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Dica Nikon: Fotografando Longas Exposições:

Reduza a velocidade do obturador para obter imagens criativas e expressivas

Imagem de longas exposições Nikon

 

Acreditamos que quando se trata da velocidade do obturador, geralmente as pessoas preferem “a rápida.” De fato, parece ser mais frequente congelar a ação, parar o movimento e pegar o momento. E para fazer isso estamos definindo velocidades de obturador na faixa de 1/500, 1/1000 e 1/2000 segundos. Mas há outro lado para a exposição. Chame-o de lado “não tão rápido”; ou, mais precisamente, o lado “um tanto lento”.

Reduza sua velocidade do obturador, diminua de verdade, e poderá capturar nada menos que o efeito cumulativo do tempo passando. Você verá o resultado de nuvens se movendo pelo céu; a suavidade da água supostamente estática; e, mais comumente, o entrelaçar visível de faróis e luzes traseiras de carros movendo-se pelas rodovias e estradas da cidade.

O grande atrativo de longas exposições para a fotógrafa Deborah Sandidge é a criação de imagens expressivas, frequentemente surreais, que fogem consideravelmente do usual. “Longas exposições são particularmente eficazes para fotografias de viagens,” diz Deb, “porque a maioria das pessoas tende a abordar os mesmos tipos de imagens em suas viagens. Mas com as longas exposições, você terá um visual muito distinto.”

A fotografia em longa exposição é uma empreitada contemplativa voltada a assuntos mais específicos, e requer equipamentos e técnicas específicas.

O primeiro pré-requisito é um tripé. Sim, nós sabemos que um tripé quando se viaja soa como um incômodo, mas é absolutamente essencial. A escolha de Deb para as fotos é um modelo leve (com pouco mais de um quilo), que se dobra até 40 cm de comprimento. Em seguida, serão necessários filtros de densidade neutra (ND). Como é de se esperar, muita luz irá atingir o sensor de sua câmera durante exposições estendidas, algumas das quais podem ter um minuto ou mais de duração, e os resultados serão superexpostos e exagerados. Mesmo f/stops de f/22 e f/32 não cortarão luz o suficiente, mas filtros de densidade neutra (ND) o farão.

Existem três tipos de filtros ND disponíveis:

Fixos: que são medidos por paradas de densidade;

Variável: que são filtros que se alteram para aumentar ou diminuir a quantidade de densidade;

Graduados: também chamados filtros de densidade neutra divididos, onde a quantidade de densidade varia sobre metade do filtro, com a outra metade limpa.

Deb traz consigo os três tipos, e às vezes mistura e combina dependendo da cena e de como deseja expressá-la. “A vantagem do filtro de densidade neutra variável,” ela diz, “é que eu posso ajustar um pouco para muita densidade com um filtro e não ter que combinar diversos na lente. E se eu não tenho certeza sobre qual densidade preciso, o filtro ND variável é um modo conveniente para experimentar, especialmente em uma situação onde a luz está mudando ou ondas do oceano estão se movendo.”

“Longas exposições são particularmente eficazes para fotografias em viagens, porque a maioria das pessoas tende a abordar os mesmos tipos de imagens em suas viagens. Mas com as longas exposições, você terá um visual muito distinto.”

Imagem de longas exposições Nikon

 

Para usar adequadamente os filtros de densidade fixa, primeiro deve-se decidir a quantidade de densidade neutra desejada. Filtros fixos são classificados de acordo com a quantidade de luz sendo bloqueada: um filtro ND2 irá bloquear um stop de luz; um ND4, dois stops; um ND8, três stops; e assim por diante. Filtros ND podem também estar em camadas, de modo que seja possível combinar a força da densidade neutra. Para saber qual filtro ND utilizar em uma determinada situação é preciso, basicamente, experimentação e experiência; em outras palavras, tentativa e erro. Deb descobriu que levava pouco tempo experimentando até que fosse capaz de definir uma situação para um cenário ND4 ou ND10.

Em seguida, descubra a extensão da exposição—e isto é bem fácil. “Eu uso um aplicativo para telefone chamado ND Timer,” afirma Deb. “A primeira coisa que faço é me preparar para uma exposição precisa do cenário, definindo uma abertura escolhida, que é geralmente f/11, f/16 ou f/22, porque eu quase sempre quero uma ótima profundidade de campo. Eu altero a velocidade do obturador para qualquer velocidade que me proporcione à exposição adequada para aquele f/stop.” Então, ela insere no aplicativo a velocidade do obturador e a força do filtro ou filtros ND escolhidos para a imagem, baseando-se na sua experiência. Se usa filtros em camadas, digamos, um ND10 e um ND4, ela insere 14, o total combinado da densidade neutra. “O aplicativo então calcula a extensão da exposição em segundos, conta de modo decrescente a exposição e emite um som para me avisar que o tempo passou.”

Filtros ND não são normalmente necessários para fotos tiradas no pôr do sol ou crepúsculo. “Gosto de fazer muitas fotos no final da noite,” diz Deb, “e então a exposição será naturalmente mais longa porque há menos luz na cena”. Entretanto, ela pode usar um filtro de densidade neutra graduado para reter a luz do céu em uma imagem de crepúsculo, se ela sente que haveria muita iluminação.

Ela geralmente utiliza o ND Timer para obter uma ideia geral da extensão da exposição. A experiência de tentativa e erro ensinou-a a adicionar um pouco mais de tempo para a estimativa do aplicativo.
A penúltima peça de equipamento essencial é um cabo disparador para ativar o obturador e travá-lo aberto para a extensão da exposição. Finalmente, dependendo de qual DSLR Nikon você estiver usando, lembre-se de deslizar a tampa do visor ou usar a cortina do visor. Durante longas exposições, não se deseja luz difusa entrando na câmera através da tampa traseira. Pode causar listras na imagem, e até mesmo uma alteração de cor. Para exposições de 30 segundos ou menos, quando um filtro ND não é usado, Deb irá escolher uma abertura e confiar no ajuste de velocidade do obturador da câmera, ou irá estimar o tempo de exposição baseando-se na experiência.
Ela acrescenta mais dois conselhos: “Antes de fotografar imagens em longa exposição em uma viagem importante, experimente. Descubra como as coisas irão aparentar, crie algumas preferências e opiniões. Lembre-se, o mais importante é que esteja fotografando como uma expressão criativa. Como você quer a aparência desse cenário?”

Por fim, há poucas escolhas erradas. Você irá aprender a partir de cada imagem e experimento, e quando obtiver um resultado que não previu ou esperava, os passos que conduziram ao resultado podem tornar-se parte de sua técnica e aprendizado.

“É sempre diferente,” diz Deb.

Fonte: http://www.nikon.com.br

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