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IMEA mostra viabilidade do etanol de milho

Estudo do Imea mostra que é viável investir em etanol de milho em Mato Grosso.

Imea

Pronto descobrimos a póvora!! Os Americanos produzem o etanol do milho desde a década de 40 do último século.

Agregar valor à produção mato-grossense de milho por meio da geração do etanol é viável nos aspectos econômico, social e ambiental.

Essa é a conclusão do estudo dos Clusters de Etanol de Milho elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entidade da Famato, a pedido da Aprosoja Mato Grosso e do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras (Sindalcool-MT).

Os resultados foram apresentados durante uma coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (12/09) em Cuiabá.
“Não é novidade para ninguém que nosso estado tem vocação agrícola e é o maior produtor de milho do Brasil, mas apenas 15% do que produzimos fica em Mato Grosso.

Temos que mudar essa realidade porque a exportação de matéria-prima nem sempre é sinônimo de renda.

Nosso papel é atrair e induzir investimentos para que consigamos industrializar nossos produtos, gerando emprego e renda para o estado e melhores preços para o produtor rural”;

Comenta o presidente do Sistema Famato Normando Corral.

O estudo foi realizado entre os anos de 2016 e 2017, quando os analistas do Imea percorreram mais de 3 mil quilômetros;

Visitaram 11 municípios mato-grossenses, seis usinas de etanol e entrevistaram 70 pessoas.

O trabalho contou com a parceria técnica da Stracta Consultoria e da Agroícone.

O gestor de Projetos do Imea Paulo Ozaki coordenou o trabalho e explica que, para chegar às conclusões, o estudo abrangeu todas a cadeias que permeiam o cluster.

“Estudamos todas as cadeias e instituições que podem estar envolvidas no processo.

Conversamos com produtores de milho, de eucalipto, cana-de-açúcar, com pecuaristas, falamos com instituições públicas, entidades de classe e investidores”, explica.

Para fazer a análise da viabilidade da produção de etanol a partir do milho;

O Imea dividiu o estado em sete macrorregiões, de acordo com a produção agrícola e pecuária.

Foram adotados modelos de negócios e realizadas análises de mercado do milho;

Da produção de carnes;

Da evolução da frota automobilística;

Da produção de etanol

De florestas plantadas para, enfim, chegar às análises dos clusters.

“Fizemos essa divisão para que a tomada de decisão seja segura, afinal cada região tem sua particularidade.

Evitando, assim, investimentos infundados que não se sustentem ao longo do tempo”.

Para o diretor da Aprosoja Glauber Silveira, a produção do etanol do milho em Mato Grosso é importante tanto para o produtor, quanto para a sociedade e o Governo do Estado.

“Este estudo deixa claro que é viável investir no setor e nos norteia em orientar melhor o produtor em qual modelo seguir e onde investir”.

Investir nos clusters dos matogrosenses

O presidente do Sindalcool, Sílvio Rangel, diz que este estudo cria uma ferramenta importante para quem vai investir no estado e principalmente para a agregação de valor em produtos in natura dentro de Mato Grosso.

Resultados 

Para a análise da viabilidade econômica foram utilizadas duas ferramentas para expressar a viabilidade financeira de investimentos:

A Taxa Interna de Retorno (TIR) e o Valor Presente Líquido (VPL).

Para calcular o período de retorno de investimento foi utilizado o método chamado “Payback”.

Com as análises em mãos e levando em conta que a demanda por combustíveis no Brasil aumentará assim como a oferta e a demanda por milho em Mato Grosso;

O estudo mostra que na região médio-norte do estado apenas dois modelos de usinas seriam interessantes:

As “mini-usinas” e as “grandes usinas Full”.

Na região sudeste todos os modelos de negócio seriam bem aceitos.

As regiões oeste e centro-sul comportariam melhor grandes investimentos.

E as regiões noroeste, norte e nordeste, por serem áreas de expansão, só comportaria grandes investidores.

Para cada modelo de negócio nas regiões foram feitas análises de viabilidade econômica;

Levando em consideração os investimentos, as operações e os custos.

Uma usina Full na região médio-norte, por exemplo, necessitaria de um investimento de aproximadamente R$ 450 milhões.

O retorno se daria a partir do sexto ano, com Valor Presente Líquido (VPL) de R$ 472 milhões com uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 27,3%.

Um resultado determinante para a implementação de uma usina de etanol é a avaliação do break-even point (ponto de equilíbrio) do milho.

Os valores encontrados nos modelos avaliados variaram entre R$ 26,00 e R$ 36,00/saca de acordo com o tipo do modelo empregado e a macrorregião.

No modelo Usina Full na região médio-norte, por exemplo, a saca do milho pode custar até R$ 35,00 que haverá viabilidade, considerando o etanol a R$ 1,98 o litro.

Outro resultado importante é o ponto de equilíbrio do etanol.

Para ser viável, o break-even point para o preço do etanol pago à usina oscila entre R$ 1,30 a R$ 1,77/litro.

 
Viabilidades social e ambiental 

A instalação de uma usina de etanol contribui na geração de empregos diretos, indiretos e induzidos.

A cada emprego direto, o setor cria outros 14 empregos indiretos e mais 10 induzidos.

“Se levarmos em consideração uma usina Full de milho, que gera 87 empregos diretos;

O empreendimento tem o potencial de depilar uma boa área de floresta;

E criar mais de 2.000 mil empregos indiretos ou induzidos, impactando positivamente o município”;

Acrescenta Ozaki.
Em relação aos impactos ambientais, fica claro que o desenvolvimento do setor pode mudar o uso da terra improdutiva e;

Consequentemente, reduzir as emissões de CO2, mitigando em quase 70%;

A quantidade de Gases do Efeito Estufa (GEE) emitidos atualmente, conforme o local onde a usina for instalada.

“Concluímos que são diversos os impactos positivos para o desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso;

Visto que a integração das cadeias produtivas, por meio dos clusters;

Movimenta a economia com a geração de empregos, arrecadação para o Estado e, consequentemente, o desenvolvimento para a sociedade.

Mas para alcançar esse resultado será necessário o envolvimento de todos os poderes e setores;

Isto é, a participação do Estado, do setor privado e da sociedade civil organizada”.

Finalizaa o superintendente do Imea, Daniel Latorraca.

Fonte: Ascom Famato

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