA moderna e tem ajudado a digitalização industrial em todos os mercados. A NVIDIA agora é uma empresa de infraestrutura de computação full-stack com soluções em escala de data center que estão revolucionando o setor.
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