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Brasileiros não acreditam na “Black Friday” e consideram fraude

Data já conhecida no varejo brasileiro, a Black Friday de 2015 acontece na sexta-feira, 27 de novembro e os empresários esperam atrair os consumidores com descontos atrativos dos produtos mais procurados.

Porém, uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que, este ano, 44% dos brasileiros que pretendem comprar nesse dia vão pesquisar se os descontos anunciados são, de fato, reais.

Os dados mostram ainda que mais da metade dos compradores da Black Friday (54%) pretende pesquisar também para identificar as lojas com os melhores preços. No geral, cerca de 35% de todos os consumidores entrevistados pretendem comprar na sexta edição do evento no Brasil – para 82% deles, a principal razão da compra é justamente a oportunidade de adquirir produtos que precisam, a preços mais baixos, o que faz com que o evento se consolide a cada ano: 87% dos entrevistados considera que a compra valeu a pena em 2014, em função do bom preço, sendo 7,9 a nota geral de satisfação com o evento.

Outros 49% afirmaram ainda não saber se vão fazer compras, mas que caso encontrem oportunidades boas, não as perderão. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, agora é a oportunidade dos lojistas realizarem promoções grandes e diferenciadas. “Os comerciantes devem se certificar que os descontos serão reconhecidos pelos consumidores e, assim, ganharem credibilidade com eles”, afirma. “Além disso, em um ano de vendas relativamente baixas, a Black Friday, juntamente com o Natal, é uma boa época para as lojas conseguirem baixar os estoques dos produtos que não puderam ser liquidados ao longo do ano.”

Mesmo com o Brasil em crise econômica, 34% dos entrevistados pretendem comprar mais produtos neste ano do que em 2014, e 22% pretendem gastar mais, sendo as principais justificativas os baixos preços praticados e o fato de ter mais produtos para comprar. Entre os que pretendem gastar menos (28%), outras prioridades de compras o foco apenas no que é necessário são as principais justificativas.

Já entre os que estão decididos a não comprar no evento – apenas 16%, os principais motivos são a falta de dinheiro e a descrença em relação aos descontos praticados.

Roupas, calçados e celulares serão os mais vendidos

A pesquisa identificou que as roupas (33%), os calçados (28%) e os celulares (27%) serão os produtos mais comprados na Black Friday deste ano. Comparando com os resultados de compras de 2014, os celulares perderam espaço (32% no ano passado) e as roupas aumentaram (26% em 2014). Considerando somente os consumidores que irão fazer compras este ano, serão quase três produtos por pessoa e um gasto médio de R$ 1.007,00 em compras – valor com aumento significativo em relação ao ano passado, que foi de R$ 856,00.

A forma de pagamento mais utilizada pelos brasileiros será o cartão de crédito parcelado (37%) e o dinheiro (28%). Entre os pagamentos parcelados, o tempo médio para quitar a compra será de seis meses. Segundo a economista-chefe, o ideal é evitar o abuso de parcelamentos e comprar à vista. “Com a atual conjuntura econômica, em que as pessoas se veem obrigadas a cortar despesas para driblar a inflação e estão menos seguras em seus empregos, o pagamento parcelado pode comprometer o orçamento da família, não sendo uma atitude recomendável”, diz.

Preço e credibilidade importam na hora de escolher o lugar da compra

O SPC Brasil investigou quais são os principais lugares que os brasileiros farão as compras e os mais mencionados são os sites nacionais (61%) e o shopping center (36%). Entre os fatores mais importantes que levam os consumidores a escolherem esses lugares estão os preços (78%) e a questão de segurança / credibilidade (44%). “A Black Friday cada vez mais se consolida como um evento promocional online, já que a internet oferece possibilidades de avaliar diversas lojas quase que ao mesmo tempo, incluindo os sites das lojas já tracionais. Porém, as promoções do evento nos shoppings estão ganhando maior participação e ganhando seu espaço”, avalia Kawauti. “Os brasileiros também parecem estar mais seguros em realizarem compras virtuais, característica que até pouco tempo atrás era predominante das lojas físicas.”

Em relação aos que compram na internet, a preferência é por sites de lojas conhecidas e que possuam o melhor preço de acordo com pesquisas em sites que comparam as ofertas entre as lojas.

Em 2014, os sites de lojas nacionais também foram os principais lugares procurados para as compras da Black Friday (63%); os celulares / smartphones foram os produtos mais comprados (32%) e a grande maioria (91%) não teve problemas na hora da compra.

Dicas para boas compras na Black Friday

Quem pretende aproveitar a sexta edição do evento no Brasil deve tomar alguns cuidados.

Para o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, é fundamental pesquisar muito bem e fugir das compras por impulso. “A empolgação com os descontos pode trazer sérios prejuízos para o bolso dos consumidores, ou seja, antes de sair gastando, ele tem que avaliar a real necessidade em adquirir cada produto, evitando que a conta fique no vermelho no fim de ano”, explica.

Confira algumas dicas para quem quer fazer boas compras na Black Friday:

  • É preciso ter em mente o objetivo de fazer boas compras, não de conseguir o maior desconto: “Adquirir algo que não precise apenas porque o preço está mais baixo não é uma boa compra. Isso é um bom negócio apenas para o comerciante”, alerta o educador financeiro;
  • Faça uma lista de tudo o que precisa. Assim, poderá pesquisar os preços dos itens com antecedência, sabendo se realmente estarão com um bom desconto durante a Black Friday. Compre somente se os produtos estiverem com descontos de fato interessantes;
  • Utilize aplicativos ou sites com comparação de preços para avaliar onde estão as melhores ofertas;
  • Tenha atenção com a data de entrega do produto. Grande parte das reclamações após os eventos anteriores foram devido a sites que prometeram entregar em uma data e não cumpriram o combinado;
  • Defina um valor máximo para gastar na data, já que é fácil perder o controle em compras online, especialmente com cartão de crédito;
  • Nas lojas físicas, não deixe o tumulto, as filas ou os vendedores apressados o impedirem de avaliar com calma o produto que está levando. Peça para abrir a caixa, teste se o produto está funcionando adequadamente ou em perfeito estado e pergunte sobre as regras para troca;
  • Evite sites que exibem apenas um telefone celular como forma de contato;
  • Imprima ou salve todos os documentos que demonstrem a compra e confirmação do pedido;
  •    As trocas são permitidas, mesmo para o comércio online e em promoção. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece um prazo de 30 dias para reclamações sobre problemas aparentes no caso de produtos não duráveis e de 90 dias para itens duráveis.

 

Metodologia

O SPC Brasil entrevistou 1.794 consumidores de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

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